3 de maio de 2013

No Papo de Mãe de hoje: Minha filha cresceu, e agora?

Por Dra Patricia Riveiros
Outro dia, na farmácia, minha filha de 9 anos me fez uma pergunta: "Mãe o que e Olla de morango??"

Simples... dessa maneira.

Fui pega de surpresa, fiquei toda gaguejando sem saber o que responder, acabou que a caixa da farmácia me ajudou.

Aí você pensa: poxa vida, fiz 6 anos de faculdade de medicina, 2 de residência em pediatria, lido com criança todo dia e não sei responder o que é uma camisinha???

Por incrível que pareça, não sei responder.

Fiquei toda constrangida, e com a ajuda do marido falei que só homem usa e que era para não ter filho e não ficar doente. Assunto encerrado então? Não!!!

Quando é a hora de falar de sexo com seu filho? Qual é a idade certa para isso? Tantas perguntas aparecem e elas são tão difíceis de responder!!! No meu caso, resolvi esperar. Apesar de ter 9 anos, ela é muito inocente, e vou esperar ela tocar no assunto de novo.

Já estou me preparando, lendo artigos, livros, revistas, para que nessa hora não seja pega novamente de surpresa. Ahá! Vou saber responder a tudo! Não vou me iludir, sei que mesmo sabendo do que se trata não vou saber responder tudo, pelo menos não de forma direta.

A hora certa vai variar para cada mãe e o tamanho do susto também. Prepare-se! Sinto que o meu maior stress não é pelo assunto do sexo, e sim pensar que minha filha cresceu, já não é mais um bebê, virou uma mocinha e que vou ter que lidar com essa situação.

Quero meu bebê de volta!!! Lógico, quem não quer? Mas acima de tudo quero que minha filha se torne uma adolescente feliz, sem crises, sem preconceitos e que tenha em mim uma amiga em que ela possa confiar sempre e que tenha certeza que sempre estarei ao seu lado.

Difícil essa arte de ser mãe, viu? Viram só como Pediatra também sofre?

Dicas para os pais/educadores:

  • Dialogar de forma sincera e natural
  • Evitar fugir ao assunto ou dar respostas fantasiadas (por exemplo: a cegonha traz os filhos)
  • Responder às perguntas à medida que vão surgindo (as crianças não estão à espera de explicações complexas, apenas uma resposta à sua pergunta)
  • Deixar as crianças falarem sobre os assuntos que despertam seu interesse
  • Assumir uma atitude natural sem crítica nem constrangimento
  • Evitar transmitir à criança o sentimento de vergonha ou timidez ao falar de seus sentimentos
  • Quando surgir uma pergunta num momento complicado, uma resposta possível poderá ser: “Essa é uma boa pergunta - falamos sobre ela mais tarde?”
  • Fomentar a confiança nos filhos (ajuda-os a sentirem-se seguros e felizes)
  • Explicar as diferenças corporais entre os sexos dando o nome correto aos órgãos e usar imagens simples para crianças
  • Explicar as mudanças que acontecem com o crescimento (mudanças corporais, menstruação, ereção, gravidez, parto)
  • Explicar que os adultos, quando responsáveis e preparados, têm filhos
  • Transmitir a noção de que somos irrepetíveis, diferentes e por isso especiais
  • Conversar sobre as manifestações de amor (beijo, abraço, andar de mão dada, o sentimento de se estar apaixonado)
  • Educar para o respeito pelo próprio e pelos outros
  • Educar para os afetos (carinho, amizade, amor)
* BIBLIOGRAFIA:

- Morfa, J.R.D; Candia, C.M; Lopezosa, P.M; Botella, M.P (2005). O grande livro da sexualidade. Lisboa: Didáctica Editora.
- Papalia, D.E; Olds, S.W; Feldman, R.D. (2001). O Mundo da Criança. (8ª ed.). Amadora: McGraw-Hill.
- Imagem daqui

2 de maio de 2013

Cyber Café: Pintando o sete, ops, o prato!

Eu sou péssima no quesito "Faça você mesmo" mas sou ótima em encontrar coisas interessantes na internet, por isso acabo fazendo mais posts pra coluna Cyber Café pois nela coloco estes meus achados!

Esse prato com carinha de ursinho é criação de Rachael do blog Penelope and Pip e foi publicado no blog Say Yes to Hoboken, um espaço com muitas idéias bacanas. Divirtam-se! 

 


Materiais necessários:
1Prato de porcelana
2. Marcador/caneta para porcelana na cor preta.
3. Tinta ou marcador para porcelana na cor rosa ou vermelha para as bochechinhas
4. Pincel
5Prato redondo pequeno para desenhar o rosto do ursinho

Eu jamais tentaria fazer até um simples ursinho mas achei algo legal, quem sabe quando meu filho souber fazer desenhos eu faça um prato com um desenho personalizado por ele? Você já fez algo desse tipo? Faria?

1 de maio de 2013

RN x Família: como lidar

42 24519133 300x232 Cuidados com Recém Nascidos   Dicas




Passamos por tudo na gestação, sentimos tudo, as dores, os enjoos e os incômodos, sem contar os episódios de azias e chutes. Passamos pelo trabalho de parto e quando trazemos o pacotinho pra casa vem um monte de pessoas, que você nem tem afinidade, encostar aqueles cabelos sujos e aqueles rostos suados e oleosos em nosso pequeno bebê. Sim, nós mães (as sensatas) sabemos o que você sente. Sabemos que você faz o melhor e que vai existir sempre alguém que acha que pode fazer melhor do que você.

Eu me sentia assim. Ficava doida com a minha mãe encostando o cabelo no rosto do meu pequenino, e quando ele chorava por um longo período, me sentia a mais fracassada das mães quando alguém o pegava no colo e o fazia parar de chorar. Você se sente assim? Então, eu ainda me sinto, sabia? Não me esqueço da cena da minha vizinha o pegando no colo em meio a uma crise minha e o fazendo parar de chorar mostrando que ela sabia fazer e eu não! Até hoje me lembro disso!

As pessoas não fazem isso por mal, acredite. Sua sogra, tia, cunhada, amiga... jamais vão se levantar na sua frente para fazer o bebê parar de chorar só pelo capricho de te ver irritada. Certamente fazem para te ajudar, e não percebem o quanto isso magoa. É claro que algumas pessoas são mais antenadas e não fariam isso com você, mas o fato é que 99% das pessoas não tem "semancol" e você vai ter que enfrentar esta fase com alegria e um sorrisinho no rosto.

Pense que, quando alguém vai fazer no seu lugar alguma coisa, você ganhou um tempinho para descansar. Acredite, seu filho jamais cobrará isso de você e sabe porque? Você se lembra de como era sua vida de recém-nascida? Então, seu filho também não irá se lembrar! Acredite!

E não se preocupe, mãe de recém-nascido nada mais é do que um ser a disposição da pequena criatura faminta, fazedora de cocô e pronta para sentir cólicas e te deixar preocupada sem sequer olhar nos seus olhos e lhe dar um sorrisinho como agradecimento! Mas isso vai passar, o importante é sempre desabafar com alguém de confiança quando se sentir assim, e nunca ficar remoendo aquilo que não gosta, você tem o direito de escolher o que é bom ou não para seu filho e as pessoas terão que respeitá-la. Mas tente levar as coisas menos a ferro e fogo, não se preocupe, é preciso cautela. Mas também não se pode privar o bebê do contato com outras pessoas, assim poderão desenvolver as defesas em seu organismo.

Eu passei por vários momentos de histeria, raiva, nervoso enquanto meu marido ficava sentado sem nem se importar com estas coisas  - acho que porque são obrigações de mãe, sabe? Ou somente ele ache que é isso, não sei! As pessoas até hoje me olham com ar de reprovação quando digo que existe rotina, que ele não toma refrigerante, que ele tem horários pra comer e etc e quer saber? Não tô nem me lixando com isso, porque quando eu era filha eu obedecia aos outros, agora que sou mãe quem manda sou eu! Rá!


Tente ser mais flexivel, aproveite pra descansar, isso não quer dizer que não ame seu filho viu? Você vai enfrentar, muitas vezes, gente que acha que sabe mais do que você. Faça com que estes conselhos entrem por um ouvido e saiam pelo outro sempre que forem desnecessários.

Se você achar que seu filho está correndo perigo ou se você estiver se sentindo insegura, aí fale! Fale pra pessoa que você não fica confortável com a situação, explique que você não gostaria que pegassem tanto no colo, que é preciso respeitar os horários, a rotina e o que você estabelece como correto.

Diga que as pessoas devem respeitar quando ele está no berço, que não é hora de mexer no bebê quando ele está quietinho. Desta forma, as coisas devem fluir de maneira mais tranquila e você verá que, mesmo com todo esse tato e essa cautela, as pessoas ainda vão continuar falando de você, continuar se metendo... mas isso não vai mais te afetar.


E não se preocupe, eu achava que meu pequeno, quando RN, era ingrato (risos), eu chorava porque eu era uma máquina de dar de mamar e trocar fralda, que eu não servia para mais nada, nem pra fazer parar de chorar porque qualquer pessoa sabia fazer, menos eu. O fato é que, nestas situações, quanto mais nervosa e mais ansiosa você fica, menos o bebê se acalma, e é por esse motivo que outra pessoa consegue obter êxito e você não.

Não é porque você não é capaz, mas o bebê te conhece, sabe quando você está nervosa, passou pelo menos 40 semanas ouvindo suas batidas do coração, sua respiração, sabe quando você está bem e quando não está... tanto é que, muitas vezes, só o aconchego do colo da mãe pode fazer milagres. Mas se você estiver nervosa, irritada ou ansiosa, o bebê vai perceber e ele não irá se acalmar suficientemente para parar de chorar.


O choro é a forma como a criança se comunica, é assim que ela diz o que sente: se tem frio ou calor, se tem fome, se não gostou de uma brincadeira. A gente acha que é só porque dói que eles choram, e não é.

Com o tempo você aprenderá a identificar os tipos de choro e verá que para cada situação o bebê chora de forma diferente, ou seja, se comunica.


Portanto, mantenha a calma, a serenidade e quando não estiver conseguindo fazer algo, permita que outras pessoas façam por você, isso não faz de você uma mãe incapaz mas sim uma mãe que se respeita e que zela por seu filho.


30 de abril de 2013

Como os animais de estimação ajudam as crianças

Os canais do Hospital Albert Einstein tem oferecido a melhor informação sobre saúde e bem-estar nas redes. Em mais essa animação, veja como os animais de estimação ajudam no desenvolvimento psicossocial das crianças e podem significar mais do que um simples amigo para brincadeiras.

Assistam e ajude a divulgar! 




Update (Raquel Gomes):

A Bianca não tem animais de estimação e pediu para eu contar para vocês como é a relação do Diogo com os bichinhos.

Diogo nasceu numa casa que já tinha cachorro. Mais precisamente uma cachorra: a Trudy. Quando estávamos no hospital, pedi à minha mãe que fosse em casa cuidar da nossa pretinha e levasse a primeira muda de roupas do Diogo para ela ir se habituando com o novo cheiro. Ela nem ligou. Quando chegamos da maternidade com ele, coloquei o bebê conforto no chão, e deixei ali... Ela passou, olhou, cheirou... e só se ligou que não era uma "coisa" quando ele chorou, uma meia hora mais tarde.

Dali em diante, sempre que ele chorava, ela me avisava - mesmo que ele estivesse no meu colo! Hahaha

Enquanto ele era pequenininho, ela dividia colo, e era mais fácil de dar atenção. Conforme ele foi crescendo, meu tempo foi diminuindo proporcionalmente, e de vez em quando eu sentia que a estava deixando de lado. Mas procurava compensar - e quando o marido chegava em casa, corria para dar atenção para ela (e eu pedia para os amigos, que vinham conhecer o Diogo, para dar atenção a ela antes de ir falar com ele, igual com irmão mais velho, sabe?), e depois ia ver o filho.


Nunca fui paranoica com a higiene a ponto de achar que ela não poderia chegar perto dele. Por via das dúvidas, perguntei à pediatra sobre os contatos (Diogo teve uma alergia respiratória forte aos 2 meses de vida, e achávamos que poderia ser por conta da cachorra. Isso não nos fez pensar, em hipótese alguma, em nos desfazer dela. Apenas em adaptar os espaços), ao que ela respondeu que era apenas para evitar lambidas no rosto. Liberei até isso. Hahahaha

Trudy é uma cachorra extremamente bem cuidada. Na época nem saía na rua (morávamos num bairro cheio de cachorros nas ruas, e tínhamos medo de confrontos). Faz check-ups anuais de saúde, toma todas as vacinas indicadas pela veterinária, vermífugos a cada 3 meses, banho e tosa (ela não é de raça, mas merece esse cuidado). Então não tínhamos porque não deixar os dois se amarem. rs


Aos 6 meses, ele começou a ficar no chão. Eu forrava com um edredon e colocava ele lá para brincar. Ela passava, cheirava, lambia e saía de perto - antes que ele se agarrasse em seu rabo ou orelhas. Aos 9 meses ele começou a engatinhar, e aí ela achou que sua paz tinha acabado. Ledo engano. A coisa ficou feia mesmo foi quando ele aprendeu a andar.
Eles já tiveram embates, ela já o agrediu (quase que verbalmente, um rosnado do tipo "larga meu rabo, pirralho" ou "me deixa dormir, seu mala!!!"), ele já bateu carrinhos e cubos na cabeça da coitada... mas na essência a convivência é ótima.

Com a Trudy ele apredeu (na verdade, está aprendendo) a ter certos limites, a respeitar, e a se preocupar. Quando chega em casa e a encontra deitada - sem fazer festa -,  ele já logo pergunta: que foooooi, Tutuca??? (aqui em casa filho não tem apelido, cachorro tem)

Antes de dormir ele dá boa noite e mil beijos nela. E durante o dia, temos que pedir que ele a deixe dormir, porque ele quer abraçar e fazer carinho o tempo todo. É amor demais.
Diogo não fica doente - o que reforça a teoria de que animais de estimação fortalecem a imunidade. Diogo não maltrata animais. Aliás, creio que o contato com ela o fez olhar todos os animais com o mesmo amor. Gatos de rua, passarinhos e peixes. Até animais do zoológico. Para todos ele faz: ooooooooooh, que liiiiindo... Acho que aprendeu comigo, sei lá... rs
Mesmo assim, a Trudy é um animal. De vez em quando vejo na internet fotos de bebês em meio a pitbulls, e aquilo me dá um gelo na espinha. É importante a gente ter em mente que, por mais tranquilo que seja o animal, ele é um animal. Tem instintos e pode se rebelar. É preciso cautela, e o contato não pode ser simplesmente obrigatório. Alguns animais não aceitam contato com pessoas estranhas e/ou crianças. É o caso da gata que mora na casa dos meus sogros. Ela não aceita carinho de qualquer pessoa, e dependendo do dia morde todo mundo. Por isso, eu já ensinei ao Diogo que, nela, ele não pode fazer carinho. Que só com a mamãe (eu conheço a ferinha e sei quando ela está de bom humor, ele não).

Portanto, reforço: se você tem um animal de estimação e vai receber um bebê em casa, cuide para que a adaptação seja sem traumas. Uma boa dica é colocar o bebê em situações prazerosas para o animal: ofereça petiscos sempre que o bichinho chegar perto do bebê, leve para passear juntos, brinque com os dois ao mesmo tempo.



A vida de uma família é muito mais feliz com a chegada de um bebê, e pro animal essa chegada não deve ser traumática. Se tudo correr bem, você corre o risco de chorar de emoção toda vez que olhar o sofá e encontrar os dois dormindo juntos, ou assistindo ao desenho preferido. E se pegará pensando: como será quando meu bichinho morrer? Se antes a dor era só sua, agora é de vocês todos. Mas isso é uma outra história.


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