9 de dezembro de 2013

Ilustrando lanches

Eu não sou boa em desenhos! Quando jogava Drawn Something sempre me dava mal porque não sabia desenhar. Na verdade, as pessoas que tentavam adivinhar o que eu desenhava é que se davam mal porque não ganhavam pontos!

David LaFerriere é designer gráfico, aproveitou que tinha esta habilidade desde 2008 e fez ilustrações para as embalagens de sanduíches que os filhos levam para a escola. Faz isso até hoje e o resultado são pacotinhos super divertidos!



Ele é muito criativo e  já fez mais de 1100 desenhos para os filhos!
Também né, com esse talento, até eu!


Alguém tem dúvidas que a que eu mais gostei foi essa?


Para ver mais, vejam o site dele!

6 de dezembro de 2013

Como uma criança de 4 anos pode ser extraordinária?

hands
Olhem que interessante! Mica Angela Hendricks é uma artista talentosa e visionária. Sua filha de 4 anos pedia insistentemente para fazer desenhos, um dia, deixou-a terminar os desenhos que havia começado. O resultado é interessante e curioso!
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frida
Quer saber mais?

28 de novembro de 2013

Quem está de férias aí?

Olá!!!

Todos já na correria do final de ano e preparativos para as sonhadas férias???? \o/
Por aqui, a minha galerinha está curtindo cada minuto das férias, ainda em casa, já que a viagem só na semana que vem...
E enquanto isso a turma da Mattel sugeriu um 'bate-bola' entre as embaixadoras e a Teresa Ruas, justamente para saber um pouco mais sobre esperado momento. Querem ver?

A dinâmica foi o seguinte:

Rose Misceno pergunta para Angi Simon      
Angi Simon pergunta para Bianca Guimarães
Iza Garcia pergunta para Rose Misceno
Bianca Guimarães pergunta para Iza Garcia

E aqui a minha pergunta para a Iza:

TDM: Quais (ou qual) foram as suas férias que mais te marcou na infância? Cite algumas atividades que faria de férias em família, se não for viajar. O que seria, pra você, as férias ideais?

RB: Considerando o fato de passar menos tempo com a filha do que eu gostaria, em razão do trabalho... nas férias, faço questão de priorizar atividades que envolvam, prioritariamente, o lazer dela. Programo as viagens pensando nas atividades que ela aproveitará mais e, nos dias que ficamos em casa, organizo a rotina para que sobre bastante tempo para ficarmos juntas. As atividades preferidas da família são as que acontecem ao ar livre, já que moramos em apartamento. 
Como nunca morei perto da praia, minhas férias preferidas sempre foram as que passei perto do mar. Pensando nisso, todas as viagens com Bruna foram para o litoral. 

COMENTÁRIOS DA TERESA RUAS:
Esse é um grande exemplo do que a grande maioria das famílias brasileiras prioriza durante as férias. Ou seja, passar o máximo de tempo possível com os filhos, os quais são envolvidos em atividades prazerosas e que não são tão realizadas durante a correria diária. Os exemplos citados por Iza foram as atividades ao ar livre e as viagens para lugares bonitos e diferentes. Além destas, gosto de salientar sobre a importância de atividades diárias simples e que também não são tão realizadas diariamente como, por exemplo, ir à sorveteria no meio da tarde, entre outras.
Como mãe e especialista, tenho certeza que pais e filhos ficam contando os dias para o início das férias, especialmente quando se trata de uma família em que o casal trabalha integralmente fora de casa.  Estes momentos são essenciais para a saúde afetiva de todo o contexto familiar. É um momento em que o prazer, a diversão e o bem estar estão em primeiro lugar. Isto nos marca tanto, que nunca iremos nos esquecer dos momentos alegres e afetivos que tivemos com os nossos pais, irmãos, avós, tios e/ou primos nas férias. É tão marcante que, como mesmo disse a Iza, ela tenta repetir com a sua filha.

Só não podemos nos esquecer de que os momentos de extremo prazer e de diversão também exigem limites e rotina. Porém, a rotina pode ser mais livre e, inclusive, dialogada/programada com os nossos próprios filhos.


25 de novembro de 2013

Pedocracia????

Recentemente a psicanalista Márcia Neder, professora e pesquisadora da USP e autora de livros como “Mãe desnecessária”, alcunhou a expressão pedocracia para dar nome ao que ela chamou de reinado mirim, a ditadura das crianças. A autora discorreu sobre o assunto em seu mais novo livro; “Déspotas mirins”, e usa o termo para descrever a mudança de mãos do poder nas famílias atuais, que está frequentemente depositado nas mãos das crianças.

Com o termo pedocracia ela não se refere aos pequenos caprichos, manhas e birras das crianças. Se refere a toda uma cultura em torno da criança, a uma certa idolatria, a uma busca de reconhecimento em que os pais passaram a achar que precisam dar sempre mais bens materiais, pequenas recompensas, sentindo-se sempre em dívida, numa inversão de valores em que não se estabelece claramente quem é o adulto na relação. A autora atribui essas mudanças às novas constelações familiares em que o pai perdeu aquele papel de único provedor ( do lacaniano “declínio da função paterna”) e a mãe saiu de casa para o mercado de trabalho, gerando uma “culpa” pela ausência que acabou sendo compensada pela permissividade, pondo o poder nas mãos dos filhos. Tal explicação de forma alguma encerra a questão; existem vários outros matizes nessa cartela de cores. Paralelo às ditas famílias tradicionais, surgiram famílias monoparentais e homo afetivas, que coloca a criança numa posição em que teoricamente requer uma atenção redobrada, tornando-a o centro do tal poder.


Um outro aspecto é a questão de querer ser amigo e acessível ao filho. Parece que mudou realmente o foco na relação entre pais e filhos. Os pais hoje querem ser amados e aprovados. As famílias de antigamente não tinham isso, os pais queriam obediência, eram seres absolutamente distanciados, o que não acho bom. Por outro lado esses pais eram obedecidos apenas no levantar de uma sobrancelha, dificilmente questionado e com maior possibilidade de manter o controle sobre a educação da criança. A grande vocação das gerações seguintes, no que se refere ao comportamento familiar foi se aproximar dos filhos, desejar dar ao filho tudo que não teve, inclusive não repetir o comportamento dos próprios pais, contudo o que se nota hoje é que por vezes se perdeu o equilíbrio. E de fato é uma linha tênue. Já me peguei em conversar com minhas filhas dizendo “sou sua amiga, mas não sou sua amiguinha”. Elaborar uma explicação pertinente, e convincente, para essa assertiva não é fácil, nem mesmo para um adulto.


Há algo ainda apontado como fator neste cenário, que me toca profundamente, que é a idealização da maternidade. O ideal daquela que abre mão de tudo pelo filho, em torno do qual sua vida gira. Isto vem da nossa natureza, do dom de gerar a vida e da missão de cuidar dela. Embarcar nessa viagem parece natural, o único caminho já que os trouxemos ao mundo, contudo é também uma grande cilada na medida em que abdicamos de nossa vida pessoal. Continuo achando que filhos são prioridade, mas não são a única. Acertar a mão aqui, mais uma vez equilibrar, é imperativo. Ser sim paizão e mãezona, mas se permitir espaço, ter objetivos além da paternidade, ter objetivos em outras áreas. Para nós mulheres é dilema conhecido; não queremos abrir mão da “multimulher”, nem perder a alegria das múltiplas realizações, de conciliar nosso universo interior com família e trabalho. Para os homens talvez seja tudo muito novo, o que à sua maneira também redefine a educação das crianças. E tem nessa idealização o desejo de sempre acertar, não poder perder a cabeça de vez em quando, estar sempre se cobrando. É preciso compreender que tudo faz parte do aprendizado, é possível, mais que isso, humano, errar. A contrapartida é saber reconhecer e voltar atrás.


As cartas estão postas na mesa. Nos compete usá-las da melhor maneira possível. De maneira diferente das relações políticas numa democracia, em que a alternância de poder é bem vinda, na relação com os filhos o poder precisa estar firme em algum lugar, na mão do adulto, servindo como esteio para margear até onde eles podem ir. Eu pessoalmente sou muito do diálogo, acho que se deve dar explicações, mas tudo isso até a página dois. Se a coisa se alonga e meninada resiste, recebe um “é assim e pronto; quem manda sou eu”.

Texto original postado no blog: Tenho algo a contar
Por Dra. Úrsula Burgos

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