7 de junho de 2011

Minha experiência como doula

Vocês sabem o que é e o que faz uma doula?

Tem uma definição bem completa para isso que tirei do site http://www.doulas.com.br:

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Lorena minha doula e eu.

Eu tive a oportunidade e o prazer de acompanhar o parto de uma pessoa muito especial como doula. Me preparei para isso e imagino que minhas experiências com meus partos ajudaram também. Eu não fiz curso (ainda) mas vou fazer! Quando fui doulada no meu último parto é que percebi a importância de ter uma doula (que pode ser uma pessoa que você preparou para isso) junto comigo. Faz toda a diferença!

Quando a Paula me falou que queria eu eu acompanhasse o parto dela porque a nossa doula iria viajar e talvez não conseguisse chegar a tempo para o parto, confesso que fiquei um pouco insegura. Por mais que eu tenha estudado muito sobre parto, parto ativo, tenha um conhecimento razoável em anatomia e fisiologia por ser técnica em radiologia, eu nunca havia doulado ninguém antes. Aceitei o "desafio". Ela já estava no final da gestação, fomos nos falando e combinando o que ela queria para o parto dela. Era um VBAC, parto normal depois de uma cesárea que ela planejava. Esse é um dos papéis da doula, ajudar a mulher a construir e idealizar o que ela quer para o momento do parto.

A Lorena (que foi minha doula e seria a da Paula) antes de viajar passou aqui em casa para deixar a bola e o tapetinho. Conversamos bastante sobre o que a Paula queria, sobre o médico que iria acompanhar, sobre as expectativas da Paula e das nossas (rs... doula tem expectativa, e na maioria das vezes é que tudo acabe com um lindo parto natural hehe!) e ela foi viajar, curtir suas merecidas férias :).

No dia 03 de maio a Paula me ligou dizendo que estava com contrações de 3 em 3 minutos e um pouco doloridas. Como ela mora longe do hospital e o combinado foi nos encontrarmos lá resolvemos que o mais prudente seria ela ir para o hospital.

Arrumei tudo aqui, deixei um leitinho para a Lais, peguei um taxi e fui para o hospital. Detalhe: com a bola e o tapetinho hehe. Quando o taxi chegou ele achou estranho a bola e tal. Expliquei o que estava fazendo no caminho e quando ele ouviu a palavra PARTO foi rápido que nem uma flecha! Cheguei na recepção do Hospital Araucária e as recepcionistas já arregalaram o olho quando viram a bola, eu ja fui explicando que era doula da Paula que estava internada já e elas me mandaram subir.

Cheguei lá a Paula na maior tranquilidade, realmente era um TP latente, nada ativo. Ela estava com 3cm de dilatação. Pegou a bola e começou a fazer alguns exercícios (ela é fisioterapeuta) para ajudar a dilatar e o bebê descer. Esse momento foi muito gostoso, ela estava bem falante ainda e batia um sol maravilhoso no quarto. Pedimos uma salada de frutas para ela que veio com mel, ela nem tinha tomado café da manhã. A ideia inicial era ela ter o bebê ali no quarto mesmo. O marido estava tranquilo e ela também, o tempo foi passando a dilatação aumentou um pouquinho só e eu achei melhor aproveitar que a coisa estava tranquila e dar uma passada em casa pra ajeitar algumas coisas e almoçar. Mas na verdade o que eu queria era dei xar os dois sozinhos, a mulher quando fica sozinha fica mais introspectiva e isso ajuda a engrenar o trabalho de parto. A Paula foi para o chuveiro com tapetinho e bola para relaxar e fazer exercícios.

Vim pra casa com uma enxaqueca lascinante! Quando cheguei todos estavam dormindo ainda, aproveitei e tomei um remédio e cochilei um pouco. Acordei com o telefonema do marido da Paula me chamando para voltar que agora sim o parto tinha engrenado. E minha dor de cabeça tinha ido embora! :D

Rodolfo e PaulaChegando lá fui tomada por um sentimento lindo de amor. Os dois ali abraçados passando pela contração juntos, dava pra sentir, quase pegar o amor que eles estavam transmitindo. Fui ajudando com posições, massagens, encorajando a Paula.

A dilatação do último toque estava em 6cm e as contrações bem fortes e intensas. Ela não conseguia mudar de posição, o marido e ela haviam combinado que se as coisas ficassem muito tensas eles pediriam analgesia. E assim foi.

O médico me permitiu entrar no centro cirúrgico para acompanhar o parto. Depois da analgesia ela ficou bem calma e voltou a ser falante hehe.

O parto foi evoluindo mas a analgesia foi perdendo o efeito. Ela pediu para aplicar mais, foi aplicado e coincidentemente ou não (os médicos juram que não, mas eu acho que sim) as contrações pararam e o Davi precisou do auxílio do fórceps para nascer. Mas foi bem tranquilo!

Como foi emocionante ver ele nascendo, eu chorei e quando fui me desculpar por estar chorando percebi que todos estavam com os zóim brilhando haha! Pedi para o pediatra colocar o Davi em cima da Paula para eles se conhecerem finalmente (mesmo com analgesia ficamos um pouco presas na maca, eu sei porque tive 2 partos com anestesia) e foi mais emocionante ainda!

Foram quase 11 horas de trabalho de parto no total, umas 5 ou 6 horas de trabalho de parto ativo.

Paula e DaviDavi nasceu de um VBAC hospitalar no dia 03/05/2011 às 17:34 com 3,500kg e 49cm.

Quando o Davi nasceu não nasceu só uma mãe, nasceu uma doula!

Foi gratificante acompanhar a Paula!

"Ah Marilia, mas nem foi parto natural, nem foi parto de cócoras no meio do mato que nem índio!"

A Paula conseguiu ter um parto normal, hospitalar com um médico que raramente acompanha um parto normal, e depois de ter a primeira filha de uma cesárea. Pra ela, para o marido e para mim foi uma grande vitória! Acredito que a experiência que ela teve com o parto (que antes ela não tinha experimentado) possa ajudar ela no futuro, embora ela fale que não quer mais filhos no futuro... sei... :P

Depois de algumas semanas que deveriam ter sido só alguns dias, fiz laqueadura e fiquei de molho em casa, fui visitar a Paula para uma consulta pós parto. Davi é muito lindo mesmo! Está cada dia maior e mais esperto e matando a mãe, o pai, a irmã e a doula de orgulho!

Se você está pensando em ter um parto normal se prepare antes, peça ajuda para uma doula, não é tão caro como parece e faz toda a diferença! Algumas parcelam o pagamento em várias vezes. E se for o caso peça para alguma amiga ou parente ser sua doula, mas se preparem busquem os grupos da Parto do Princípio, informações na internet e livros.

Até mais!

6 de junho de 2011

O 80 e 80 é um benefício para os pais... só para os pais...

"É proibido ter filhos com diferença maior do que 3 anos de idade... serão indeferidos todos e quaisquer pedidos, justificados ou não, que ameacem essa proibição"...


É claro que o mega piscante texto acima é uma brincadeira... não procede... trata-se de um desejo consciente, que sei não poder colocar em prática... mas como gostaria de poder, confesso! Tentem me entender... não é uma questão de ser radical, tão pouco de querer estabelecer algo como regra ou verdade absoluta... trata-se de uma questão evidente, que por mais que não tenha ainda sido alvo de estudos científicos, empiricamente, se pode constatar através do dia-a-dia, das coinscidências que permeiam as famílias com essa característica de irmãos com diferença muito grande de idade... É fato, acredite:  ter filhos com diferença de idade maior que 3/4 anos, é um benefício para os pais... só para os pais...

Se eu me limitar a apontar as dificuldades de um caçula, em relação à ter um irmão mais velho, confesso que estaria aqui falando como irmã, e não como mãe... afinal de contas, não vivi a experiência de ser mais velha e ter um irmão ou irmã consideravelmente mais novo/a... No meu caso, sou a caçula de dois... meu irmão é 5 anos mais velho do que eu, e só eu sei o quanto doeu essa diferença de idade absurda (sim... eu considero absurda, considerando tudo o que não tive do meu irmão)...

Não seria justo tratar apenas das dificuldades de um caçula com irmão muito mais velho, afinal, estou aqui como mãe... mas confesso que tenho mais propriedade sobre isso, apesar de compreender tudo o que minha filha passa por ser a irmã bem mais velha de um menino de 5 anos, não sinto o que ela sente... logo, tornar-se-ia imprudente da minha parte garantir qualquer precisão sobre tais sentimentos...

Para mim, como mãe, ter filhos com idades tão diferentes é uma maravilha... A mais velha me ajuda muito com as tarefas domésticas relacionadas ao pequeno... não sofro por ter que partilhar presentes, brinquedos, roupas e acessórios... afinal de contas... os interesses já são bem diferentes... minhas responsabilidades para com um, não são as mesmas para com o outro, o que dá uma certa "versatilidade" na maternagem e torna as coisas menos chatas... menos monótonas... menos repetitivas...

Enfim... juro que não saberia citar uma dificuldade pra mim, sobre ter filhos com diferença tão grande de idade... fica apenas a angústia: É doído ver seus filhos sofrerem essa diferença... e como sou humana e corre sangue nas minhas veias, não posso ser imparcial e não ser mais solidária ao sofrimento do pequeno, visto já ter eu mesma passado por ele... dói sim muito mais ver o sofrimento do pequeno Maurinho, apesar de eu compreender bem as dificuldades que sofre a mocinha Nath nessa situação...

Ahhhhh se eu pudesse voltar 5 anos no tempo... (só um pequeno desabafo... isso fica para o próximo post)...

Um caçula, tem no seu irmão mais velho uma referência... e não importa se são de gêneros diferentes... o mais velho é sempre um ídolo para o caçula... é sempre o ponto de partida quando se vai viver uma nova experiência... "Se fosse o meu irmão mais velho, como ele paqueraria aquele brotinho da 5ª série?"... O irmão mais velho é sempre o que é culpado pelas sapequices quando estão aprontando juntos, mas no fundo no fundo, um caçula sabe que o irmão mais velho é incapaz de fazer algo desonesto, ou "feio", ou "sujo", ou "não tão legal" assim... O irmão mais velho é o herói... o protetor... o bom de papo... é o "legal", o "bacana"... sério... o irmão mais velho é "o cara" e as vezes nem pai ou mãe são tão cool como o tal irmão mais velho... e isso tudo aí também é verdade em se tratando de uma irmã mais velha...

Mas sabe qual é o problema nisso, caras mães (e provávei pais) que dispensaram seu tempo em ler esse meu desabafo???? O problema é que o mais velho não tá afim de ser ídolo de irmão pentelho... irmão mais velho não gosta de ter irmão beeeeeem mais novo pentelhando quando seus amiguinhos de escola vão pro seu quarto concluir um trabalho escolar no fim de semana... É onde a coisa não tem muita reciprocidade... porque irmãozinho pentelho é motivo de orgulho para o "beeeeeem" mais velho, enquanto é um bebê... porque é fofinho, lindinho, gostosinho e todo mundo quer apertar e dar cheirinho (quando se trata das amiguinhas da irmã mais velha então, isso é um fato sem discussão... as mocinhas sempre querem apertar as bochechinhas do irmão mais novo)... depois que aprende a falar, irmão mais novo é quase motivo de vergonha... "Ôhhhh mãe, olha aqui o Fulano (aí chamam pelo nome quase completo... não é mais maninho/a, irmãozinho/a ou Fulaninho/a - que dó... que dó... que dó)... fazendo gracinha pros meus amigos!!! Chama ele aí?!...  Que maldade tão maldosa... nós eles, os caçulas, ficamos ficam tão imensamente felizes quando o irmão mais velho leva os amigos em casa pra gente eles poder poderem nos se mostrar pra essa galera tão legal... Acontece que nós eles somos são só pentelhos nessas horas...

Por outro lado, e aí sem a menor propriedade, pode-se dizer que pra um irmão mais velho a coisa também é sofrida... porque por mais que a pentelhice seja muita, há amor, há carinho, há cumplicidade... então muitas vezes esse irmão mais velho abre mão de um cineminha com aquele/a gatinho/a do primeiro colegial, pra assistir "Meu Malvado Favorito" com o irmãozinho pentelho... acaba se divertindo um cadinho no fim das contas... isso é verdade... mas afinal, perdeu a oportunidade do primeiro beijo... perdeu o cinema com o broto que lhe faz tremer as pernas no recreio da escola...

Enquanto o mais novo se sente fora da turma do seu ídolo,

o mais velho muitas vezes tem que abrir mão das suas vontades, porque afinal de contas... é o mais velho...

Enquanto o mais velho morre de vergonha pelas gracinhas que o caçula fez na frente dos seus amiguinhos da escola,

o mais novo simplesmente não entende porque é tão indesejado naquela turminha tão legal... afinal se é a turma do meu irmão mais velho, só pode ser legal...

Enquanto o mais velho sofre por sentir o seu espaço adolescente meio que invadido,

o mais novo se sente sozinho, por não caber em alguns espaços do seu irmão mais velho...

Isso tudo se resolve com amiguinhos da escola?? Não é bem assim... os amiguinhos da escola não são "o cara" que nem o irmão mais velho... servem sim pra brincar, curtir, acompanhar em festinha de aniversário... mas não é tão legal querer se mostrar pra eles como é legal se mostrar pras amiguinhas legais da irmã mais velha legal (pois é, cá estou de novo puxando pras dificuldades do caçula... como eu disse... é solidariedade de enfrentamento da causa)...

Pro irmão mais velho fica mais fácil quando o mais novo fica adolescente?? Como mãe não sei responder isso, porque enquanto mãe ainda não vi o mais novo virar adolescente... mas digo com propriedade enquanto irmã... fica! A gente acaba se afastando porque começa a descobrir um mundo cheio de novidades que a adolescência é e aí paramos de envergonhar tanto aquele irmão (que agora parece bem) mais velho...

É bom ser mãe de dois filhos com diferença de idade tão grande?? É maravilhoso... posso dizer... mas se eu pudesse estabelecer uma única ordem mundial, se eu pudesse impor uma única proibição na Terra, seria essa:

"É proibido ter filhos com diferença maior do que 3 anos de idade... serão indeferidos todos e quaisquer pedidos, justificados ou não, que ameacem essa proibição"...

Que radical, heim Dona Ranne Miranda?!?! Pra quem é tão defensora da democracia a senhora se mostrou muito ditadora, não?!

Sim, queridas amigas mamães (e prováveis papais)... mas pelo amor de Deus, acreditem em mim... é maravilhoso ser mãe de filhos com diferença de idade tão grande...  mas é doído ser irmã de alguém que está vivendo experiências muito diferente das suas... que está num mundo tão distante do seu, e imagino que deve ser muito sofrido ter que voltar à um mundo por onde você já passou, pra agradar um irmão beeeeem mais novo e pentelho... Por mais que sempre tem algo que eles conseguem fazer juntos com prazer (sem um ter que ceder ou o outro ter que acelerar), será muito pouco diante de tudo o que eles poderiam descobrir e viver juntos se tivessem idades próximas...

É maravilhoso o quão mais cômodo é viver a maternagem de um... descansar e só depois viver a maternagem do outro... é menos trabalho materno, doméstico e ainda se pode contar com o primogênito pra dar uma forcinha com o caçula... mas não é maravilhoso ver qualquer um dos filhos sofrer por causa do outro... seja por causa dos caprichos do outro, seja por causa da indiferença do outro...

As crianças não merecem esse nosso egoísmo... não merecem!

(Levanta a mão aí quem tem irmão com diferença grande de idade e não passou por um dos dois problemas: o de ser um pentelho desprezado ou o de ser vergonhosamente pentelhado... mas pensa bem antes de levantar a mão... não queira só ser do contra... tente se lembrar de como realmente se sentia)...

 



Ranne Miranda é assistente social,
casada com Andrey, enfermeiro, e
mãe da Nathália (14,5) e do Maurinho (5)


Dia na escola

Hoje vou contar pra vocês um projeto que virou realidade semana passada. A escola promoveu o mês da família e uma das possibilidades era a participação dos pais ou alguém da família num dia em sala. Quando contei pra tia que eu escrevo histórias ela surtou e queria que eu contasse de qualquer jeito. Mas todas estão na minha cabeça e ela pediu pra eu escrever e montar pra contar para as crianças. Principalmente porque é uma história que fala sobre alimentação saudável (grande novidade rsrsrs). É a história de uma menina de 5 anos e o irmão de 1 ano, ela não come bem e não cresce e ele é grande pra idade porque come tudo que faz bem. Claro que não vou contar a história aqui porque eu ainda não registrei, ela vai virar uma "história de verdade, impressa e ilustrada" pra fazer parte de um projeto que a tia tem em mente. Nesse dia eu fui apresentar opções saudáveis e levei damasco em cubinhos, sem qualquer preparação, do jeito que eu compro, corto igual jujuba e também bala de banana sem açúcar. Banana com goiaba. Fiz bolinhas e embrulhei no celofane. As crianças da sala da nara já comeram o damasco que mandei, algumas vezes e eles adoram porque falam que é igual jujuba.


A Nara ficou de ajudante pra distribuir as balinhas no final da história. Foi muito legal trabalhar com eles, o tempo todo fiz uma dinâmica, contando a história e perguntando algumas coisas e eles empolgadíssimos me respondendo tudo e realmente participando. Uma amiguinha tímida como a Nara perguntou baixinho, no meio da história, se eu não ia ler nada num livro. Até então eu tava contando a história de memória rs, não tinha nada escrito. Eu expliquei que não precisava porque a história estava na minha cabeça e eles é que fariam os desenhos pra ilustrar o livro. No final, a Nara foi toda importante distribuindo as guloseimas, acabou tudo! Apenas 2 meninos não gostaram das duas, as outras crianças adoraram -e devoraram- a bala de banana e o damasco cortado. Teve uma que levou pra mesa pra comer enquanto desenhava. Aí foram pra mesa desenha o que entenderam da história e o que foi que conversamos. Os desenhos ficaram lindos e a visão deles dos legumes e frutas, pra desenhar, foi muito legal. Cada desenho fofo. Ainda vou pegar na escola pra fotografar.


Eu passei duas horas na escola (o combinado era 30 min) mas foi impossível, eles ficaram doidos!


Se clicar nas fotos, elas aumentam...quem descobre a Nara aí? Brincadeirinha rsrs, eu dei uma cola, tem ela aí de cabelo novo e com uma seta nada discreta!


1DSCN1396.jpg 1DSCN1401.jpg 3DSCN1412.JPG 4DSCN1417.JPG 5DSCN1415.JPG 6DSCN1411.JPG

5 de junho de 2011

O que eu deixo para os meus filhos

ecoHoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente, e o Test Drive Mami não poderia deixar esta data passar em branco.

Não vou sair aqui pregando o veganismo, nem fazer o discurso sobre o que é ecologicamente correto. Acho interessante o modo de vida de quem não faz uso de produtos de origem animal, de quem não usa nada artificial, de quem vive numa filosofia de subsistência, mas, cá pra nós, eu não vivo sem um churrasquinho, sem chocolate, sem banho quente, sem desinfetante, sem carro.

Acontece que tem horas em que me pego pensando no mundo que eu estou deixando pros meus filhos, onde meus netos irão viver. E, com esse post, quero convidá-los a pensar no mesmo.

Eu tenho uma coleção de Ecobags. Deixo sempre uma no carro. Faço compras no mercado e uso caixas de papelão. Sacolinhas só para o alvejante e as carnes. Se vou ao shopping, recuso as sacolas, mesmo depois dos olhos assombrosos da balconista, insistindo para que eu leve a sacolinha. Não preciso muito delas. Para as lixeiras, já aprendi a fazer a dobradura de jornal. Questão de costume.

Também separo o lixo: o orgânico o lixeiro leva; o reciclável eu deixo na calçada e, em menos de 10 minutos, alguém o leva para alguma cooperativa. Uma vergonha ainda não termos coleta seletiva na cidade (e olha que eu moro a poucos quarteirões do prédio do ex-presidente Lula!).

Eu ainda não consigo tomar banho em 5 minutos. Mas, depois que virei mãe, já o faço em 10. Banhos longos, nunca mais!

Uso a água da máquina de lavar roupa para lavar o quintal: em vez de a mangueira da máquina mandar tudo para o ralo, eu solto a água com sabão e amaciante para lavar o chão. Fica limpinho, cheiroso e macio (oi?).

Não consigo ficar sem usar o carro, por isso, procuro sair de casa de uma só vez para resolver as pendengas da vida. E se é para ir à padaria, eu vou a pé mesmo. Já é alguma coisa.

Ainda não plantei uma árvore, mas sempre planto sementes no pote de petit-suisse, cultivo meus vasinhos. E quando o filhote joga a bola na planta, ele mesmo fala “na panta nããum”. Questão de respeito pela vida, da mesma forma que eu não o deixo judiar das gatinhas, nem morder os amiguinhos.

Também virei adepta do segunda sem carne, que vira e mexe se estende pela semana toda . É nossa forma de manifestar oposição ao desmate para criação de pastos e emissão de CO2. Já vivi um ano sem carne e adorei a experiência, embora seja muito difícil e as pessoas passam a te chamar de chata.

Não fumo mais. Marido seguiu meu exemplo há dois anos. Ainda é difícil para ele, mas dou apoio! O ar da nossa casa agora é limpo… Uma pena a Nim e os tios não seguirem o mesmo exemplo. Nossa saúde faz parte do meio ambiente, e é o que podemos fazer por ela.

Também por esse motivo, incluí mais legumes, frutas e vegetais em nossas refeições, desde que o peito deixou de ser o prato principal. Não sei comprar coisas orgânicas (acho caro para dedéu), mas prefiro fazer feira a ir ao mercado.

Na minha época, cuidar do meio ambiente era proteger o mico-leão-dourado, não desmatar as florestar e não poluir rios e mares. Hoje em dia, como mãe, vejo que, mais do que isso, é cuidar de onde se vive, do seu habitat.

E você, cuida do seu?


Ir para a página:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...