Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

28 de junho de 2014

Inalador Compressor ou Ultrassônico? Tem diferença, sabia?

Eu não sabia que havia diferença entre inalador ultrassônico e inalador compressor (aqueles barulhentos de copinho) até me deparar com esta informação. O inalador ultrassônico é excelente mas é indicado para uso de inalação com soro e broncodilatadores como Berotec e Atrovent.

O que tenho ultrassônico é o Pulmosonic Star:


Ele é ótimo, seguro e super rápido, não tem choro na hora da inalação mas é apropriado somente para soro e broncodilatadores como disse anteriormente.

Para um tratamento eficaz com medicações como Clenil (que foi o nosso caso) e Pulmicort que são coerticóides o mais indicado é utilizar inaladores compressores, como este da Omron que compramos:


Ele é super demorado mas é mais eficaz pois não esquenta a medicação e não quebra o efeito do medicamento. Tem menos ruído do que os que eu conhecia mas não é silencioso.

Enquanto eu estava na farmácia fui logo pesquisar no Tio Google pois uma amiga minha havia dito que o meu inalador ultrassônico não serviria para o tratamento por conta do uso da medicação. Fui direcionada ao blog da Aninha, Look Bebê e lá tinha um post bem esclarecedor e completo sobre o assunto. Além de pesquisar sobre as especificações dos fabricantes ela consultou especialistas que explicam justamente a questão do tipo de inalador indicado para cada tipo de tratamento. Vale a pena conferir o post também.

15 de dezembro de 2011

COQUELUCHE

Mamães, sabiam que a coqueluche (tosse comprida) está voltando a aterrorizar famílias no Brasil e no mundo? Algumas pessoas comentaram comigo sobre o assunto no dia em que levei minha filha ao alergista e fiquei preocupada, principalmente porque não foi a primeira vez que eu ouvi falarem disso.
Pois é, após cerca de 30 anos no esquecimento, essa vilã está preocupando muita gente.

Mesmo tomando a vacina tríplice bacteriana (DTP – Difteria/Tétano/Coqueluche {Pertussis}), a qual é recomendada para crianças até sete anos de idade e é eficaz, os casos de coqueluche têm aparecido com frequência nos hospitais, devido à maior ocorrência da doença entre adolescentes e adultos jovens. E é aí que mora o perigo, pois uma vez infectados, os doentes transmitem a bactéria para crianças que ainda não foram completamente imunizadas (abaixo de dois meses, pois ainda não tomaram a vacina), e neste caso, pode ser fatal.

Mas, o que é essa tal COQUELUCHE?

“A coqueluche é uma doença infectocontagiosa provocada por bactérias da família Bordetella ( especialmente a Bordetella pertussis e a Bordetella parapertussis,), que colonizam o aparelho respiratório, especialmente a traquéia e os brônquios, por onde o ar obrigatoriamente precisa passar para chegar até os pulmões, provocando crises extenuantes de tosse. As crises são tão fortes, que no caso das crianças, as mesmas perdem o fôlego, chegando a ficarem "roxinhas".
O desenvolvimento da doença se dá em três fases: a primeira fase da coqueluche é semelhante a uma gripe, pois começa com uma fase catarral, febre, mal-estar, tosse seca e coriza por cerca de dez dias.

Na segunda fase, chamada paroxística, aparecem os sintomas mais característicos da infecção, com episódios incontroláveis de tosse, muitas vezes seguidos de vômitos, e inspiração forçada, acompanhada de um ruído conhecido como “guincho”. Essas manifestações podem durar de duas a quatro semanas.

Depois disso, vem a fase de recuperação, quando as crises vão desaparecendo e dando lugar a uma tosse comum, que pode ainda continuar por ALGUNS MESES.

Nos casos mais graves também podem ocorrer convulsões, pneumonias, encefalopatias e até morte. Ou seja, é uma doença REALMENTE PERIGOSA e deve-ser ficar atenta (o).

A coqueluche é transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas, mais precisamente pela inalação de gotículas que o doente produz ao tossir, espirrar ou falar ou, então, por meio de objetos que tenham tido contato recente com secreções respiratórias de um indivíduo infectado. Após o contágio, os sintomas podem demorar de 7 a 21 dias para aparecer.

Para diagnosticar a coqueluche é necessário um exame clínico, baseando-se nos sintomas, no histórico do paciente e uma boa avaliação física, mas em alguns casos é necessário o auxílio de um exame laboratorial (raramente feito em P.S.), em que é feita a cultura de secreção da faringe do paciente.

O tratamento é feito à base de antibióticos, associado ao repouso e à ingestão de muito líquido. Geralmente esse tratamento é realizado em casa, mas no caso de bebês, os médicos aconselham que seja feito no hospital, para evitar desidratações, complicações e infecções secundárias. As pessoas que convivem com o doente devem receber tratamento preventivo e reforço da vacina, uma vez que cai pela metade a imunização contra a coqueluches, após dez anos da última dose recebida da vacina.

Hoje em dia, a vacinação é subdividida em cinco doses. Desta forma:

Três doses no primeiro ano de vida (2, 4 e 6 meses);
• Primeiro reforço aos 15 meses;
• Segundo reforço entre quatro e seis anos de idade.

Porém, devido ao aumento no índice de casos recentemente no exterior, alguns países, como Austrália e EUA, têm modificado as recomendações de imunização da DTP, uma vez que o reforço feito aos 15 anos (DT) não contém o componente pertussis. De acordo com a nova recomendação, a vacina passaria a ser tríplice bacteriana acelular – DTPa, formulada especificamente para o adulto, sendo administrada a partir dos 12 anos de idade, podendo ser administrada até os 64 anos de idade (para aqueles que não a receberam previamente).

No Brasil, a vacina já está licenciada pela ANVISA, porém, ainda não foi incorporada no calendário oficial do Programa Nacional de Imunizações brasileiro, mas caso o médico a prescreva, pode ser obtida na rede privada.

Vamos ficar na torcida para que a vacina contra coqueluche seja estendida aos adultos, assim como nos outros países, e que seja incluída na rede pública de saúde. Afinal, não é todo mundo que tem condições de pagar por ela, não é?

De qualquer forma, vamos observar ao redor e caso haja alguma pessoa, e principalmente, criança com os sintomas descritos acima, leve-a ao médico com urgência. A melhor forma de prevenir-se de algo, é antecipar-se!

Não quero amedrontá-las, ou deixá-las preocupadas. A finalidade do texto é de informá-las sobre algo que está chegando de mansinho, mas que pode causar grandes danos.

É isso.

Bjocas e até +





com colaboração da Pediatra Dra. Patricia Riveros.

fontes: Fleury Medicina e Saúde; ABC da Saúde e Jornal "O Globo" - Saúde

5 de dezembro de 2011

Como está a visão do seu filho?

Quando o bebê nasce não enxerga praticamente nada, enxerga somente vultos que ainda não consegue distinguir o que são e sua visão desenvolve-se progressivamente, chegando à total maturidade (como a visão de um adulto) por volta de cinco anos de idade.

Um recém-nascido pode apresentar vários tipos de problemas oftalmológicos como: glaucoma congênito e catarata congênita (ambos devem ser tratados de imediato, pois podem levar à cegueira), bem como, olhos vermelhos, secreções, pupila branca, olhos esbranquiçados, lacrimejamento constante, entupimento do canal lacrimal etc.

Calma, sei que tudo isso preocupa qualquer mãe e justamente por este motivo o pré-natal é extremamente importante, pois alguns desses problemas são derivados de doenças como toxoplasmose, rubéola, sífilis e outras, que se não forem devidamente tratadas, podem comprometer a visão da criança.

No caso dos problemas citados acima, algumas patologias podem ser detectadas pelo "exame do olhinho" ou exame do reflexo vermelho, o qual é feito ainda na maternidade (ou dentro da 1ª semana de vida do bebê) e é indolor. O exame consiste em projetar uma luz no olho da criança, que se estiver com a visão saudável, irá refletir uma luz vermelha ou alaranjada. Caso, não reflita a luz ou fique esbranquiçada, sinal que a visão não é saudável e então, um oftalmologista deve ser consultado.
Mas, estou escrevendo mesmo para falar da visão da criança nos primeiros anos de vida. Eu tive problemas de visão na minha infância, era estrábica e usei óculos dos dois anos de idade até cerca de 8 anos.

Você sabe o que é estrabismo?

O ESTRABISMO é uma patologia oftalmológica que consiste no desalinhamento dos olhos (apenas um ou nos dois) e a grande maioria dos casos tem início na infância (lembrando que até 06 meses de idade é considerado normal pelos pediatras), podendo se estender até a fase adulta ou não, dependendo do tipo de tratamento e da reação do organismo ao mesmo.

Muitas vezes o estrabismo é causado por problemas psicológicos ou emocionais, que foi o meu caso. Meus pais se separaram quando eu tinha cerca de dois anos de idade e devido ao trauma da separação, comecei a ficar estrábica. Por sorte, uma amiga da minha mãe notou e fui levada ao oftalmologista que imediatamente começou o tratamento comigo. Como disse acima, usei óculos e tampões oculares por muito tempo. Graças a Deus meus olhos voltaram ao normal, mas ainda me vejo um pouco “vesga” (como são chamados os estrábicos na forma coloquial) em fotos.

Geralmente os estrábicos são assintomáticos (não possuem sintomas), mas em alguns casos de estrabismo, pode-se sentir dor de cabeça, nos olhos e sonolência durante leitura ou qualquer outra atividade em que a visão é “forçada” (assistir televisão, mexer no computador...)

Existem vários tipos de estrabismo, alguns deles são: desvio convergente (olhos voltados para dentro), desvio divergente (olhos voltados para fora) e desvio vertical (um olho fica mais baixo ou mais alto que o outro). No meu caso era convergente, pois meu olho direito era voltado para dentro. Não lembro o que eu enxergava exatamente, mas lembro de sentir muita dor de cabeça.


Os tratamentos para estrabismo são: somente uso de óculos e tampões, óculos + cirurgia ou somente cirurgia. Em alguns casos já estão usando até toxina botulínica.

Mesmo com todas as informações acima, as mamães devem sempre estar atentas aos filhotes. Pois, além do estrabismo, há os problemas de visão como miopia, astigmatismo e hipermetropia, que aparecem com mais freqüência na fase escolar da criança, causando desinteresse pela leitura e baixo rendimento na sala de aula. Neste caso, vale a pena conversar com a professora, para que a mesma fique atenta e ajude a detectar se há algum problema. Apertar os olhos ao ler e coçá-los com freqüência são sintomas de que algo está errado.

Porém, fazer testes de visão em casa não são suficientes para saber se seu filho ou filha precisa ou não usar óculos, o correto é levá-lo(a) ao OFTALMOLOGISTA o mais rápido possível, pois, quanto mais rápido for o tratamento, maior é a chance de cura.

É isso. Fiquem atentas!!

Bjocas e até +





com colaboração da Pediatra Dra. Patricia Riveros.

fontes: Conselho Brasileiro de Oftalmologia; Lotten Eyes Clínica Oftalmológica.

24 de novembro de 2011

Dermatites e Alergias





Todos os tipos de alergias de pele aumentam com o calor, principalmente pelo suor da pele e excesso de roupa , por isso os pais devem ficar atentos. As principais alergias são:


BROTOEJA: é uma alergia de pele, relacionada ao calor, que afeta principalmente as crianças pequenas. O aumento da temperatura da pele determina uma maior produção de suor que obstrue as glândulas sudoríparas (glândulas do suor). Existem 2 tipos de brotoeja:

- miliaria cristalina: são vesículas pequenas de conteúdo claro, de início súbito e atinge grandes áreas do corpo do bebê, mais nas pregas, cabeça e pescoço.

- miliaria rubra: é uma erupção mais profunda , solida e vermelha com intenso prurido(coceira). Atinge mais o pescoço, axila e virilha. Sua repetição pode levar a infecções de pele.

prevenção: evitar o excesso de roupas (bebês também sentem calor), mantê-los em lugares frescos e arejados e se possível usar roupas de fibra natural (algodão) que deixam a pele respirar melhor.

tratamento: manter a pele respirando com roupas leves, evitar qualquer loção ou pomada e nas infecções de pele antibiótico.


DERMATITE ATÓPICA: é uma doença crônica, que causa inflamação de pele com lesões e coceiras. Se desenvolve por fatores desencadeantes como: alimentos, fatores ambientais (calor), fatores emocionais, cosméticos.

Sintomas: intensa coceira, vermelhidão, inchaço, descamação. Ocorre mais em punho, braços e pernas.

Diagnóstico: pelo quadro clínico e através de testes alérgicos.


prevenção: evitar fatores desencadeantes.

tratamento: apenas para diminuir os sintomas.


DERMATITE DE CONTATO: é uma inflamação de pele resultante direto do contato com fatores desencadeantes. Ocorre mais em mãos, boca e face. Se adquire pelo contato com substâncias irritativas, como: sabonetes, produtos químicos, detergentes, cosméticos, perfumes. Algumas vezes a alergia  pode aparecer apenas quando em contato com a luz solar ou se usada de forma repetida.

Sintomas: coceiras, bolhas e descamação.

Diagnóstico: pelos sintomas e testes alérgicos.


prevenção: evitar contato com fatores desencadeantes.

tratamento: antialérgicos orais e tópicos e se houver infecções, antibióticos.


DERMATITE DE FRALDAS: é uma irritação de pele causada pelo contato direto da pele com a urina e fezes do bebê. Se adquire principalmente pela má higiene.

Sintomas: vermelhidão da pele e descamação. As lesões ocorrem na coxa, nádegas, glande ou vulva.


prevenção: pele limpa e seca, evitar lenços umidecidos,lavar sempre que possivel.


tratamento: higiene. Os lenços umedecidos devem ser evitados para não alterar a composição normal da pele. As trocas de fraldas devem ser frequentes, mas se houver assaduras a exposição solar é uma grande aliada (bumbum para o sol). Se necessário pomadas próprias para assaduras.



  • No geral o tratamento para qualquer alergia é sempre boa higiene e roupas leves no verão. Com isso a maior parte dos problemas de pele serão evitados.
Dra. Patricia Riveros

17 de novembro de 2011

Varicela - Catapora




Hoje é  meu primeiro texto,  sobre Catapora.


Vou falar um pouco como se adquire , formas de tratamento , quadro clínico, enfim, vou tentar esclarecer um pouco sobre a doença.


Peço que me mandem suas dúvidas, críticas, opiniões, sugestões, já que a participação de vocês é muito importante para mim.


Podem ter certeza que tudo será respondido e terei muito prazer em ajudar.




O que é: é uma doença infecciosa e muito contagiosa causada por um vírus chamado Varicela Zoster.

Como se pega: principalmente por via respiratória e o período de transmissão se inicia 24-48 hs antes do surgimento das lesões e até que todas virem crostas (cascas), o que leva aproximadamente 7-9 dias.

O que se sente: febre acima de 38 graus, mal estar, dor de cabeça, perda de apetite, mas eles podem variar de pessoa para pessoa, depende da imunidade de cada um.

Como são as lesões de pele: se iniciam pequenas e vermelhas com prurido intenso (coceira) e rapidamente evoluem para vesículas (bolhas de água), até formarem crostas(cascas). Isso tudo em 2-3 dias. Os estágios das lesões são variados em um mesmo indivíduo.

Tratamento: apenas para melhorar os sintomas com atitérmicos e se necessário antialérgicos. Nunca dar acido acetilsalicílico(aas).

Complicações: na maior parte das vezes apenas infecções de pele, mas também podem ocorrer quadros respiratórios e, no caso do aas, sangramentos, mas esse último é muito raro.


Prevenção: vacina após 1 ano de idade.


Lembre-se: bebês e gestantes merecem sempre mais atenção.

Mamães: o aleitamento materno, a boa alimentação da criança, e muita água são a melhor prevenção para qualquer tipo de doença.

Dra. Patricia Riveros médica pediatra.

Ir para a página:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...