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24 de outubro de 2013

Ei, que tipo de mãe você é?

TIPOS DE MÃE
                                                                   Lannoy Dorin

Identifique-se!!!!! 


1-Mãe super protetora. É aquela que faz tudo pela criança e não a deixa pensar, decidir e agir sozinha. É a mãe loba, a mãe de miss, que amamenta e protege, mas que também impede o processo de individuação da filha (ou do filho), o processo de busca da auto-identidade da criança e da jovem.
As conseqüências de comportamentos super protetores da mãe são as mesmas dos comportamentos de rejeição: a criança é insegura, dependente e incapaz de resolver seus próprios problemas e integrar-se na vida social.
Esse tipo de criança insegura espera de sua professora o que sua mãe faz por ela, mãe que, quando a filhinha briga na escola, sem saber das reais razões, volta-se contra a professora e a diretora.

2-Mãe agressiva. Soltando fogo pela boca o dia todo, esta mãe, poço de conflitos e frustrações que vêm desde a infância, contesta tudo que a criança diz, sente ou faz. Não conversa com os filhos e pensa que o castigo modifica a conduta deles. Exige antes de dar e pune antes de perguntar. Aconselhar? Isto está fora de seu estilo. 
A criança que tem uma mãe agressiva teme quem teria de amar. Você já pensou que influência tem isso no comportamento daquela que no futuro será namorada, depois mãe e mais tarde avó?
Na escola, a criança vítima desse tipo de mãe é a agressiva com as colegas mais fracas e medrosa e apática em relação às mais fortes. Por exemplo, em atividades de grupo, esconde-se, para evitar as mais impulsivas, e nas atividades ordenadas pela professora é apática, isto é, não faz as lições senão a muito custo.
A criança filha de mãe agressiva não aprende a se relacionar socialmente de modo sadio e vive desconfiada de todo mundo. Não chora, mas não ri. É amarga e apenas sorri quando algo de ruim acontece com as outras meninas.

3-Mãe autoritária. É a que vive "pegando no pé" dos filhos. Perfeccionista, impõe e cobra um comportamento adulto da criança. Não deixa a filha brincar e é incapaz de sorrir. A conseqüência disto é uma criança dependente, que se isola para evitar a mãe "militar" e pessoas que dão ordens. Na escola, só obedece quem fala mais alto, quem realmente manda e castiga se não for obedecida. Porém, quando surge uma oportunidade para agir sem ser observada, é destrutiva. Assim como a filha da mãe agressiva é revoltada, a da autoritária é destrutiva.


4-Mãe tímida. É a quieta e tristonha, fechada e infeliz. Quase não se comunica. Ora tem medo de ser dominadora e exigente, ora de ser permissiva e bondosa demais. Enfim, está sempre dizendo, sentindo e agindo de modo oposto ao que diz sua razão, seu ego.
No relacionamento com marido e filhos, é pessoa apagada e incapaz de levar adiante um diálogo. E quando tenta se relacionar consigo mesma, vê-se corno um ser vazio, que tem medo de sondar as causas de sua vida sem sentido.
A criança com mãe desse tipo tem medo de falar, de conversar, entabular relações afetivas mais duradouras. Vive fechada em seu mundo oco, uma espécie de casa grande vazia. Encapsulada, vive entre aspas, um mundo imaginário. Lamenta o passado, sonha com o futuro e não consegue viver o presente. Será o adulto que viverá só para si; será ensimesmado e improdutivo em termos de vida social.


5- Mãe "histérica". É o modelo da pessoa chamada neurótica. Vive gritando, porque não sabe dialogar, e quando sua insegurança atinge o máximo, representa o papel de criança, que ninguém entende, que sofre e que exige carinho.
A dita neurótica é a pessoa que não vive, mas representa que vive, tal qual uma atriz no palco. Tem reações infantis quando se vê frustrada ou em conflito. E não raro tem dores por todo a corpo e paralisias nos membros.
Com mãe imprevisível como essa, a criança vive assustada, de olhos arregalados e mãos tremendo. Se não ficar gaga, terá tiques nervosos, como o piscar demais. Com tendência à obesidade, comerá demais quando ansiosa. Se for do tipo magro, será esquelética e pálida.
Imitando a mãe, a criança "histérica" será desobediente para chamar a atenção e terá uma vida exterior aparentemente saudável: fala, grita, brinca, etc., mas nunca revela seu mundo interior, que é o oposto do que ela apresenta. 
O oposto da criança acima, ou seja, a que não segue a mãe, é a retraída, tímida, quieta, ausente e... infeliz.


6- Mãe adulta. Responsável, ensina as crianças pelo exemplo. Sabe a hora de brincar e a de falar sério. Dialoga com os filhos adolescentes. Não se opõe ao marido na frente dos filhos e exige dele o mesmo respeito. Quer ordem e disciplina, mas não através de ameaças de castigo. É capaz de mostrar na prática que algumas regras são básicas para uma vida organizada. Ponderada, nunca julga à primeira vista. Contesta e aceita ser contestada, respeitosamente. Não transmite aos filhos preconceitos e não discrimina as pessoas pelas aparências, idéias ou sentimentos. Vibra com o sucesso dos filhos, porque é amiga e caminha com eles. Em suma, entende o que seja mutualidade. Por isso dá antes de exigir. Não impõe demais e nem faz chantagem. Caminha para a frente e os filhos vão atrás, queira ou não o marido. Faz pelos outros o que serve para fortalecê-la. Por ex., ao ajudar o próximo percebe que só dá quem tem, e esse ato engrandece o doador. E educadora e terapeuta. Transforma o mundo que a cerca, e nessa luta se transforma para melhor. Não vive das sombras do passado e nem das ilusões do futuro. Tem os pés no chão. Segue o Torá: “Não faças a teu próximo o que a ti te resulta odioso”.
A criança que tem uma mãe adulta, na escola será sociável, amistosa, alegre e produtiva. Exercerá algum tipo de liderança, sem dúvida, mas saberá respeitar a individualidade dos colegas. Não agride ninguém, mas sabe dar o troco se for agredida. Responsável, aceita seus erros, mas não fica a se lastimar. Olha para a frente e assume seu novo papel.
Como a mãe adulta não é egocêntrica, vai ensinando a filha a ser autônoma, não dependente, autêntica, sociável e objetiva.

Na verdade, esses não são tipos de mãe, mas sim traços, características que todas as mulheres e todos os homens possuem. Ao apontar uma mãe como histérica ou autoritária, a adolescente está realçando um traço, um atributo que é bem periférico, perceptível. freqüente. Mas, como disse o Mestre, “não julgues para não seres julgado". O melhor é não julgar, mas discutir.
Em Psicologia Clínica não se analisam os traços das pessoas como bons ou maus. O psicólogo clínico (psicoterapeuta) não é um moralista, figura antipática por natureza. Ele ajuda o cliente a avaliar-se, a ver se seus traços de personalidade mais estáveis estão permitindo um viver saudável.
www.comportamentohumano.net

10 de maio de 2013

Mãe independente, filho feliz. Com você é assim?

Por Fanny Barbosa

Minha maternidade é do tipo super tranquila, não tenho tantas neuras, e tampouco estresso com as neuras que surgem. Quando engravidei, fui bombardeada com dicas, formas de cuidar, como criar e tantas coisas que vejo com naturalidade. Algumas aceitei, outras recusei, e fui seguindo a vida materna descobrindo o que era melhor para mim e para meu filho. Não fiz parto normal, mais amamentei até os 2 anos e 2 meses, não usei chupeta, nunca deixei meu filho dormir um dia sequer sozinho no quarto, compartilho cama, deixei ele ter contato com animais de estimação desde bebê, não estressei com o desfralde. Vivo a maternidade tranquilamente.

Acredito que essa tranquilidade é resultado da minha independência que, por consequência, acabo transferindo ao meu filho. Ele hoje toma banho sozinho, se veste sozinho, arruma a mochila... em suma, é independente de mim. Às vezes, lógico, isso me assusta, quando percebo que ele não precisa de mim para nada (#mimimi de mãe). Mas, no fundo, fico muito orgulhosa, pois sei que, quando adulto, ele vai se virar sozinho, vai buscar traçar seu caminho e, principalmente, correr atrás de seus sonhos, enfrentar seus medos, e buscar viver feliz, sem neuras.


Criança


A última coisa que consigo lembrar da qual fiquei surpresa, foi com ele decidindo que não precisava dormir mais de fralda, porque já era um homezinho. Confesso a vocês que estava fugindo dessa difícil etapa. Só de pensar em acordar à noite com ele molhado, me dava arrepios. Continuaria tranquilamente o deixando usar fraldas, ainda bem que ele mesmo decidiu que não usaria. E nem sei falar o que é desfralde noturno, não sei, nunca vi e nunca ouvi falar. Já faz semanas que ele dorme sem fralda, ele mesmo criou seu ritual de fazer o pipi antes de dormir. 


É normal ter medo, receios, e até vacilar. Afinal, até as mães experientes erram. Por que é que nós, mãe de primeira viagem, seriamos diferentes? O problema é que algumas de nós ficam inseguras além no normal, e isso prejudica o desenvolvimento da relação mãe e filho.


Então sejamos confiantes em nossas decisões, e assim ajudemos os nossos filhos(as) a se tornarem adultos seguros. Ensinar as crianças a serem livres é muito importante, elas começam desde pequenas a pensar rapidamente, a resolver os problemas sozinhas, e a enfrentar seus próprios medos.

8 de maio de 2013

Margaret: Lutadora contra o Câncer

Eu vou, a vida toda, fazer inveja prazamigas virtuais porque eu conheci a mais Diva de todas as blogueiras da blogosfera arteira e recicleira. Margaret é dessas pessoas que marca com você, se vira, se lasca na falta de tempo, faz das tripas coração, mas cumpre o combinado.

Não sei como, em tão pouco tempo em São Paulo, ela conseguiu encontrar tanta amiga, mas ela deu conta. Eu tava grávida, e encontrar com ela na Liberdade foi um esforço que fiz sem nem me cansar. Mentira, fiquei cansadona, que a barriga tava pesando, mas valeu cada gotinha de suor... rs

Mas não é sobre isso que eu vim falar aqui... Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, e a Margaret tá na última fase do tratamento de um câncer de mama nada fofo, mas que ela superou com maestria e sem se deixar abater.

Como ela é nosso ícone (pop) da superação e da luta, resolvemos pedir para ela nos responder a algumas perguntinhas (várias, vai) e ela parou o dia dela com as coisas da Divitae para nos atender. Não é mesmo uma coisa linda de Deus?


01
Diva

TestDriveMami - Essa é a semana das mães, e comemora-se, no dia 8/5, o dia Mundial de Luta contra o Câncer. Você tem filhas adultas, mas como é, para uma mãe, descobrir-se com câncer?

Margaret: Sabe uma parte boa? Não existe descobrir-se com câncer. Primeiro você acha que tem algo errado, depois vai ao médico, depois faz os exames, depois tem o resultado e aí você tem um tempo para se preparar para a doença. Como mãe eu não tive nenhuma sensibilidade no momento em que recebi a confirmação. Isabela me ligou na hora da consulta e eu apenas disse: 'Deu positivo filha. Mas relaxe e já já falo com você'. Se fosse hoje, eu faria diferente, porque eu me preparei, mas as minhas filhas não. Eu apenas fui realista, mas deveria ter contado de outra forma. Por outro lado, será que existem formas de contar que está com câncer?


TDM - Qual foi a reação da sua mãe? Você acha que teria a mesma reação se acontecesse com Eva ou Isa?

Margaret: Esta era a parte que mais me preocupava, porque minha mãe é hipertensa. Então, desde o momento da desconfiança, não escondi nada dela. E pedi para minha irmã estar junto com remedinhos e tudo mais na hora que eu fosse contar. E eu falei assim: 'Mãe, tenho duas noticias, uma boa e uma ruim, qual tu quer primeiro?' Ela já imaginava, claro, e disse: 'conte logo minha filha'. E eu falei: 'o exame deu positivo, mas a parte boa é que, com isto, vou ter que deixar de fumar. Ta vendo? Tu tanto pediu que chegou o momento'. E ela chorou e disse que não queria que fosse desta forma. E eu falei pra ela que a medicina estava muito avançada, que eu descobri no início, que ela ficasse tranquila e que se eu soubesse que ela tava la sofrendo eu ia me irritar. E que não era legal eu ficar me irritando… ela até riu….

Agora, acho que como mãe, a gente sofre mais. Se fosse com minhas filhas eu iria grudar nelas, fazer todas as vontades, levar urgente para fazer tudo que precisasse ser feito, mas não ia querer sofrer. Eu iria ser o porto seguro delas no meio de todas as dificuldades. E claro, iria fazer muitas palhaçadas, porque com sorriso tudo fica melhor.


TDM - Qual o papel das filhas durante o tratamento? Apoio e fé são, no seu ponto de vista, importantes?

Margaret: O papel é amar. E amando, já está apoiando. E claro, com fé, porque ela nunca deve faltar. Tem partes do tratamento que a gente fica chata, que a gente não quer conversar. Minhas filhas souberam me entender muito bem. Isa, que ficou comigo servindo de enfermeira, e Eva, sempre presente mesmo estando longe.


TDM - Você descobriu o câncer de mama logo no início, o que é um ponto positivo para a evolução e o sucesso do tratamento. O que mudou, para você, esse alerta? Como era e como ficou sua rotina médica depois disso? Você acha que ficou mais atenta à saúde das mulheres da sua família?

Margaret: Eu sempre tive uma rotina de exames. Sempre fiz tudo conforme manda o figurino, mas às vezes pegava um resultado e achava que estava tudo bem e nem levava no médico. E nós não sabemos de nada, não estudamos pra entender exames. Hoje em dia um simples exame de sangue eu levo na minha médica para ela me dizer que sim, que está tudo bem. E depois do câncer também muita coisa muda porque são vários exames a mais e com uma frequência maior.

Com relação à família, eu sempre fui muito atenta, e se uma filha demora pra ir ao medico eu fico no pé. Deixando bem claro, faço isto com Eva que não gosta muito de médicos. rs


TDM - O Câncer de Mama é a segunda doença que mais mata mulheres no Brasil, em algum momento você chegou a pensar que não venceria a batalha? Como fez para superar esse medo?

Margaret: Durante a químio eu me sentia tão mal, que às vezes eu pensava: Será que vou morrer?

Mas eu adoro brincar de substituir pensamento, então na hora que pensava isto eu "pensava por cima" assim: 'deixa de frescura, Margaret, você só ta se sentindo mal, fica quietinha que já já passa. Dorme pra melhorar logo'.

E quero fazer uma observação: Eu não quero morrer nova, quero morrer bem velhinha. Mas eu não tenho medo da morte, tenho medo de sofrer pra morrer, porque não consigo me imaginar em cima de uma cama sofrendo, incapaz de fazer qualquer coisa. Então, se algum dia eu tiver como escolher, quero morrer dormindo. Mas quando eu tiver bem velhinha, tá?


TDM - Você sempre falou que o câncer é uma coisa ruim que se alimenta de outras coisas ruins para crescer, e que você se mantinha feliz para enfraquecê-lo. Nunca se referiu a ele como "aquela doença ruim", preferiu encarar o nome e a doença como tinha que ser. Se tratou, enfrentou as consequências e efeitos colaterais com muito bom humor - muitas vezes criticado por alguns. Você acredita que isso foi essencial para a sua superação?

Margaret: Totalmente. A partir do momento que você fica feliz com uma coisa ruim, este efeito de felicidade é mais forte que todo o resto. E sabe? Eu decidi isto desde o momento que surgiu a desconfiança do câncer, e quando a certeza chegou, a felicidade já existia, e ela apenas se potencializou. Eu não me dava espaço para ficar triste. Eu cantava, eu tomava sol e quando o pensamento ruim chegava, eu pluft, pensava algo legal.

E isto reflete em tudo a sua volta. Você com câncer, mas feliz, você não permite que alguém sinta pena de você, ou que te ache uma coitadinha. Você deixa o ambiente melhor, a família mais confiante, os amigos orgulhosos, e assim consegue passar por tudo de ruim com uma certa leveza.

Durante a químio, nem sempre eu conseguia ficar bem humorada, mas aí eu dormia… adorava dormir pra fazer valer o ditado: Quem canta seus males espanta…. Ops…. Ditado errado, mas tá valendo… troca só o "quem canta" por "quem dorme" uahauahauahauah


TDM - O que ficou de ruim para você dessa experiência?

Margaret: A reação com algumas pessoas. Porque existem algumas pessoas que realmente não entendem ou não se importam. Lembra da pergunta lá em cima? Sobre amor? As pessoas deveriam apenas amar e pronto.

Exemplo: Uma irmã minha deixou de falar comigo porque eu fui "grossa" com ela… E eu não costumo ser grossa de graça, se fui, foi porque me foi dado motivo. Mas tá, e onde está o amor, a solidariedade, a compreensão dela em um momento tão delicado da minha vida?

Amigos que eu considerava "verdadeiros amigos" nunca me ligaram, nunca me visitaram, nunca me perguntaram se eu estava bem, se tava precisando de algo… Quer dizer, talvez tivessem medo da resposta de eu estar realmente precisando de algo… quem sabe dinheiro emprestado? Uahauahauahuahaua

Então, apesar de ser algo que pra mim foi ruim, por outro lado foi bom, porque são os chamados "filtros da vida" e que se encarregam de nos mostrar a realidade, né?


TDM - O que ficou de bom?

Margaret: Tanta coisa ficou de bom depois disto que o que relatei acima até some. Vamos ver algumas coisas:

  1. Eu me tornei uma pessoa melhor (diga-se de passagem, que eu já era ótima… rs), mais tolerante e menos exigente em relação a tudo da vida;
  2. Eu fiz centenas de amigos por conta do câncer. O carinho chegava e chega até hoje sem nem avisar.  E isto nada no mundo paga;

  3. O câncer que eu tive também serviu pra muita gente se cuidar mais, abriu os olhos de outras pessoas;
  4. Hoje eu me dedico mais às pessoas que passam por algo assim. Eu posso estar lotada de trabalho, mas nunca vou deixar de ter uma palavra de estímulo, uma palavra de apoio, uma palavra de amor pra quem me procura e me conta os problemas. Eu já era um pouco assim, só fiquei mais atenta e mais preocupada em ajudar;
  5. O câncer também me provou que a gente pode ser feliz mesmo com uma doença assim. Provou que eu sou capaz, que eu posso, que eu consigo (porque é fácil ser feliz sem nenhuma adversidade).

  6. E várias e várias coisas boas que acontecem comigo e que de alguma forma está ligado a todo este processo.

TDM - O que você diz para mulheres que te procuram e dizem que têm medo de fazer autoexame ou mamografia (além do Papanicolau) por receio de descobrir alguma coisa?

Margaret: Eu digo pra não ter medo, digo pra enfrentar, digo pra lutar. Digo principalmente pra tentar ser feliz. Porque morrer todos nós morreremos um dia, mas enquanto isto não acontece vamos tornar nossos dias melhores, vamos sorrir mais, vamos aproveitar as coisas boas que existem por perto. Digo que fugir não vai mudar nada e que toda doença descoberta no início tem muito mais chance de ser curada. E que eu sou um exemplo disto e me orgulho. Eu descobri um câncer no inicio, eu não fugi e nem me escondi. Eu enfrentei, e nunca me senti com câncer. Eu apenas tinha.

E eu tenho uma frase para quando alguém me diz que ta com medo: "Tu é mulher ou um saco de pipoca?" uahauahaua

Serviço:
Blog da Marga: margaretss.com.br
Facebook (tá lotado, ela não pode aceitar mais amigos, mas você pode assinar e receber as "baboseiras" que ela fala direto lá): https://www.facebook.com/margaretss50
Vídeos que Isa (Isabela Mascarenhas) fez com Marga sobre o câncer: Video 1  Video 2  Video 3  Video 4



E aí, gostaram da entrevista?

Espero que sirva de exemplo para todo mundo, de que não importa o problema, se você mantiver a fé e o bom humor, independente do rumo que tudo tome, você vai levar a vida muito mais feliz e leve.

Amamos você, Marga! Obrigada por nos ensinar tanto!




26 de março de 2013

Carta a meu filho

Filho, sua mãe sempre foi conhecida por todos como uma mulher apaixonada por crianças. Sempre desejei ter um filho, e ainda consigo lembrar e jamais esquecerei do dia em que seu pai e eu decidimos que sua ausência já não era fácil de suportar, tudo que planejávamos incluía sua presença, para você ter ideia do quanto lhe desejávamos, sonhávamos com seu sorriso, com seus olhos, com o som de sua voz, já lhe amávamos muito antes sequer de você existir.

Mamãe sempre tão cuidadosa, planejadora, procurou um médico para saber se tudo estava bem, se poderia lhe receber. Estava tudo certinho então pedi a Deus apenas algumas coisas: "Senhor te peço que meu filho tenha saúde, seja uma criança boa, e que, principalmente, eu tenha a capacidade de ser uma boa mãe e possa garantir amor, carinho, e uma família"

Hoje, meu filho, você é minha fonte de alegria, e também de medo, você pode não compreender, mas hoje descobri o sentido principal da vida, e o pavor que tenho da morte, tenho muito medo que as pessoas lhe causem dor, tenho pavor de não estar ao seu lado para segurar sua mão e lhe erguer quando isso acontecer, mas também sei, meu filho, que por você ser meu filho e de seu pai, nunca vai se abalar, vai ter força, coragem, doçura, e esperança se algo lhe acontecer.

Nunca, meu filho, imaginaria que apenas de você escrever seu nome, e palavras tão simples, fosse capaz de me deixar maravilhada. É, filho, tudo que você faz dá razão para que minha alma se ilumine, a tristeza que por algumas vezes se abate em coração se apague, pelo simples fato de você sorrir, falar que me ama, e dizer que sou a pessoa mais linda da sua vida. Mamãe aproveita cada segundo ao seu lado, peço perdão porque hoje mamãe não é tão presente, mas você vê que me esforço para sempre estar ao seu lado nos momentos importantes.

Meu filho, você dá sentido à minha vida, hoje mamãe aprendeu o verdadeiro sentido da compaixão, compreensão, paciência e principalmente amor. Não sei viver sem seu sorriso, sem ouvir sua voz, sem receber aquele abraço forte que você me dá. Saiba, meu filho, que falar "não" a você é uma tortura, é uma dor terrível que dilacera meu coração, mas que prefiro sentir a permitir que minha falta de "não" lhe faça sofrer no futuro.

Hoje mamãe já não está ao seu lado 24 horas por dia, e isso às vezes me enche de culpa, tristeza, passa tanta coisa pela minha cabeça... Mas você, que guarda dentro de si uma sabedoria única, me deu paz quando lhe expliquei que não ficaria contigo, e que iria trabalhar. Você encantadoramente falou: "Vai mãe, vou te esperar chegar, e juntos vamos assistir 'O Homem de Ferro'". E quando voltei, você me recebeu com festa e alegria, ligou a TV, colocou o filme, fiz nossa pipoca, e juntos assistimos ao filme.

Obrigada filho, pela força que me dá todos os dias, obrigada por ser esse filho bom, calmo, obediente, esperto, e lindo demais. Você é o melhor, e vou te amar para todo o sempre.


6 de março de 2013

Mulher e Mãe Empreendedora


No momento que escrevo este post meus filhos estão em casa e eu trabalho e cuido da casa. Não é fácil. Depois de tentar voltar a trabalhar fora por duas vezes depois que João Lucas #aos5 e Bruno #aos3 e  meio nasceram, optei por obter meu sustento ou pelo menos ajudar o marido nisso, em casa. Nas horas que dormem e estão na escola faço outras mil coisas.

Sempre trabalhei como funcionária quando era solteira, mas depois de que me tornei mãe e com toda a rotina em casa, eu me desacostumei de trânsito e de tudo que você possa associar com trabalhar fora. Os horários das redações não batem com os da escolinha, sem contar a remuneração que se transforma no famoso trocar seis por meia dúzia. Por isso, decidi que seria uma boa ideia eu ser empreendedora.

Mulher Multitarefa
Crédito:  stock imagens

Há cerca de um ano retomei um pouco deste lado de ser mulher e isso está mais concreto na minha vida. O caminho mais adequado as minhas necessidade se mostrou pelas vendas por catálogo. São cosméticos, comida congelada e agora assumindo mais produtos. Por que catálogos? Porque consigo a flexibilidade de horário que me ajuda a cuidar de casa sem faxineira (não sei até quando, mas to sem),  levar e buscar filhos na escola, ir a reuniões, gerenciar o lar, enfim.

Próximo passo, muito em breve: formalizar tudo isso com empresa, site de loja virtual quase pronto e colocar mais nos eixos tudo isso para não me “sobrecarregar”. Só que o mais importante de tudo isso é estar no caminho que eu acho que seja o certo para ter a vida que eu quero.

Não é nada fácil também acordar as 6h30 já com dois meninos pedindo coisas, atenção, a casa funcionando simultaneamente enquanto vejo a caixa de mensagens, divulgo minhas vendas, cobro clientes, cozinho feijão, a máquina bate as roupas e tudo isso antes das 10 horas.

Quando eles chegam a escola às 13 horas, é quando faço o trabalho de rua, entrego produtos, recebo mercadorias, faço reuniões e tudo que preciso tem que ser feito até as 17 horas, quando volta a rotina da casa.  Cansada? Eu também.

A vantagem de tudo isso é que, apesar de ainda não ter alcançado ainda minhas metas financeiras ambiciosas, estou no controle da situação. Não tenho chefe enchendo a minha paciência, escapo do trânsito infernal, chuva e tudo mais. Consigo passar mais tempo com meus filhos, mesmo que  de modo complicado e estou construindo algo para minha família para, no futuro, ter a qualidade de vida e o padrão que desejamos.

E o marido nesta história? Ajuda, é companheiro, parceirão mesmo, mas é ajuda. A conquista que quero é para mim. É saber que consigo  ou tento  ser esta multitarefa que me propus.

* Tive que parar  este texto 952324535242 vezes para separar brigas, dar água, etc, rs




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