15 de maio de 2013

A minha maternidade – as minhas escolhas

Por Tathy Junqueira


"A maternidade não é uma batalha contra outras mães. 
Maternidade é a SUA jornada com os SEUS filhos"


Pensando sobre o post que eu ia escrever pra nossa Semana das Mães, um monte de opções de posts passou pela minha cabeça. Também, pra variar, passei muito tempo no Pinterest - até para achar opções pra postar na nossa fanpage – e achei um monte de imagens que eu adorei, algumas com frases muito bacanas sobre a maternidade.

Enfim, uma das que eu achei foi essa, e me chamou a atenção porque concordo muito com ela.

A maternidade me realizou. Claro que tenho outros sonhos na vida, quero muitas coisas pra mim. Até porque "sonhar" com algo é o que faz o mundo girar, na minha opinião. Você sempre tem que querer alguma coisa, buscar alguma coisa. Então, claro que ainda tenho muitas coisas que quero realizar. Mas o meu maior sonho eu já realizei, sim. Eu sempre quis ser mãe, e sempre quis ser mãe de menina. Então, ser mãe da Ellis me torna uma mulher realizada todos os dias. Eu acordo com um sorriso e um bom dia cheio de alegria, em cada abraço apertado, em cada carinho, em cada brincadeira eu me realizo. Outros sonhos nasceram desse sonho, pra completá-lo, ainda tenho outros sonhos a concretizar. Mas, o meu grande sonho já se realizou. Então me sinto realizada.

Mas, fui explicar uma coisa, expliquei outra. Só queria compartilhar que realizei meu grande sonho sendo mãe. Porque, simplesmente, sendo esse o meu grande sonho, eu faço o que eu posso e acho melhor fazer no meu papel de mãe, pra minha filha, Ellis. O que eu acredito que seja o melhor. Pra mim, pra ela, pra nossa família. É uma relação mãe e filha que é nossa, só nós podemos vivenciá-la e só nós podemos escolher como fazer isso. O nosso dia a dia, nossas brincadeiras, nossas pequenas tradições do tipo fazer farra na cama todo dia de manhã. O modo como eu resolvi educá-la. O que, quando e porque ela come ou não determinadas coisas. Conceitos que eu tinha antes de ser mãe e permaneceram, outros que revi depois que fui mãe. Os famosos cuspes pra cima pra caírem na testa.

E cada mãe e filha(o) tem a sua própria jornada, sua viagem pela maternidade, sua particularidade, seus anseios, seus medos, seus sonhos para vivenciar isso. Tem gente  preocupada demais com o que as outras pessoas estão fazendo e como estão vivendo e acabam esquecendo de vivenciar a própria jornada. Enfim, esquecem que todas nós queremos a mesma coisa: o melhor pros nossos filhos. E o que é melhor para umas, não é, necessariamente, melhor para outras.

Cada uma tem uma história de vida, uma experiência, sonhos, vontades e por aí vai. Cada uma tem um ou mais filhos(as) únicos(as). Como é que pode ser igual? Como é que podem querer que alguém faça algo que ela faria? E para quem tem mais de um filho, vive uma viagem, um caminho, uma relação diferente. Se muda uma pessoa no cenário, muitas coisas já mudam. Então como é que em uma relação onde todas as pessoas envolvidas são diferentes? Como é que as coisas vão acontecer da forma que uma outra pessoa, que não faz parte dessa relação, quer? Não tem como. Vamos viver a nossa viagem pela maternidade, cada uma a seu modo, como preferir. Até porque assim mostramos aos nossos filhos que podemos respeitar opiniões e escolhas diferentes das nossas.



"Eu vejo quem eu quero ser nos olhos da minha filha"


É isso. Eu olho pra Ellis e vejo nos olhos dela quem eu quero ser. E a cada dia eu tento o melhor e faço o melhor que posso. Sempre tem alguma coisa pra melhorar. Até porque as necessidades dela mudam, eu também mudo a cada dia. Então, todos os dias, eu tento ser a melhor mãe que posso ser pra ela. A mãe que ela precisa que eu seja. Espero estar fazendo um bom trabalho e espero que eu esteja conseguindo ser a mãe que ela vê em mim.

13 de maio de 2013

Parto do princípio - Uma visão sobre tipos de partos


Por Consuelo Zurlo




Desde o finado e renegado Orkut que estou em redes sociais, e principalmente depois dos nascimentos dos meninos em 2007 e 2009, um assunto recorrente consegue me tirar do sério de tão sem sentido que é, e a discussão sem fim: O parto.

Sim, o começo de uma família, de uma nova vida, de tudo, inclusive de gente ditadora de regras. Falo do parto, porque a gestação é um outro momento, com outras emoções, outras tantas histórias que posso contar aqui, mas não é o foco de hoje.

Só posso falar da minha história, porque é a que eu vivi, senti, e que minhas decisões repercutem na minha vida, de mais ninguém da internet, por assim dizer.

Passei a gestação toda do primeiro filho sendo a mais cuidadosa possível. Não passava nervoso, sobrevivi a 3 super gripes sem sequer paracetamol, nada de álcool, comida direitinho (apesar de muita, rs), exames todos ok. Pesquisava semana a semana, nestes sites que grávida adora, cada milímetro que crescia ou cada grama que engordava e não parei para pensar que parto eu teria, simplesmente porque era natural para mim: se entrou, tem que sair e meu corpo não me sinalizou nada sobre qual tipo seria.

Não sou médica, mas tenho discernimento para escolher um bom, e segui as orientações direitinho.

Somente no último ultra a notícia que o cordão estava enrolado. Eu, leiga, achei que não teria problemas em fazer cesária e nem cogitei que daria para ser parto normal e insistir em um risco desconhecido e desnecessário. Pode ter faltado informação sim, mas porque eu vivi minha gestação, mas minha gestação não foi uma obsessão, eu tinha outras coisas para pensar além dela.

Não pensei em nada além de que meu filho, tão amado, viesse em segurança ao mundo. Não sei como é um trabalho de parto, mas se for igual dizem, que é a crise renal que tive, dispenso. Marquei sim, porque meu marido precisava dar uma data para sair de férias para cuidar de mim nos primeiros dias. Ou você acha que o RH dá férias a qualquer momento, assim que a bolsa estoura? Pensei nisso sim. O que seria melhor, um RN com uma recém-mãe com ajuda ou sem? E assim foi.

Em nenhum  momento me senti desrespeitada, ou qualquer coisa negativa, no meu parto, e a primeira imagem do meu filho aqui fora é a melhor emoção e ninguém, nunca, vai tirar de mim. 

Beleza, a rotina de RN é puxada e tal e fiquei na curiosidade de como seria ter um parto normal, mas também não tenho traumas da cirurgia (que muita  mulher tem normal de puro medo de ser cortada e não por causa de consciência etc.)

Engravidei de novo e pensei (sim, eu penso muito) "quem sabe agora, poderia viver a experiência?" A GO já logo falou que tinha o risco da cicatriz da primeira cirurgia romper durante o trabalho de parto, ou seja, teria que ser de novo cesária. Fiquei com cara de "fuén", mas não sofri com isso.

Queria o que, que eu arriscasse ter complicações e com 2 crianças (um RN e um de 1 ano e 8 meses) para eu cuidar, toda ferrada? Claro que avaliei e não quis correr riscos. Falo do que eu considerei risco.  Sei de casos bem-sucedidos, mas isso foi depois e escolhi, sim, não escolheram por mim. Deram a informação e eu decidi.

Não contesto que cesária tem riscos, aliás como toda cirurgia, mas não vejo ninguém questionar outras especialidades médicas e peitar o médico no diagnóstico. Acata-se e pronto.

Os que defendem o parto normal têm argumentos que concordo. Eu queria PN, mas só não transformo isso numa inquisição. Tem gente muito legal, que carrega essa bandeira e que respeito pela coerência. Só acho que o assunto, o foco  é informação, para aquelas que querem engravidar ou ainda estão grávidas, para que tomem suas decisões com a maior quantidade de informações. E se, mesmo assim, escolher a cirurgia sem "precisar" é a vida dela, não a minha.

O que caaaaaaansa é essa coisa sem sentido de paridas e operadas ficarem de picuinhas de que eu sou melhor, mais gostosa, só como orgânico e o principal, a hipocrisia de ficar com dedo apontado para quem muitas vezes a gente mal conhece.

Gente, o que me irrita não é o cabo de guerra de ideias (também, vai), mas a criancice de ficarem praticando a intolerância. Beleza, você teve mais informação que eu e pariu, teve estrutura para isso, seus motivos, ótimo. Mas, isso não te faz melhor que eu, nunca, até porque também não sou melhor que ninguém.

Esse ponto de vista também vale para amamentação, chupeta, andador, escola, roupa e tudo mais que implicar em você falar do outro sem conhecer.

Quem defende a liberdade da escolha tem que respeitar quando a feita pelo outro é diferente da sua opinião. Falar que a outra foi enganada, pode até acontecer, mas saiba de cada contexto antes de falar, porque falar ao léu é subestimar a inteligência alheia, no mínimo. E vou parar por aqui porque  essa história não termina nunca. rs

* Post originalmente escrito no meu blog www.motherfacts.blogspot.com

12 de maio de 2013

Dia das Mães - resultado do sorteio

Meninas, desculpem o atraso, mas é dia das mães e estávamos todas comemorando! rs
Bom, fizemos o sorteio. Bora pros resultados?

Aqui, os nomes das mamis que comentaram, na ordem:
1 Vânia Porto
2 Cinthia Carvalho
3 Sandra Harumi Kayo
4 Claudia Santana
5 Priscila Trevine
6 Mayri Lopes
7 Aline Motta
8 Rita Meireles Diedoviec
9 Bia Carvalho
10 Inaiá Barbosa
11 Myrna Vidotto Morelli Nunes
12 Amanda Gabriela Gomes Cabral
13 Rosaní Paschoal
14 Vanessa Yumi Jomori
15 Mirian Garcia
16 Janaína Carneiro
17 Tania de A.Rosa
18 Ana Laura larcher carvalho Peterka
19 Lucimar Nunes
20 caliope ferreira costa
21 Chris Ferreira
22 Suélen Ribeiro
23 Adriana Engelmeyer Bouzan Lopes
24 CARLA MARQUES NAKANO TORRES
25 Filomena Melo
26 Silma Matos
27 Denise Conceição Dias Silva
28 Elizabeth Santos
29 Janaína Costa Marson
30 Priscilla A Goncalves Hoepers
31 Juliana de Paula Porto Gusman
32 Roberta Reinyelle C. Moura
33 Natalie Suzuki
34 MIRNA V M AUGUSTO
35 jandira iara cruz
36 Raquel Regina Faleiro dos Santos
37 Cristiane Fary Martins Padilha
38 Rafaela Correa do Carmo
39 Vanessa Ardisson
40 Irene Eva Ribeiro da Silva
41 Marcia Carolina Borges
42 Gislaine Roque
43 Priscyla Rodrigues
44 Bruna Jaqueline Reis Medeiros
45 Vivian Lindsay Rodrigues
46 sara de arcega
47 Jamine G Cambraia
48 Diana Ramlow Coelho Lopes
49 Déborah do Vale
50 Gheysa de Moura Vasconcelos Macedo

E aqui o resultado do sorteio pelo Random.org, com o nome de todas, em ordem de premiação:

TODAS

Primeiro Prêmio - Escova Progressiva Sleek Frizzless da Tutanat: Priscyla Rodrigues
Segundo Prêmio - Cesta de Sabonetes Perfume e Poesia: Natalie Suzuki
Terceiro Prêmio - Cesta de Sabonetes com cheirinho de cereja da Eu que Fiz: Filomena Melo
Quarto Prêmio - Pulseira de couro com nome da Calanca's Bijoux: Jamine G. Cambraia
Quinto Prêmio - Vale Compras de R$50,00 da Cia da Arte: Rafaela Correa do Carmo


Se você não foi sorteada, não desista, sempre temos sorteio por aqui. É só ficar ligada na nossa fanpage e aqui no TDM.

Meninas, não esqueçam, por favor, de verificar a caixa de entrada do e-mail! Vamos precisar de seus dados! Nossos parceiros vão entrar em contato com vocês também, então, fiquem de olho!

Beijinhos e parabéns pelo nosso dia!




10 de maio de 2013

Mãe independente, filho feliz. Com você é assim?

Por Fanny Barbosa

Minha maternidade é do tipo super tranquila, não tenho tantas neuras, e tampouco estresso com as neuras que surgem. Quando engravidei, fui bombardeada com dicas, formas de cuidar, como criar e tantas coisas que vejo com naturalidade. Algumas aceitei, outras recusei, e fui seguindo a vida materna descobrindo o que era melhor para mim e para meu filho. Não fiz parto normal, mais amamentei até os 2 anos e 2 meses, não usei chupeta, nunca deixei meu filho dormir um dia sequer sozinho no quarto, compartilho cama, deixei ele ter contato com animais de estimação desde bebê, não estressei com o desfralde. Vivo a maternidade tranquilamente.

Acredito que essa tranquilidade é resultado da minha independência que, por consequência, acabo transferindo ao meu filho. Ele hoje toma banho sozinho, se veste sozinho, arruma a mochila... em suma, é independente de mim. Às vezes, lógico, isso me assusta, quando percebo que ele não precisa de mim para nada (#mimimi de mãe). Mas, no fundo, fico muito orgulhosa, pois sei que, quando adulto, ele vai se virar sozinho, vai buscar traçar seu caminho e, principalmente, correr atrás de seus sonhos, enfrentar seus medos, e buscar viver feliz, sem neuras.


Criança


A última coisa que consigo lembrar da qual fiquei surpresa, foi com ele decidindo que não precisava dormir mais de fralda, porque já era um homezinho. Confesso a vocês que estava fugindo dessa difícil etapa. Só de pensar em acordar à noite com ele molhado, me dava arrepios. Continuaria tranquilamente o deixando usar fraldas, ainda bem que ele mesmo decidiu que não usaria. E nem sei falar o que é desfralde noturno, não sei, nunca vi e nunca ouvi falar. Já faz semanas que ele dorme sem fralda, ele mesmo criou seu ritual de fazer o pipi antes de dormir. 


É normal ter medo, receios, e até vacilar. Afinal, até as mães experientes erram. Por que é que nós, mãe de primeira viagem, seriamos diferentes? O problema é que algumas de nós ficam inseguras além no normal, e isso prejudica o desenvolvimento da relação mãe e filho.


Então sejamos confiantes em nossas decisões, e assim ajudemos os nossos filhos(as) a se tornarem adultos seguros. Ensinar as crianças a serem livres é muito importante, elas começam desde pequenas a pensar rapidamente, a resolver os problemas sozinhas, e a enfrentar seus próprios medos.


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