24 de outubro de 2013

Ei, que tipo de mãe você é?

TIPOS DE MÃE
                                                                   Lannoy Dorin

Identifique-se!!!!! 


1-Mãe super protetora. É aquela que faz tudo pela criança e não a deixa pensar, decidir e agir sozinha. É a mãe loba, a mãe de miss, que amamenta e protege, mas que também impede o processo de individuação da filha (ou do filho), o processo de busca da auto-identidade da criança e da jovem.
As conseqüências de comportamentos super protetores da mãe são as mesmas dos comportamentos de rejeição: a criança é insegura, dependente e incapaz de resolver seus próprios problemas e integrar-se na vida social.
Esse tipo de criança insegura espera de sua professora o que sua mãe faz por ela, mãe que, quando a filhinha briga na escola, sem saber das reais razões, volta-se contra a professora e a diretora.

2-Mãe agressiva. Soltando fogo pela boca o dia todo, esta mãe, poço de conflitos e frustrações que vêm desde a infância, contesta tudo que a criança diz, sente ou faz. Não conversa com os filhos e pensa que o castigo modifica a conduta deles. Exige antes de dar e pune antes de perguntar. Aconselhar? Isto está fora de seu estilo. 
A criança que tem uma mãe agressiva teme quem teria de amar. Você já pensou que influência tem isso no comportamento daquela que no futuro será namorada, depois mãe e mais tarde avó?
Na escola, a criança vítima desse tipo de mãe é a agressiva com as colegas mais fracas e medrosa e apática em relação às mais fortes. Por exemplo, em atividades de grupo, esconde-se, para evitar as mais impulsivas, e nas atividades ordenadas pela professora é apática, isto é, não faz as lições senão a muito custo.
A criança filha de mãe agressiva não aprende a se relacionar socialmente de modo sadio e vive desconfiada de todo mundo. Não chora, mas não ri. É amarga e apenas sorri quando algo de ruim acontece com as outras meninas.

3-Mãe autoritária. É a que vive "pegando no pé" dos filhos. Perfeccionista, impõe e cobra um comportamento adulto da criança. Não deixa a filha brincar e é incapaz de sorrir. A conseqüência disto é uma criança dependente, que se isola para evitar a mãe "militar" e pessoas que dão ordens. Na escola, só obedece quem fala mais alto, quem realmente manda e castiga se não for obedecida. Porém, quando surge uma oportunidade para agir sem ser observada, é destrutiva. Assim como a filha da mãe agressiva é revoltada, a da autoritária é destrutiva.


4-Mãe tímida. É a quieta e tristonha, fechada e infeliz. Quase não se comunica. Ora tem medo de ser dominadora e exigente, ora de ser permissiva e bondosa demais. Enfim, está sempre dizendo, sentindo e agindo de modo oposto ao que diz sua razão, seu ego.
No relacionamento com marido e filhos, é pessoa apagada e incapaz de levar adiante um diálogo. E quando tenta se relacionar consigo mesma, vê-se corno um ser vazio, que tem medo de sondar as causas de sua vida sem sentido.
A criança com mãe desse tipo tem medo de falar, de conversar, entabular relações afetivas mais duradouras. Vive fechada em seu mundo oco, uma espécie de casa grande vazia. Encapsulada, vive entre aspas, um mundo imaginário. Lamenta o passado, sonha com o futuro e não consegue viver o presente. Será o adulto que viverá só para si; será ensimesmado e improdutivo em termos de vida social.


5- Mãe "histérica". É o modelo da pessoa chamada neurótica. Vive gritando, porque não sabe dialogar, e quando sua insegurança atinge o máximo, representa o papel de criança, que ninguém entende, que sofre e que exige carinho.
A dita neurótica é a pessoa que não vive, mas representa que vive, tal qual uma atriz no palco. Tem reações infantis quando se vê frustrada ou em conflito. E não raro tem dores por todo a corpo e paralisias nos membros.
Com mãe imprevisível como essa, a criança vive assustada, de olhos arregalados e mãos tremendo. Se não ficar gaga, terá tiques nervosos, como o piscar demais. Com tendência à obesidade, comerá demais quando ansiosa. Se for do tipo magro, será esquelética e pálida.
Imitando a mãe, a criança "histérica" será desobediente para chamar a atenção e terá uma vida exterior aparentemente saudável: fala, grita, brinca, etc., mas nunca revela seu mundo interior, que é o oposto do que ela apresenta. 
O oposto da criança acima, ou seja, a que não segue a mãe, é a retraída, tímida, quieta, ausente e... infeliz.


6- Mãe adulta. Responsável, ensina as crianças pelo exemplo. Sabe a hora de brincar e a de falar sério. Dialoga com os filhos adolescentes. Não se opõe ao marido na frente dos filhos e exige dele o mesmo respeito. Quer ordem e disciplina, mas não através de ameaças de castigo. É capaz de mostrar na prática que algumas regras são básicas para uma vida organizada. Ponderada, nunca julga à primeira vista. Contesta e aceita ser contestada, respeitosamente. Não transmite aos filhos preconceitos e não discrimina as pessoas pelas aparências, idéias ou sentimentos. Vibra com o sucesso dos filhos, porque é amiga e caminha com eles. Em suma, entende o que seja mutualidade. Por isso dá antes de exigir. Não impõe demais e nem faz chantagem. Caminha para a frente e os filhos vão atrás, queira ou não o marido. Faz pelos outros o que serve para fortalecê-la. Por ex., ao ajudar o próximo percebe que só dá quem tem, e esse ato engrandece o doador. E educadora e terapeuta. Transforma o mundo que a cerca, e nessa luta se transforma para melhor. Não vive das sombras do passado e nem das ilusões do futuro. Tem os pés no chão. Segue o Torá: “Não faças a teu próximo o que a ti te resulta odioso”.
A criança que tem uma mãe adulta, na escola será sociável, amistosa, alegre e produtiva. Exercerá algum tipo de liderança, sem dúvida, mas saberá respeitar a individualidade dos colegas. Não agride ninguém, mas sabe dar o troco se for agredida. Responsável, aceita seus erros, mas não fica a se lastimar. Olha para a frente e assume seu novo papel.
Como a mãe adulta não é egocêntrica, vai ensinando a filha a ser autônoma, não dependente, autêntica, sociável e objetiva.

Na verdade, esses não são tipos de mãe, mas sim traços, características que todas as mulheres e todos os homens possuem. Ao apontar uma mãe como histérica ou autoritária, a adolescente está realçando um traço, um atributo que é bem periférico, perceptível. freqüente. Mas, como disse o Mestre, “não julgues para não seres julgado". O melhor é não julgar, mas discutir.
Em Psicologia Clínica não se analisam os traços das pessoas como bons ou maus. O psicólogo clínico (psicoterapeuta) não é um moralista, figura antipática por natureza. Ele ajuda o cliente a avaliar-se, a ver se seus traços de personalidade mais estáveis estão permitindo um viver saudável.
www.comportamentohumano.net

22 de outubro de 2013

Jogando Candy Crush (Também...)

Eis que leio o post da Val Barbieri sobre a educação dos filhos. Estava preocupada se eu era uma mãe super protetora, afinal ele é filho único. Fiquei aliviada por saber que não. Sou sim, uma mãe muito carinhosa, sou canceriana, super apegada ao meu filho sim. Mas, deixo-o se frustrar. Sabe frustração mesmo? O mundo lá fora é cruel, a gente vai se machucar, se decepcionar e ninguém pode te blindar, te proteger disso!

Eu tenho essa consciência sim. Mas procuro educá-lo de forma amorosa. Procuro sempre educá-lo de forma positiva. Se eu erro? Muitas vezes! Se preciso voltar ao início e reaprender? Sempre! Assim como ao jogar Candy Crush, as fases são cada vez mais difíceis e às vezes é preciso recomeçar e também esperar a hora certa para isso.


Quarto bagunçadinho



Sou muito organizada em relação aos brinquedos, deixo-o bagunçar a casa se quiser mas faço-o guardar depois de brincar. Ele sabe exatamente onde fica cada coisa: a caixa dos Legos, o balde dos bonecos e das outras coisas! Tem um lugar só para os livros, para os pequenos bonecos e carrinhos. Uma cesta só para os carros grandões e ai de mim se colocar um carrinho no lugar errado! Por isso faço questão dele mesmo guardar, eu até ajudo mas é ele que faz a maior parte! Não quero que ele seja um adulto que largue um rastro de peças de roupa pela casa! Acho o fim da picada um marmanjo de 20 anos não saber fazer a própria cama!

Ele já criou o hábito de chegar em casa, tirar os sapatos e colocar no armário. Ao tomar banho já separa cueca e meias para lavar. Me ajuda a fazer comida, diz que é meu assistente! Me ajuda a levar roupa para a lavanderia, a guardar as coisas e pronto, fica tudo arrumadinho sempre!


Quarto arrumadinho!


Toda vez que saímos explico antes de entrar no mercado ou shopping como espero que ele se comporte e se não obedecer ele fica de castigo, já sabe que são 3 minutos. No fim de semana foi jogar bola no hall e eu o avisei: "Se você chorar quando seu pai disser que é hora de subir você vai ficar de castigo. Você pode brincar bastante mas deve obedecer na hora de subir". Adivinhem quem chegou chorando? Em menos de 3 minutos já tinha entendido e repetiu algumas vezes "Nunca mais vou fazer isso mamãe, não vou mais desobedecer". Pronto! Lição aprendida!

Dificilmente ele faz birra na rua, dificilmente me desobedece, aprendeu até que deve pedir licença se quiser falar algo enquanto estou conversando. Acho que devemos impor limites desde pequenos, ensinar os nossos filhos a respeitarem os limites e, principalmente, permitir que se frustrem. Faz parte!


21 de outubro de 2013

JOGANDO CANDY CRUSH

Responsabilidade s.f. Dever de arcar com o próprio comportamento ou com as ações de outrem.


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Outro dia, eu escrevi no Facebook que criar filho é parecido com jogar Candy Crush: acaba uma fase e começa outra mais difícil... É bem por aí, eu acho.

E nessa complicação toda, eu vejo pais criando filhos das maneiras mais diferentes possíveis. Qual é o jeito certo? Sei lá, eu. Se eu soubesse estava publicando livros e ficando rykah!

De qualquer forma EU acho que estimular a independência e a responsabilidade é super importante para o futuro da criança.

Não dá pra tratar como o bebezinho da mamãe, tchuco tchuco tchuco um “bebê” de dez anos de idade. Na verdade, eu acho que isso até prejudica o desenvolvimento da criança em diversos aspectos. Mas isso sou eu, que não sou especialista em nada.

Sempre fui contra esse comportamento dos pais (bebezinho lindo, tchuco tchuco tchuco, daí você olha e vê um moleque de 13 anos de idade), e por isso, desde muito pequena ensino Isadora a ser independente e responsável. Quantos “mas ela é pequenininha” eu ouvi. E quantos “mas ela vai crescer” eu já respondi...

Mas, como assim, você pergunta? Aqui em casa, a Isa tem suas obrigações e responsabilidades, eu explico. Ela arca com as consequências do que faz (ou deixa de fazer), e nós achamos que é assim que tem que ser, porque ela vai crescer e o mundo não vai tratá-la como tchuco tchuco tchuco da mamãe.

Horrorizem-se pais superprotetores: Isadora arruma o quarto diariamente, organiza o próprio café da manhã (faz torradas inclusive, e se estiver inspirada até a louça ela lava), arruma sozinha o lanche da escola, é a única responsável por guardar o material que levará para a aula eu não confiro mochila não! Se esquecer algum livro, ema, ema! ,me ajuda a tirar as roupas da máquina e guarda as dela no armário, coloca a mesa para as refeições, e claro, limpa, escova e usa o aparelho.

Se ela faz tudo isso sem reclamar? De jeito nenhum. Sempre é ah, mãe, ou esqueciiii!, ou daqui a pouco eu faço. Mas eu pego no pé mesmo, e ela sabe muito bem que tudo na vida tem uma consequência, por experiência própria (por exemplo, outro dia ela “esqueceu” o dinheiro do lanche no banco do carro, porque não guardou na mochila quando recebeu – eu só vi quando cheguei em casa, às 17hs – e ficou sem lanche, as amigas acabaram repartindo com ela; ou no dia em que ela "esqueceu" de ir de tênis para a escola e ficou com falta na aula de educação física por isso - agora a regra é ir todos os dias de tênis).

Aliás, abre parênteses que a bola da vez é o ESQUECI. Guardou suas coisas? Esqueci. Pegou o aparelho? Esqueci. Colocou o chinelo? Esqueci. Penteou o cabelo? Esqueci. É uma infinidade de perguntas com a mesma resposta. Fecha parênteses.

Quanto à lição de casa, eu ajudo quando Isadora pede, confiro para ver se está correta, e quando está errada, digo, ajudando a achar o erro, mas não faço lição pra ela não! E quando ela teima que está certo (porque sim, acontece, e mais vezes do que eu gostaria), eu mando levar para escola do jeito que está, pra professora corrigir (afinal, se ela acha que está sempre certa, mesmo não estando, ela precisa descobrir, de alguma forma, que não é assim que a coisa funciona).

Pausa pra um 'causo'. Teve uma vez que uma mãe X (porque antissocial que sou, não conheço mães de crianças que estudam com a Isa, no máximo sei quem é a mãe da fulaninha e/ou da sicraninha) ligou no meu celular (oi?) e perguntou:

- Oi, tudo bem? NÓS estamos fazendo a lição de casa e não estamos conseguindo descobrir qual é o animal da questão 3, você pode me dizer qual é?

Eu pheena e delicada como um búfalo que sou respondo:

- Não sei, eu não fiz a lição, quem fez foi a Isa. Vou perguntar pra ela.

Moral da história: pais NUNCA devem fazer a lição para os filhos. Melhor levar pra escola errado ou sem fazer, do que "fingir" que a criança sabe, quando, na verdade, não entendeu bulhufas do que deveria fazer. Despausa.

Enfim, me julguem, me condenem, me coloquem à margem da sociedade, mas eu acho que a criança tem que aprender desde cedo a lidar com tarefas e responsabilidades, porque nem sempre ela vai ter alguém para fazer tudo por ela. Daí como faz? Senta e chora?

Como já patenteou o célebre Içami Tiba, quem ama, educa. E nós estamos tentando educar a Isa para a vida, para viver no mundo real, que não é perfeito nem acolhedor, ao contrário, é cheio de problemas e frustrações.

Se estamos fazendo isso do jeito certo? Não sei. Porque educar filho, além de ser igual a jogar Candy Crush também é igual a prestar vestibular: a gente acerta errando e erra acertando...

Texto super interessante para os pais lerem:


Livros Infantis legais sobre responsabilidade:


- Descobrindo Valores - Responsabilidade (aliás, a coleção toda é superlegal!)



Originalmente postado no Pumpkin Juice

-- 

Valéria Barbieri é mãe de ICSI de Isadora, advogada, é irônica, sarcástica e está tentando passar da fase 441 (tanto no Candy Crush como na educação da filha)

15 de outubro de 2013

Você não vai teclar hoje vai? #semteclar

Hoje é Dia do Professor, mas desde ontem estamos postando imagens de bilhetinhos escritos à mão, destes que fazíamos a pouco tempo atrás, quando ainda frequentávamos os colégios sabe? (rs)

O #semteclar criado por Rita Tavares é uma delícia! Participe você também! Espalhe bilhetinhos e coloque a HashTag #semteclar



 

















Queremos aproveitar e agradecer a todos os professores, educadores e cuidadores. Sem vocês nenhuma profissão seria possível!

Feliz dia dos professores!!!!!


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