Mostrando postagens com marcador Bicos de Silicone. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bicos de Silicone. Mostrar todas as postagens

9 de novembro de 2011

Amamentar - Ato de amor - Momento único


Olá mamis! Hoje estou muito feliz por dois motivos: 


1º - Agora faço parte da equipe Test Drive Mami (tô me achando!);


2º - É meu aniversário de 30 ANOS!!! Sempre achei que iria chegar nessa idade uma "tiazona", mas até que estou legalzinha, rs.


E para comemorar tudo isso, escrevi um texto que na realidade é um desabafo. Minha filha não quer mais "tetê" da mamãe, agora é mocinha, e só quer "mamá". Espero que gostem...

Conheço muitas mulheres que dizem que não irão amamentar seus filhos para não ficarem com seios caídos (não posso mentir, caem um pouco sim). Outras colegas, quiçá (termo arcaico), querem ter um filho.

Bom, já escrevi sobre o fato de ter filho e descobrir um grande amor e tudo. Mas agora resolvi falar sobre a amamentação.

Na minha opinião deve ser muito prazeroso para a criança, uma vez que quando observava minha filha, ela revirava os olhinhos e ficava brincando com o meu cabelo, às vezes até dormir.

É muito gostoso ter esse contato que só mãe e filho podem ter, sabia? Claro que a maioria sabe, mas tem gente que nem imagina. Aquela pessoinha te olhando nos olhos, querendo dizer: "obrigado, mamãe" e você olhando nos olhos dela e dizendo: "te amo". É uma troca formidável.

Quando a Luiza nasceu eu não tinha nem o colostro (primeiro leite que sai do seio) e demorou um pouco para descer, principalmente pelo fato dos meus bicos serem "retráteis", o que dificultou muito a mamada. Conforme a Luiza sugava, eles encolhiam. Chorei muito e meu marido chorou junto, porque minha filha queria e eu não conseguia dar. Meu marido até fez promessa (e já pagou). Até que uma santa enfermeira me deu um bico de silicone, que eu coloquei rapidinho e a Lu sugou tanto que até rachou o bico. E olha, depois que rachou, a dor era tão grande que eu tinha vontade de arrancar o peito fora, rs. A dor era imensurável, não tem como não contar isso. Mas, a vontade de amamentar era tanta, que passei tudo que ensinavam - casca de mamão gelada, casca de banana gelada (dizem que essas cascas possuem ação cicatrizante), passei várias pomadas de lanolina e mais um monte de coisas, mas o que sarou mesmo foi uma pomada contra assaduras a base de Dexpantenol (não quero fazer propaganda porque a marca é famosa). Essa pomada, enfim, ajudou a cicatrização e foi fechando a ferida. Graças a Deus! Uma colega minha perdeu até um pedacinho do bico por amamentar, deu uma dó danada. Contudo, depois que os bicos melhoram, amamentar passa a ser um grande prazer (e alívio, quando os seios estão cheios, rs).

Nos primeiros meses meus seios ficavam muito duros, de tanto leite que produziam. Quase tive mastite (inflamação super complicada), foi por pouco. Comprei até bombinha para ordenhar (sei que o termo é horrível e nos sentimos como vacas por isso, mas é assim que se fala).

Amamentei exclusivamente a Luiza até 5 meses, daí comecei a dar papinhas de frutas e suquinhos, já que teria que voltar a trabalhar em breve. O único problema de saúde que a Luiza teve em 5 meses de amamentação, foi uma crise alérgica, mas isso devido à umidade e mofo do sítio que fomos. Uma semana de inalação com soro e ela estava ótima. E daí, no berçário, não tem jeito, né? Várias crianças. Uma fica doente, e as outras vão ficando em sequência. Mas, a Lu só ficou doente essa vez que falei. Ela é super forte (santo leitinho da mamãe).

Mesmo com a produção de leite não sendo mais tão intensa, ainda a amamentava, porém, com menos frequência - de manhã quando ela acordava, a tarde no berçário (pois é, tenho um luxo, minha filha fica no berçário de onde eu trabalho) e a noite em casa, antes de dormir. Mesmo ela comendo muuuito bem. Digamos que o leite estava servindo como um complemento, um mimo.

Ela já está com 11 meses, quase uma mocinha, rs. Engatinha, bate palmas, diz não balançando a cabeça, dá tchau, faz que está brava, fica em pé segurando no sofá e estante (está quase andando sozinha), e imita tudo que fazemos.

Pretendia amamentá-la até um ano. Não por estética ou por tabus, mas porque considero ser o suficiente. Afinal, ela come de tudo e como eu disse, meu leite virou um complemento e não uma necessidade. Agora, muitos pediatras dizem para amamentarmos até os dois anos de idade da criança, porém acho isso controverso.

Mas, para minha surpresa, foi ela que decidiu que não queria mais mamar. Estou me sentindo meio "jogada de lado", sem serventia, rs. É estranho pegar minha filhinha no colo e não dar o meu peito, e sim, dar uma mamadeira. E pior, vê-la gostar desse leite "falso", rs. Tentei por várias vezes dar o peito novamente, mas ela pega e morde. Daí, sorri e desce do colo rapidinho para ir para o chão.

Fui à Ginecologista, que me passou um remedinho para ajudar a baixar a prolactina (hormônio responsável pela produção de leite pelas glândulas mamárias), ou seja, serve para secar o leite. Tomei esse remédio porque somente meu seio esquerdo continuou produzindo leite depois que a Luiza largou. E por ela não mamar, começou a empedrar e daí, mesmo ordenhando com a bombinha, não estava parando a produção, o que começou a me preocupar. Até pensei em doar leite, porém, tive medo de não saber fazer os procedimentos corretos, e então, de alguma forma contaminar o leite e acabar fazendo mal para algum bebê. Sei que há um controle rigoroso por parte dos órgãos da saúde, mas preferi assim.

Vou sentir muita falta desse momento mãe e filha, mas tenho certeza que muitos outros momentos virão ao lado da minha pequerrucha.

Amamentar é uma prova de amor, é um momento de prazer, um momento de paz, um momento único.

Não deixe de amamentar seu(sua) bebê, ele(a) merece esse carinho!

Já estou sentindo falta...
(Luiza com 5 meses nesta foto)

OBS: O setor de comunicação do Ministério da Saúde deixou um comentário no meu blog pessoal (http://ecletikablog.blogspot.com/2011/11/amamentar-ato-de-amor-momento-unico.html) solicitando a divulgação de DOAÇÃO DO LEITE MATERNO. Como disse acima, sabia disso, mas por ter muito medo de não saber tirar o leite e armazená-lo corretamente, preferi não aderir à causa. Mas sei que é de extrema importância para muitos bebês essa doação.
Por isso, peço àquelas que amamentam e sentem que podem fazer a doação, que se informem nos endereços que vou listar e façam essa linda e boa ação: Blog da SaúdeAleitamento Materno - FacebookMinistério da Saúde - Twitter; e-mail: comunicacao@saude.gov.br


Bjocas e até +

28 de novembro de 2010

Participação Especial: Mamilos Invertidos

A pedidos de nossas leitoras procuramos pessoas que pudessem nos contar sobre a experiência e as dificuldades de se amamamentar com mamilos invertidos. Você sabe o que é isso? Confesso que eu mesma não sabia. A nossa querídíssima Bia Bonfim (minha fiel escudeira) nos enviou um relato super legal sobre o assunto.



Para quem não sabe tem 03 tipos de mamilos:
*Normal
* Plano ou raso
*Invertido

Vamos no que tenho experiencia... o Invertido!

Se eu disser que nunca tive problemas com os meus mamilos estou mentindo, eu não sabia direito o que era. Em Salvador, há 9 anos quando me mudei,  um ginecologista já na primeira consulta falou que meu mamilo era invertido e não precisaria de cirurgia. Me disse que no mercado tinham produtos para facilitar o desenvolvimento deles. Auxilia inclusive na limpeza pois após o banho tenho que fazer a higiene com cotonetes.

Utilizei os produtos que ele me indicou e usei também um bico de silicone - Bico Nuck -  é um produto que  se adapta perfeitamente ao mamilo (tem outros mais baratos e não de silicone no mercado). Eles me ajudaram no decorrer da gestação, aos poucos, com os seios cheios de leite os mamilos foram se desenvolvendo e ficando no formato apropriado para a amamentação.



Fiz uma série de exercícios (como a figura abaixo) para poder auxiliar o desenvolvimento, é preciso conhecer a técnica para não sentir nenhum desconforto, nada melhor do que uma boa orientação médica e a prática.


O começo da amamentação foi terrivel, tive muitas dores, muitas dificuldades e o leite empedrou. Haja massagem no chuveiro para aliviar a dor. Tudo isso ajudou. Enquanto Eduarda, (minha filha)  não amamentava, ela ela tomava leite do banco de leite do hospital Aliança (Salvador) eles levavam pra gente 2x ao dia, mas no hospital me ajudaram muito me mostrando que ela tinha que pegar a aoreola para amamentar e não diretamente o bico até o dia que consegui amamentar.

Frustrada? Jamais! Fiz o que podia e deveria ser feito para conseguir amamentá-la e se ficasse frustrada e deprimida tenho certeza de que não teria conseguido. Continuo com os mamilos invertidos mas ter feito os exercícios e utilizado os produtos apropriados me ajudaram muito para conseguir amamentar de forma eficaz.

Aqui, segue uma foto de exemplo colhida na internet de como é um seio com mamilo invertido para ilustrar:


Antes de escrever minha experiencia fui na internet ver a porcentagem de mulheres que tem esse tipo de mamilo, a fonte na net que pesquisei diz que são 15% das mulheres brasileiras.



Mais um relato – Bicos Curtos

Nossa colunista Bianca também quis dividir conosco sua experiência, eu também tenho mamilos curtos e também utilizei os bicos para amamentação e massagens:

Eu tenho bicos curtos o que me fez usar conchas de preparação do mamilo. Mas usei bem antes de Felipe nascer e continuei usando depois também - usei uma parecida com essa:



. Na gravidez de Matheus a minha GO me ensinou um exercício usando uma seringa:
-compre a maior seringa que tiver na farmácia ou lojas especializadas;
-com uma faca amolada e de serra, corte a toda a parte onde deve encaixar a agulha. Corte em cima da seringa mesmo e não o biquinho.
-mude o embolo de posição. Num uso normal da seringa, vc puxaria o "ar" através do biquinho da seringa, nao é? Mas o que faremos é o contrário. O embolo vai entrar onde vc cortou e a parte que apoiaríamos os dedos, encostaremos nos seios, na região do mamilo e aí faríamos o exercício de sucção do mamilo.

Ela me recomendou fazer esse exercício com mais de 32 semanas pois poderia estimular as contrações por causa da sucção.

Eu segui tudo direitinho e até saía colostro ás vezes e não tive ferimentos e nem rachaduras absurdas a ponto de ter que parar de dar mama.

Acho que todo peito, pelo menos, assa com a sucção frequente do bebê e isso dá pra aguentar e dá pra usar pomadinhas que aliviam a dor.

Palavra da Keka - Eu, nem sabia que mamilos tinham diferença, só percebi que Arthur não conseguia mamar, no próprio hospital me indicaram o uso do bico de silicone e os usei até os 3 meses, Arthur amamentou até 4 meses, quase 5 meses e a própria sucção do bebê auxiliou no desenvolvimento do mamilo. Nunca tive fissuras ou rachaduras e também não tivemos problemas com a adaptação à mamadeira.


A nossa colunista Marimercer achou um vídeo bem legal também sobre mamilos rachados:

Ontem eu achei um vídeo na internet PERFEITO que explica porque a gente fica com fissura nos mamilios.
Mas explica com imagens, só que é narrado em ingles.



Basicamente o bico do peito tem que atingir o palato mole (laa atras na boquinha) se ele fica na frente, no palato duro faz as rachaduras.

Agradecemos por seus relatos Bia e Bianca, é extremamente fundamental procurar auxílio profissional quando temos dúvidas, nada melhor do que um médico para nos dar toda a orientação. Através de sua experiência pudemos perceber que é possível amamentar independente do tipo de mamilo que você tenha desde que procure a ajuda necessária. Além disso, conversar com outras mães que vivem a mesma realidade, pois não vejo como um problema e sim como uma condição diferenciada, ajuda muito a entender que não estão sozinhas.

Ir para a página:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...