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23 de novembro de 2011

Trocas de Fraldas - Grandes Aventuras...

Chegou a hora de trocar a fralda... e agora?
Olha, toda vez que troco a fralda da minha filha, posso contar que é uma aventura.
Não sei como é para você, mas para mim é uma dúvida cruel, porque nunca sei se ela irá fazer um xixizinho sem vergonha na hora em que vou colocar a fralda limpa.
Mãe de meninos inevitavelmente levam uma "chuveiradinha" no peito, no rosto...mas, mãe de menina também passa por isso, viu?!
A Luiza já fez xixi em mim antes de tomar banho, durante trocas de fraldas...isso quando não faz xixi na MINHA cama.
Mas a grande aventura em se trocar uma fralda, é a troca do cocô. Quem nunca sujou o dedo que atire a primeira pedra, rs.
Eu QUASE sempre sujo minha mão de alguma forma, ou quando vou começar a limpeza ou quando estou terminando. Eu não sei o que acontece, quando vou ver...argh, já sujei. Oh My God!
E além de sujar a mão, eu também já levei jato de cocô mole...ai ai, foi um desespero só. Só banho pra resolver...
Já aconteceu com você?
Sempre achei "uó" trocar fralda e nunca havia trocado uma se quer. Isso até deu briga na família. Calma... vou contar...
Sou madrinha da minha sobrinha e sempre procurei ser tia/madrinha carinhosa, atenciosa, mas também sou bem rígida, dou bronca e tudo.
Quando ela tinha meses de vida (não lembro quantos, estou ficando velhinha, rs), minha irmã virou para mim e disse: "Quer trocar a fralda da Bia?" e eu, delicadamente, respondi: "Não!". Pra quê? Minha avó que estava junto, minha mãe e minha irmã só faltaram me bater...
Vieram as críticas:
_"Como você não quer trocar a fralda da sua sobrinha?" - dito pela minha irmã.
_"Que é isso? Que madrinha desnaturada! Troca a fralda da menina!" - dito pela minha avó.
_"Que absurdo, uma tia e madrinha não querer trocar uma fralda. Que é que tem? Para de bobeira!" - dito pela minha mãe.
E eu respondi:
_"Não vou trocar fralda nenhuma, não sou obrigada e ela não é minha filha (só quase). A mãe dela está aí, ela que troque, não tenho vontade e não vou fazer. Quando eu tiver a minha filha eu troco." (isso tudo, na realidade, era medo de fazer besteira, rs)
E então, não troquei a fralda e isso é assunto até hoje, viu?!
Eis que minha filha nasceu...e aí? E pra trocar a bendita fralda?
Respirei fundo e fui com a cara e a coragem.
Nos primeiros dias, aquele cocô preeeeto, argh.
Depois veio o amarelinho (e azedinho)
E daíííí, após as primeiras papinhas mais completas, o pior de todos (não preciso especificar, né?)
Ô dureza, mãe sofre, viu?!
Pior é aquela frase: "Ih, tem gente que fez cocôzinho, tó mamãe, esse serviço é seu!" Todo mundo corre, principalmente o pai, que geralmente diz "não aguentar" o cheiro forte. Pô! Se a gente aguenta, porque os outros não aguentam? Somos super-mães??? É, acho que somos!!
Então, se você vai ser mamãe ainda...prepare-se, o mundo das fraldas sujas te espera para muitas aventuras.
Se você já é mamãe, sabe bem do que estou falando e está lembrando de muitas histórias que aconteceram com você. Tenho certeza!!
E agora você está rindo, porque - provavelmente - vai ter que trocar outra fralda e vai ficar preocupada em NÃO SUJAR O DEDO, hahahahaha.
É mamãe, a vida é assim...na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e na limpeza e na sujeira!!

Bjocas e até +

9 de novembro de 2011

Amamentar - Ato de amor - Momento único


Olá mamis! Hoje estou muito feliz por dois motivos: 


1º - Agora faço parte da equipe Test Drive Mami (tô me achando!);


2º - É meu aniversário de 30 ANOS!!! Sempre achei que iria chegar nessa idade uma "tiazona", mas até que estou legalzinha, rs.


E para comemorar tudo isso, escrevi um texto que na realidade é um desabafo. Minha filha não quer mais "tetê" da mamãe, agora é mocinha, e só quer "mamá". Espero que gostem...

Conheço muitas mulheres que dizem que não irão amamentar seus filhos para não ficarem com seios caídos (não posso mentir, caem um pouco sim). Outras colegas, quiçá (termo arcaico), querem ter um filho.

Bom, já escrevi sobre o fato de ter filho e descobrir um grande amor e tudo. Mas agora resolvi falar sobre a amamentação.

Na minha opinião deve ser muito prazeroso para a criança, uma vez que quando observava minha filha, ela revirava os olhinhos e ficava brincando com o meu cabelo, às vezes até dormir.

É muito gostoso ter esse contato que só mãe e filho podem ter, sabia? Claro que a maioria sabe, mas tem gente que nem imagina. Aquela pessoinha te olhando nos olhos, querendo dizer: "obrigado, mamãe" e você olhando nos olhos dela e dizendo: "te amo". É uma troca formidável.

Quando a Luiza nasceu eu não tinha nem o colostro (primeiro leite que sai do seio) e demorou um pouco para descer, principalmente pelo fato dos meus bicos serem "retráteis", o que dificultou muito a mamada. Conforme a Luiza sugava, eles encolhiam. Chorei muito e meu marido chorou junto, porque minha filha queria e eu não conseguia dar. Meu marido até fez promessa (e já pagou). Até que uma santa enfermeira me deu um bico de silicone, que eu coloquei rapidinho e a Lu sugou tanto que até rachou o bico. E olha, depois que rachou, a dor era tão grande que eu tinha vontade de arrancar o peito fora, rs. A dor era imensurável, não tem como não contar isso. Mas, a vontade de amamentar era tanta, que passei tudo que ensinavam - casca de mamão gelada, casca de banana gelada (dizem que essas cascas possuem ação cicatrizante), passei várias pomadas de lanolina e mais um monte de coisas, mas o que sarou mesmo foi uma pomada contra assaduras a base de Dexpantenol (não quero fazer propaganda porque a marca é famosa). Essa pomada, enfim, ajudou a cicatrização e foi fechando a ferida. Graças a Deus! Uma colega minha perdeu até um pedacinho do bico por amamentar, deu uma dó danada. Contudo, depois que os bicos melhoram, amamentar passa a ser um grande prazer (e alívio, quando os seios estão cheios, rs).

Nos primeiros meses meus seios ficavam muito duros, de tanto leite que produziam. Quase tive mastite (inflamação super complicada), foi por pouco. Comprei até bombinha para ordenhar (sei que o termo é horrível e nos sentimos como vacas por isso, mas é assim que se fala).

Amamentei exclusivamente a Luiza até 5 meses, daí comecei a dar papinhas de frutas e suquinhos, já que teria que voltar a trabalhar em breve. O único problema de saúde que a Luiza teve em 5 meses de amamentação, foi uma crise alérgica, mas isso devido à umidade e mofo do sítio que fomos. Uma semana de inalação com soro e ela estava ótima. E daí, no berçário, não tem jeito, né? Várias crianças. Uma fica doente, e as outras vão ficando em sequência. Mas, a Lu só ficou doente essa vez que falei. Ela é super forte (santo leitinho da mamãe).

Mesmo com a produção de leite não sendo mais tão intensa, ainda a amamentava, porém, com menos frequência - de manhã quando ela acordava, a tarde no berçário (pois é, tenho um luxo, minha filha fica no berçário de onde eu trabalho) e a noite em casa, antes de dormir. Mesmo ela comendo muuuito bem. Digamos que o leite estava servindo como um complemento, um mimo.

Ela já está com 11 meses, quase uma mocinha, rs. Engatinha, bate palmas, diz não balançando a cabeça, dá tchau, faz que está brava, fica em pé segurando no sofá e estante (está quase andando sozinha), e imita tudo que fazemos.

Pretendia amamentá-la até um ano. Não por estética ou por tabus, mas porque considero ser o suficiente. Afinal, ela come de tudo e como eu disse, meu leite virou um complemento e não uma necessidade. Agora, muitos pediatras dizem para amamentarmos até os dois anos de idade da criança, porém acho isso controverso.

Mas, para minha surpresa, foi ela que decidiu que não queria mais mamar. Estou me sentindo meio "jogada de lado", sem serventia, rs. É estranho pegar minha filhinha no colo e não dar o meu peito, e sim, dar uma mamadeira. E pior, vê-la gostar desse leite "falso", rs. Tentei por várias vezes dar o peito novamente, mas ela pega e morde. Daí, sorri e desce do colo rapidinho para ir para o chão.

Fui à Ginecologista, que me passou um remedinho para ajudar a baixar a prolactina (hormônio responsável pela produção de leite pelas glândulas mamárias), ou seja, serve para secar o leite. Tomei esse remédio porque somente meu seio esquerdo continuou produzindo leite depois que a Luiza largou. E por ela não mamar, começou a empedrar e daí, mesmo ordenhando com a bombinha, não estava parando a produção, o que começou a me preocupar. Até pensei em doar leite, porém, tive medo de não saber fazer os procedimentos corretos, e então, de alguma forma contaminar o leite e acabar fazendo mal para algum bebê. Sei que há um controle rigoroso por parte dos órgãos da saúde, mas preferi assim.

Vou sentir muita falta desse momento mãe e filha, mas tenho certeza que muitos outros momentos virão ao lado da minha pequerrucha.

Amamentar é uma prova de amor, é um momento de prazer, um momento de paz, um momento único.

Não deixe de amamentar seu(sua) bebê, ele(a) merece esse carinho!

Já estou sentindo falta...
(Luiza com 5 meses nesta foto)

OBS: O setor de comunicação do Ministério da Saúde deixou um comentário no meu blog pessoal (http://ecletikablog.blogspot.com/2011/11/amamentar-ato-de-amor-momento-unico.html) solicitando a divulgação de DOAÇÃO DO LEITE MATERNO. Como disse acima, sabia disso, mas por ter muito medo de não saber tirar o leite e armazená-lo corretamente, preferi não aderir à causa. Mas sei que é de extrema importância para muitos bebês essa doação.
Por isso, peço àquelas que amamentam e sentem que podem fazer a doação, que se informem nos endereços que vou listar e façam essa linda e boa ação: Blog da SaúdeAleitamento Materno - FacebookMinistério da Saúde - Twitter; e-mail: comunicacao@saude.gov.br


Bjocas e até +

15 de agosto de 2011

Solteiras e Mães

clau
Cláudia e Vitor
Elas não sonhavam com isso, mas, devido a uma gravidez não desejada, um casamento que não deu certo, essas mães optaram se tornar mães solteiras. Ao contrário das que buscam ter sua produção independente num banco de sêmem, essas mães acabam vendo a independência como a única opção de felicidade, principalmente para os filhos já concebidos.
     Na grande maioria das vezes separações e relacionamentos não estáveis acabam fazendo com que a mãe encare o desafio de educar uma criança por si só. Algumas chegam a receber do então parceiro a proposta de “tirar” a criança, mas decidem encarar a nova fase sozinhas. Se viver a maternidade com o apoio do companheiro e da família já é difícil, tudo fica ainda mais complicado quando se inicia um processo de separação. Cláudia buscou forças no bebê que crescia em seu ventre para superar a separação após 10 anos de casamento: “Curti semana a semana o crescimento de meu filho e mantinha meu espírito alegre para manter uma gravidez saudável”, conta. 
Naiara e GG

     Nessas horas, a família e os amigos são essenciais para que a mulher consiga superar os obstáculos que uma separação impõe. Em alguns casos, os filhos chegam a visitar o pai biológico de tempos em tempos, mas, outras vezes, o genitor se afasta completamente. “O que não vale a pena é você ficar com alguém por quem não nutre mais sentimentos bons somente por causa de uma gravidez”, desabafa Naiara. E é na família que a criança encontra a figura paterna diária, no papel do avô, de um tio. “Minha filha chama meu pai de vovô-papai e diz que ele é o pai do coração”, conta Valéria.
     Como se não bastassem essas dificuldades, as mães solteiras ainda precisam encarar o preconceito, principalmente de pessoas mais tradicionalistas, que aceitam somente aquele modelo patriarcal de família. Mas, inicialmente, é preciso superar o preconceito da família e de si mesmas, afinal, ser mãe solteira não foi algo planejado.
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Alessandra e Davi
     Ana Paula conta que o mais complicado é não ter uma pessoa para dividir as responsabilidades, alguém para dizer “agora é sua vez!”. “Por outro lado, estar sozinha me dá autonomia para fazer as coisas do meu jeito”, explica. A mãe solteira precisa abrir mão de muito mais coisas se quiser ter uma convivência de qualidade com seu filho. Cláudia já perdeu as contas de quantas vezes precisou sair correndo do trabalho por uma emergência e acabou se queimando com o chefe, e Naiara diz que muitas vezes fica esgotada de ser o arrimo da família o tempo todo: “tem aqueles momentos que você precisa de um carinho, precisa ser cuidada, ser auxiliada”.
     Apesar de toda essa correria, toda essa doação – dedicação seria pouco para quem abre mão de tantas coisas -, Alessandra afirma que tem muito mais qualidade de vida com seu filho. E Cláudia concorda: “Vale ouvir do seu filho: mamãe, eu te amo. E ganhar beijos e abraços. Esse é o amor maior do mundo.”
     Toda a entrega para com os filhos faz com que essas mães tenham certa dificuldade em se relacionar novamente. Não só pelo medo de não dar certo, mas porque agora os filhos são prioridade, e é difícil encontrar alguém que saiba entender essa relação. Cláudia conta que se tornou mais exigente com homens: “se for para somar, que venha. Se for para disputar, não me relaciono”. Na realidade, as mães solteiras acabam se vendo “mães” a maior parte do tempo, e esquecem-se de sua figura “mulher”. “Acabei, de certa forma, construindo um muro ao meu redor”, conta Naiara.
     Por mais que não tenha sido planejado, o fato é que as mães solteiras acabam aprendendo a superar as dificuldades e tirar proveito dessa relação única que têm com seus filhos. “A gente acaba se adaptando à situação em que está vivendo”, explica Ana Paula, que ainda está se ajustando a esse novo papel. E, no fim das contas, todas concordam que ser mãe, independentemente do que tenham almejado para si, foi a melhor coisa que já aconteceu. “Sempre desejei ser mãe e minha filha foi a realização de um sonho”, conclui Valéria.

Feliz Dia do Solteiro a todas as mamães que decidiram encarar a maternidade sozinhas!




10 de dezembro de 2010

Relatos :: Marilia Mercer



O Sonho

Tive um sonho no começo do ano de 2010. Nele eu estava parindo num hospital e quando vieram me mostrar o bebê eu perguntei antes para o Daniel (meu marido) o que era? E ele falou que era uma menina! Eu não acreditei, abri o pano que ela veio enrolada e vi que era mesmo! Acordei dando risada, eu sempre imaginei que teríamos um terceiro filho, mas jamais que seria menina!

O negativo

Durante o carnaval tivemos a notícia que uma amiga nossa estava grávida. Eu comecei a sentir uns sintomas estranhos e a menstruação tava uns dias atrasada. Resolvi fazer um teste de farmácia que deu negativo. O motivo de eu desconfiar é que estava esquecendo  muito de tomar a pílula e o Biel estava meio que desmamando. Com isso eu sabia que mesmo tomando o remédio a chance de engravidar era mínima, mas existia. No outro dia pela manhã a mesntruação desceu. Era dia 17 de fevereiro.

O Positivo

Dia 04 de abril nós fomos na Expo Londrina, uma feira que tem aqui em Londrina todo ano. Eu ainda não sabia que estava grávida. Andamos, comemos um monte e na volta passamos no mercado. Eu não passei muito bem o dia todo e o marido só de rabo de olho pra mim. No mercado passamos pelo corredor que fica perto dos peixes e me deu uma ânsia terrível! Voltamos pra casa eu continuei meio “mareada” e o Daniel foi buscar outro exame de farmácia. Enquanto ele via o clipe do Tim Maia no You Tube eu vinha com o resultado na mão. Positivo. Ao fundo tocava “ A semana inteira, fiquei esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver cantando…”. Eu fiquei muito feliz, ele mais assustado, o combinado era parar com a pílula em dezembro, mas em dezembro nosso bebê ja estaria por aqui. Com 13 semanas descobrimos o que o sonho já tinha dito, que era a Lais que estava vindo!

A gravidez, um susto.

Tudo tranquilo, com 20 semanas tive um susto, comecei a sentir contrações doloridas e num curto intervalo de tempo. Mas estava tudo bem, diminuí o ritmo e tudo voltou ao normal. Todos os exames ok. Lais até sorriu na fotinho 3D que o médico fez dela, enquanto isso eu ia elaborando mentalmente como seria o parto.

Planejando o parto.

A princípio a Patricia Merlin iria me doular, pensamos em um Parto Domiciliar, mas o tempo foi passando e sem ter uma equipe aqui em Londrina pra isso eu não estava mais confortável com a ideia. E apesar de estar tudo bem com a gestação e com a Lais eu sentia que o meu parto seria hospitalar, podem falar o que for, mas eu sentia isso sim. Então eu não estava criando mais muitas expectativas para um Parto Domiliciar. Se desse tinha dado e pronto. Se não eu não ia me estressar e iria pro hospital com alegria no coração hehe. Até porque confiança no meu GO eu tenho (agora mais ainda) de que ele iria me respeitar nos meus desejos de como eu queria que fosse o parto.

Como os partos anteriores foram bem rápidos e a Patricia mora em Maringá (cerca de uma horinha daqui) combinamos que a Lorena iria me acompanhar se a coisa ficasse meio The Flash. Lorena não é doula de formação, ela é fisioterapeuta e especialista em Yoga para Gestantes, e no curso de Yoga uma das coisas que se estuda é a doulagem, obviamente de um maneira menos profunda que em um curso de doula, mas eu sabia que ela estava preparada. Durante a gravidez eu li o livro Parto Ativo (foi a Lorena que me emprestou) e recomendo a todas que querem parir que leiam. Me ajudou muito!

O outro susto.

Com 34 semanas e 5 dias (mais ou menos) eu comprei as últimas coisas que faltavam pra Lais nascer. A menina é tão querida e abençoada (e nossos amigos tão amorosos) que nem era tanta coisa assim. Depois fomos ao mercado. Um dia antes comecei a sentir um desconforto lá dentro da… perereca (não tem como explicar de outro jeito) como se estivessem arranhando, e no mercado isso começou a aparecer novamente, mas de um jeito tão forte que eu tinha que parar de andar. Ligamos pro Dr. Alessandro que pediu pra me avaliar. Quando ele fez o toque, fez uma cara que pensei “ih, ferrô, tô dilatando”. E era bem isso, uns 3 cm e colo um pouco trabalhado, eu tinha um caminho: internar pra inibir.

Fiquei internada quase uma semana, e sinceramente foi bom para conhecer a equipe do hospital, ficar amiga das enfermeiras, conhecer o procedimento padrão deles, e de quebra ainda acompanhei o nascimento da Helena, filha da minha amiga Dani. Se estivesse em casa não conseguiria fazer repouso total. A Lais ainda não estava madura para estrear nesse mundão e quanto mais conseguíssemos manter ela dentro da barriga melhor seria!

Daniel se virou com os meninos, os três me encheram de orgulho cuidando da casa e deles mesmos.

Tem internet no hospital e isso foi ótimo pra eu não me sentir sozinha, já que o marido não poderia ficar comigo o tempo todo. Usei o MSN pra falar com o Biel na cam, até coraçãozinho com as mãos ele fazia hahaha!

Tive alta sábado dia 23/10 e viemos pra casa pra continuar a indução com comprimidos. Os meninos continuaram me ajudando e consegui me manter em repouso. Mas na madrugada do dia 24 pra 25 o Biel passou mal com vômitos e o Daniel levou ele pro PS, eu estava com o intestino meio estranho, pensei que era por causa do antibiótico. No dia 25 Mateus passou mal a tarde e também ficou no PS a noite, e enquanto eles estavam lá (a essa altura Biel tava com diarréia também) eu passei mal e vomitei. Toda força que eu não fiz durante os dias de repouso vou “ti contá” que fiz naquela vomitada. Liguei pro Dr Alessandro que me passou o remédio pra eu tomar pra diarréia (intestino estranho é o caramba, eu tava com virose!). Mateus voltou (branco da cor da parede de casa) do PS e fomos todos domir. Marido ensaiava a virose também, mas começou a tomar o que eu tava tomando e eu acho que deu uma “segurada” hehe.

O Parto

Na madruga de 25 pra 26 eu senti algumas contrações, comecei a contar o tempo, não tinham ritmo e nem eram doloridas, desencanei e voltei a dormir. 9 da manhã eu senti outra vez. Ai comecei a contar, estavam de 5 em 5 minutos e bem fortinhas, durando bastante tempo cada uma. Cutuquei o marido e falei das contrações e ele imediatamente levantou rapidão e já começou a se vestir. Liguei pro GO que estava atendendo outra paciente, falei com a recepcionista (Tati, valeu! :D ) que me pediu pra ir para o hospital que ele estava por lá mesmo. E lá fomos nós, antes de sair avisei a Lorena e ela também estava indo pra lá. Avisamos a Jana para vir aqui em casa pegar os meninos e fomos pro hospital.

10:15 Dei entrada pelo PS . Me levaram de cadeira de rodas pra maternidade, a princípio eu não queria isso, mas eu tava tão cansada, não tinha dormido bem, me sentindo meio fraca mesmo e não neguei a cadeira haha!

Chegando lá na ala da maternidade as enfermeiras todas sorrindo (ainda hehe) pra mim, perguntando se agora era a hora mesmo, eu tava tranquila entre uma contração e outra eu ia respondendo e conversando com elas enquanto o médico não chegava. Colocaram soro (SÓ SORO sem ocitocina nem nada) por causa da virose. No cardiotoco tudo ok, realmente as contrações estavam bem fortes e próximas uma da outra. Dr Alessandro chegou e fez o toque, 5cm de dilatação e colo totalmente apagado, Lais tava vindo com tudo! Isso que as 10 da manhã eu tomei a Inibina. Como eu ja disse antes o meu médico (Dr Alessandro, ou o GO :P ) estava acompanhando outra paciente (e não sei não ser não eram mais duas, não lembro mesmo) então como eu tinha tomado o remédio as 10 lá pelas 3 da tarde era pra Lais chegar. Isso nas contas de qualquer mulher comum, não nas minhas. Eu sabia que ela tava vindo e era pra já. Mas né… eu queria era curtir o parto.
Curtindo o parto rs...




Vinha a contração eu respirava fundo controlava pra não lutar contra ela e ela ia embora. E assim foi. Fiquei ali na salinha de exames até me levarem pro quarto onde fiquei sozinha por causa da virose (bendita virose, me permitiu ficar no quarto sozinha mesmo tendo plano enfermaria). Antes ainda conversei com a Ângela, uma companheira de internação que também estava inibindo, ela era paciente do meu GO e tinha parido um dois dias antes de mim, uma fofa ela, foi me desejar boa sorte e me contar como foi o parto dela.

Assim que eu entrei no quarto a Lorena chegou com a bola, fiquei ali um tempo (a partir daqui eu não tive mais noção de tempo mesmo, as coisas simplesmente aconteciam) sentada, rebolando, respirando e… comecei a sentir o cheiro da comida do hospital.

- Ahhhh! Que cheiro de comida ruim!!!

Em menos de 3 segundos o Daniel ja tinha me trazido o lixo pra eu vomitar haha! Tá esperto o marido! Me deram um Dramin na veia que doía mais que a contração.
Cheiro de comida ruim...




O Dr Alessandro voltou e fez mais um toque, estava com 6cm, só que eu tive que deitar pra fazer o toque e isso não é legal. Começou a doer muito cada contração e o máximo que consegui fazer foi me virar pro lado esquerdo pra não ficar de barriga pra cima. E tava doendo muito (uma enfermeira veio me perguntar se tava doendo muito BEM no meio de uma contração), a Lorena fazia massagem de uma maneira tão gostosa, aliviava muito! Sempre me lembrando quando respirar e como respirar, meu Deus como isso ajudava! Daniel e ela se revezavam na massagem nas costas e na compressa de água gelada na testa, as vezes eu pegava a compressa e mordia, outras eu torcia, batia na parede (hahaha, isso foi algo que eu não esperava mas bater na parede aliviava a dor). Eu sabia exatamente quando era um e outro que me tocava, mesmo com os olhos fechados. Lorena se ocupou também em reduzir a luz, o braulho e movimentação no quarto.

Nessa hora eu só pensava em uma coisa:

- Eu não posso ficar nessa posição, preciso mudar!
Lorena fazendo massagem




Vomitei outra vez (sim, tenho estômago fraco) mas nem pra vomitar eu consegui sair da posição que eu estava!

Chegaram a preparar o chuveiro pra me aliviar, mas eu não conseguia sair da cama.

Assim que terminava uma contração começava a outra. Foi bem difícil essa parte. Até que comecei a conversar com a Lais:

- Filha, vem logo, vamos acabar com isso de uma vez. Mamãe tá fazendo a parte dela, aguenta firme, já vai acabar. Eu não escutei mas percebi o Daniel orando por mim, me senti tão amparada nessa hora, e me deu uma tranquilidade muito grande, consegui dar uma descansada, desconfio eu que estava em transição porque foi um alívio enorme!



E até que enfim consegui levantar, fiquei nos pés da cama em 4 apoios com vários travesseiros embaixo de mim, engraçado que eu imaginava mesmo que iria parir assim, por causa da escoliose essa é uma posição ótima pra descansar e por outro lado dá bastante firmeza que eu acho que não teria se estivesse de cócoras, e da maneira que estava não daria para fazer cócoras sustentada porque o marido não conseguiria subir na cama e muito menos eu conseguiria descer!

E começaram os puxos! O GO não tinha voltado ainda, foi uma correria! Eu tinha muita vontade de gritar, e gritei! Isso fez com que o quarto ficasse branco de enfermeiras, eu entendo o lado delas, mas me tiraram completamente a concentração!

A Enfermeira mandou vir uma maca pra me levarem pra Sala de Parto, só que o combinado era que eu NÃO iria pra lá! Entre uma contração e outra eu gritava e tentava explicar que eu já tinha combinado com o GO que eu teria o bebê no quarto. A mesma pessoa me falou pra não gritar (e aí que eu gritei mais forte ainda, só de birra mesmo) e que era pra eu segurar porque o pediatra que eu tinha escolhido não tinha chego ainda. Pois é, noção de Parto Ativo nenhuma. Eu entendo que ela estava preocupada com a Lais, porque ela foi prematura, mas eu me limitei a perguntar:

- Mas querida, não tem NENHUM pediatra nesse hospital??? Chama o que tiver!!! Eu não consigo segurar!

Depois ela veio com umas de Kit pra Episio, eu até queria argumentar, mas não deu.

E meu  marido já foi se esquentando falando que se ela mandasse eu parar de gritar de novo ele ia começar a gritar também (pelo menos desviou ela de falar comigo, na boa, tava atrapalhando) e nisso o Dr Alessandro chegou esbaforido, veio correndo pela escada (tem como não amar um médico que vem correndo te ajudar no seu parto?) eu quaaaase ri na hora porque ele tava respirando mais que eu, mas as contrações não me deixaram demontrar o meu bom humor haha! Ele gentilmente tirou todas as enfermeiras do quarto.

Ficaram Eu, Daniel, Lorena, ele e o pediatra do hospital (Dr Akira se não me engano).

E aí os puxos (vontade de fazer força) aumentaram e a Lorena me lembrou de algo bem importante relacionado a respiração, ela veio bem no meu ouvido e falou baixinho:

- Faz a força no final da expiração. E me abraçava.

O Daniel ficou apoiado na parede (coitada da parede haha) com o braço esticado pra eu me apoiar, fez força junto comigo.

Nisso o Dr Alessandro perguntou se eu não conseguia ficar mais vertical, e eu não consegui. Não tinha como, eu precisava ficar de 4 mesmo. Ele falou que não fazia mal, fiquei do jeito que me senti melhor.

A bolsa estourou, por pouco a Lais não me nasce de bolsa e tudo!

E as dores começaram a diminuir, e a vontade de fazer força aumentar. Comecei a sentir arder tudo (acho que que se existe o tal “círculo de fogo” deve ser isso aí mesmo) e fiz mais uma força, o Dr falou:

- Ela já está aqui!

Isso me deu uma emoção tão engraçada que parece que parou tudo, eu perguntei:

- Posso pegar na cabecinha dela?

E peguei, e quando eu vi que ela estava realmente ali eu fiquei revigorada, comecei a fazer a força quando tinha vontade e no fim da expiração como a Lorena falou, eu acho que foram mais 3 forças e ela saiu, eu senti ela escorregar toda quentinha, essa sensação que eu não tive em nenhum dos outros partos por causa da anestesia!

Eram 12:58 do dia 26/10/2010!

O Dr Alessandro me passou ela pelo meio das minhas pernas e deixou ela deitadinha, eu logo peguei ela no colo e só sabia dizer que ela era gordinha, linda, parecida com o Biel, cabeludinha, e ela chorou pra mim! Me tranquilizou! Era como se ela dissesse que estava tudo bem, que tínhamos conseguido, que o sonho que eu tive agora era real! Aquele cheirinho de bebê que acabou de sair da gente! Olhei pra Lorena e disse, eu consegui!
:~)




O GO esperou o cordão parar e cortou, entregou a Lais para o Pediatra que levou ela para os primeiros cuidados (como ela era prematura eu nem questionei nada, ela foi mesmo ter todos os cuidados “padrão”, mas o Daniel foi com ela e falou que o Dr foi um anjo, que tratou ela com respeito). Ela teve Apgar 9 e 10!!!

Enquanto Lais foi com o pediatra ficamos eu a Lorena e o Dr Alessandro esperando a placenta, que saiu bem rapidinho até, me levaram pra sala de exames pro GO avaliar se tinha lacerado e se precisava de pontos, não precisou!

Como o pediatra da Lais não conseguiu chegar a tempo (estava se preparando pra chegar as 3 da tarde) ele por telefone pediu que ela ficasse em observação no berçário. Colocaram ela numa incubadora onde ela tacou o terror arrancando a tornozeleira de identificação, “mamando” na máscara de oxigênio, o pai sempre do ladinho dela.



Assim que consegui levantar, comer, tomar banho eu fui lá pra ficar com ela e só desgrudei pra ligar pro Pediatra pra ver se ele liberava ela pro alojamento conjunto, e ele liberou, no fim da tarde eu estava com ela no quarto, insistindo pra ela mamar e ela começou a sugar a noite. Era o único bebê que estava mamando, nem os que nasceram a termo estavam mamando! Ela chegou a tomar complemento de leite humano no berçário, mas assim que chegou no quarto foi só o da mamãe mesmo! Meu leite desceu em 2 dias, tivemos alta e viemos pra casa, ela é uma fofa!
Nós de alta




Sobre tudo isso e mais…

Se você quer parir precisa SE preparar pra isso. Ler sobre o parto, de preferência ter um doula! Eu diria que é essencial ter uma!

Deve procurar um profissional (médico ou parteira) que realmente te respeite e não ache bobagem ou “perfumaria” os seus desejos sobre o seu parto.

Você pode idealizar, imaginar como vai ser, mas a grande verdade é que é uma experiência surpresa! E vai ser melhor do que você imaginava.

Parir dói, pra mim doeu, mas como já disse até o Dramin na veia tava doendo mais, sofrer por causa das dores ou se deixar levar por elas é uma opção sua.

Eu tive o parto do meu sonho, e o parto que eu sonhava.

18 de novembro de 2010

Relatos

Bom dia pessoal. :)
Meu nome é Virginia, tenho 2 filhos. Natália de 7 anos e Artur de 5.
Desde que comecei a pensar em engravidar, o episódio parto sempre foi discussão constante na minha cabeça.
Muitas discussões com meu marido, nas listas de discussão na internet, e a conclusão óbvia (para mim) de que queria um parto domiciliar.
No meu primeiro parto, esse desejo não se realizou, por motivos diversos que contarei na minha próxima postagem. Mas no segundo filho, a vida me presenteou com a realização desse parto, cujo relato completo você lê abaixo.

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Mesmo morando em Brasília, logo decidi que realizaria o parto com o Dr. JK (de São Paulo), na casa da minha mãe, que mora em Campinas (interior de SP), fiz o pré-natal mensal com uma médica em Brasília e visitei o Dr. J. todas as vezes que estive em São Paulo. No entanto, em virtude de uma trasnferência de trabalho do meu marido, mudamos pra São Paulo no oitavo mês de gravidez, o que acabou com qualquer impecílio de ter o parto acompanhado do Dr. JK. Teríamos nosso bebe na nossa casa mesmo!!!
Esse parto foi muito diferente do primeiro, e começou com pródomos uma semana antes do "dia P"... passei 3 madrugadas com contrações frequentes, mas sem ritmo e que paravam pela manhã.
No dia 21 de março decidi que iria tentar dar uma ajudinha pro TP... hehehe... então almocei um chilli bem apimentado e a noite consegui convencer o Edson a namorarmos um pouco, ele tinha o tal receio de machucar o bebe, mas cedeu!!!
Quando fui me deitar estava com algumas contrações fracas, mas não liguei muito por causa das noites anteriores e dormi... No entanto, quando a Natália acordou as 0:30h (do dia 22/03) as contrações estavam bem mais fortes e frequentes... ninei um pouco e ela dormiu novamente.
Saí do quarto dela direto pro chuveiro... as contrações já estavam incomodando bastante, e eu precisava ficar de cócoras... tentei cronometrar os intervalos e durações, mas não consegui... as contrações só ficaram mais fortes e frequentes.
Saí do banho e comecei a contar as contrações, chegando a 12 contrações em 30 min, chamamos Dr. JK e minha mãe (que ainda tinha que vir de Campinas)... isso eram 2:30 da manhã.
Fui colocar a casa em ordem... hehehe... arrumar a lavanderia para prender o cachorro, botar em ordem uma bagunça da Natália na sala, colocar tesoura na solução de iodo, separar algumas das coisas pro parto... tudo isso me acocorando nas contrações a cada 2 ou 3 minutos.
Minha doula chegou, ficamos na sala conversando... eu continuava a acocorar a cada contração e ela cronometrava o intervalo e duração... 5 contrações a cada 10 min, que duravam de 40/50 segundos. Ela desconfiou de falso trabalho de parto...
Dr. JK chegou, acompanhado de suas assistentes... continuamos ali na sala... ouvimos os batimentos do Artur e estava tudo ok! Confirmamos alguns itens do plano de parto, e nesse ponto as contrações estavam bem incomodas e eu já tinha cansado de ficar de cócoras. Além disso, comecei a sentir umas vertigens e acabei ficando ajoelhada no chão, jogando o corpo pra trás quando vinham as contrações.
A madrugada esta fria... mas eu sentia muito calor... então todas as janelas da sala estavam aberta... eu só via todo mundo morrendo de frio... mas fazer o que, ne? Naquela hora quem "mandava" era eu!!! hehehe
Recomendaram que eu comesse alguma coisa salgada, comi algumas azeitonas... mas eu só queria ir pro chuveiro... melhorei um pouco das vertigens então decidi tomar o banho.
Mas antes, resolvemos fazer um exame de toque (o único, graças a Deus)... no qual constatou-se a dilatação total... Dr. JK achou que ele nasceria bem rápido então abortamos o banho.
Sentei na baqueta de parto de cócoras, com a doula me amparando e comecei a fazer força bem de leve durante as contrações, pois tinha como grande objetivo nesse parto, evitar a laceração perineal.
O tampão só saiu nessa hora, apesar de eu ter achado que ele tinha saído alguns dias antes....
Nesses minutos, assim como no parto da Natália, eu ouvia o que as pessoas falavam, queria até fazer comentários, mas não conseguia! Eu estava na "partolândia"... hehehe
Minha mãe finalmente chegou de Campinas e a doula ofereceu o lugar dela, e foi ser a cinegrafista, enquanto o Edson fotografava...
Tive sede e como é bom estar em casa... rapidamente me deram um bom copo de água gelada... era tudo o que eu precisava.
Com um espelho, pude ver a cabecinha aparecendo, ainda envolvida na bolsa... aliás nas fotos, dá pra ver direitinho o "azulzinho" da bolsa... muito legal!!! Eu queria que ele nascesse "emcapsulado" (envolto na bolsa d'água), mas não... alguns minutos antes de ele coroar a bolsa estourou, fazendo um ploc engraçado.
Impressionante como as crianças sentem as coisas... no momento que o Artur coroou, a Natália (que dormia todo o tempo no quarto dela) acordou!!! Putz... me chamando... ainda bem que já estava no final e consegui me manter concentrada no nascimento do Artur, enquanto o Edson foi atender a Nat... Ele correu e passou a Natália pro meu irmão que aguardava na sala e voltou correndo...
Nesse instante, as 5 da manhã do dia 22 de março de 2005... o Artur nasceu... de quina pra Lua, ou seja olhando pro céu!!

O Dr. JK o pegou e rapidamente passou pras minhas mãos e o coloquei sobre meu peito... ele foi coberto com algumas fraldas de pano e ficou encostadinho em mim!!!
Em questão de segundos após o nascimento do Artur, a placenta já saiu... realmente super rápido.... no entanto eu tive um sangramento excessivo e a equipe achou melhor ministrar uma injeção de ocitocina, para evitar uma hemorragia maior!
O cordão foi cortado pelo pai, somente após parar de pulsar, mesmo com a nossa incompatibilidade de Rh, que preconizaria o corte precoce do cordão!!!
A Natália veio conhecer o irmão assim que ele nasceu... ADOROU... ficou chamando de "Tutu", que é apelido que ela deu à ele, logo que descobrimos o sexo do bebe... foi lindo ver o encontro dos dois... assim como é lindo ver o carinho com que ela trata o irmão!

O Artur nasceu com apgar 9/10, pesando 2950g... não recebeu colírio nem vitamina K... mamou direitinho desde a primeira vez que foi colocado no peito!
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Essa é a história do meu segundo parto, espero que tenham gostado de ler.
Se você quiser ter seu relato publicado aqui no Test Drive Mami, escreva para mim.
bjos, bom feriado e até a próxima postagem. ;)

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