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9 de setembro de 2013

Quê que tem na bolsa do neném?


TDM resolveu fazer uma pesquisa com nossas leitoras para descobrir o que cada mamãe leva na bolsa de seu bebê. Serão várias postagens sobre o que levamos para os nossos filhos, de diversas idades e em diversas fases. Tem bolsa de mãe de primeira viagem, de segunda, terceira e assim por diante. Você verá como é interessante! Verá as coincidências, os exageros e também as particularidades levando em conta a região onde moram e o que as mães preferem levar!

Nossa primeira convidada é a Dina Ulbrich, mãe do Felipe (3 anos) e da Helena (2 meses) que escreve sobre seu dia a dia no blog A nossa Alegria.

Abaixo, fotos do que a Dina leva na malinha da Helena, dá pra perceber que não é mala de mãe de primeira viagem né?




Aqui tem:
- 2 trocas de roupa;
- 2 conjuntos de body + calça;
- 1 manta de Plush;
- 1 manta de Piquê;
- 6 fraldas;
- Carteirinha de vacinação;
- Faixinhas para cabelo;
- Chupeta;
- Toalhinhas de Boca;


Já, na mala do Felipe, quando era bebê, Dina nos conta que era imensa e que levava de tudo: Pomada, Xuquinha de chá...

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Lembro que a primeira vez que saí com o Arthur eu levei de tudo! Eram 2 ou 3 trocas de roupa de frio e de calor, um absurdo de fraldas, paninhos, álcool gel, garrafa térmica com água morna e algodão, cotonete, todo tipo de remédio e até aspirador nasal! Chupetas, mamadeiras, meias, toucas, toalha, cobertas, nossa... uma infinidade de coisas e tudo isso para ir ao pediatra na esquina e de ônibus! Coisa louca né? Coisa de mãe de primeira viagem!

A grande verdade é que não existe receita mágica! Temos que levar o mínimo possível para não carregar peso, tomar cuidado com os exageros e tentar ser o mais prática possível. Mas me diz, você conhece alguma mãe que não seja prática? Não né? A não ser as mães exageradas como eu! (risos).

1 de maio de 2013

RN x Família: como lidar

42 24519133 300x232 Cuidados com Recém Nascidos   Dicas




Passamos por tudo na gestação, sentimos tudo, as dores, os enjoos e os incômodos, sem contar os episódios de azias e chutes. Passamos pelo trabalho de parto e quando trazemos o pacotinho pra casa vem um monte de pessoas, que você nem tem afinidade, encostar aqueles cabelos sujos e aqueles rostos suados e oleosos em nosso pequeno bebê. Sim, nós mães (as sensatas) sabemos o que você sente. Sabemos que você faz o melhor e que vai existir sempre alguém que acha que pode fazer melhor do que você.

Eu me sentia assim. Ficava doida com a minha mãe encostando o cabelo no rosto do meu pequenino, e quando ele chorava por um longo período, me sentia a mais fracassada das mães quando alguém o pegava no colo e o fazia parar de chorar. Você se sente assim? Então, eu ainda me sinto, sabia? Não me esqueço da cena da minha vizinha o pegando no colo em meio a uma crise minha e o fazendo parar de chorar mostrando que ela sabia fazer e eu não! Até hoje me lembro disso!

As pessoas não fazem isso por mal, acredite. Sua sogra, tia, cunhada, amiga... jamais vão se levantar na sua frente para fazer o bebê parar de chorar só pelo capricho de te ver irritada. Certamente fazem para te ajudar, e não percebem o quanto isso magoa. É claro que algumas pessoas são mais antenadas e não fariam isso com você, mas o fato é que 99% das pessoas não tem "semancol" e você vai ter que enfrentar esta fase com alegria e um sorrisinho no rosto.

Pense que, quando alguém vai fazer no seu lugar alguma coisa, você ganhou um tempinho para descansar. Acredite, seu filho jamais cobrará isso de você e sabe porque? Você se lembra de como era sua vida de recém-nascida? Então, seu filho também não irá se lembrar! Acredite!

E não se preocupe, mãe de recém-nascido nada mais é do que um ser a disposição da pequena criatura faminta, fazedora de cocô e pronta para sentir cólicas e te deixar preocupada sem sequer olhar nos seus olhos e lhe dar um sorrisinho como agradecimento! Mas isso vai passar, o importante é sempre desabafar com alguém de confiança quando se sentir assim, e nunca ficar remoendo aquilo que não gosta, você tem o direito de escolher o que é bom ou não para seu filho e as pessoas terão que respeitá-la. Mas tente levar as coisas menos a ferro e fogo, não se preocupe, é preciso cautela. Mas também não se pode privar o bebê do contato com outras pessoas, assim poderão desenvolver as defesas em seu organismo.

Eu passei por vários momentos de histeria, raiva, nervoso enquanto meu marido ficava sentado sem nem se importar com estas coisas  - acho que porque são obrigações de mãe, sabe? Ou somente ele ache que é isso, não sei! As pessoas até hoje me olham com ar de reprovação quando digo que existe rotina, que ele não toma refrigerante, que ele tem horários pra comer e etc e quer saber? Não tô nem me lixando com isso, porque quando eu era filha eu obedecia aos outros, agora que sou mãe quem manda sou eu! Rá!


Tente ser mais flexivel, aproveite pra descansar, isso não quer dizer que não ame seu filho viu? Você vai enfrentar, muitas vezes, gente que acha que sabe mais do que você. Faça com que estes conselhos entrem por um ouvido e saiam pelo outro sempre que forem desnecessários.

Se você achar que seu filho está correndo perigo ou se você estiver se sentindo insegura, aí fale! Fale pra pessoa que você não fica confortável com a situação, explique que você não gostaria que pegassem tanto no colo, que é preciso respeitar os horários, a rotina e o que você estabelece como correto.

Diga que as pessoas devem respeitar quando ele está no berço, que não é hora de mexer no bebê quando ele está quietinho. Desta forma, as coisas devem fluir de maneira mais tranquila e você verá que, mesmo com todo esse tato e essa cautela, as pessoas ainda vão continuar falando de você, continuar se metendo... mas isso não vai mais te afetar.


E não se preocupe, eu achava que meu pequeno, quando RN, era ingrato (risos), eu chorava porque eu era uma máquina de dar de mamar e trocar fralda, que eu não servia para mais nada, nem pra fazer parar de chorar porque qualquer pessoa sabia fazer, menos eu. O fato é que, nestas situações, quanto mais nervosa e mais ansiosa você fica, menos o bebê se acalma, e é por esse motivo que outra pessoa consegue obter êxito e você não.

Não é porque você não é capaz, mas o bebê te conhece, sabe quando você está nervosa, passou pelo menos 40 semanas ouvindo suas batidas do coração, sua respiração, sabe quando você está bem e quando não está... tanto é que, muitas vezes, só o aconchego do colo da mãe pode fazer milagres. Mas se você estiver nervosa, irritada ou ansiosa, o bebê vai perceber e ele não irá se acalmar suficientemente para parar de chorar.


O choro é a forma como a criança se comunica, é assim que ela diz o que sente: se tem frio ou calor, se tem fome, se não gostou de uma brincadeira. A gente acha que é só porque dói que eles choram, e não é.

Com o tempo você aprenderá a identificar os tipos de choro e verá que para cada situação o bebê chora de forma diferente, ou seja, se comunica.


Portanto, mantenha a calma, a serenidade e quando não estiver conseguindo fazer algo, permita que outras pessoas façam por você, isso não faz de você uma mãe incapaz mas sim uma mãe que se respeita e que zela por seu filho.


27 de novembro de 2012

É menino ou menina?



Nada de ultrassonografia ou sexagem fetal. Nossas mães e avós não tiveram nenhum desses aparatos para descobrir o sexo do bebê.
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Há quem diga que os métodos antigos funcionam, assim como quem acreditou neles e quebrou a cara.
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Verdade ou não, vale a pena conhecer algumas técnicas utilizadas para se descobrir o sexo do bebê e se divertir com elas.
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  • Posição: Preste atenção no lado em que você dorme. Se prefere dormir virada pro lado seu lado esquerdo, é um menino. Se para o lado direito, você está esperando uma menina.
  • Enjoos: As garotinhas não costumam ser doces com suas mães, causando fortes enjoos e náuseas.
  • Mãos: Se suas mãos estão secas, será menino. Agora se estão macias, é uma menina.
  • Comida: Seu estômago fala por você. Se você prefere alimentos cítricos, vá preparando o quarto rosa.
  • Movimentos: Você anda tropeçando, toda desajeitada? É menina!
  • Rosto: Cara redonda como bolacha Maria? Menina!
  • Paladar: Se você anda comendo mais comidas salgadas, como batata, frituras, pipoca, pode ser um menino. Mas se seu apetite por doce é voraz, há uma menina a caminho.
  • Humor: Seu humor parece uma montanha-russa? Em 5 minutos você riu, chorou e agora está nervosa. É porque é menina.
  • Barriga: Para cima é menina, para baixo é menino.
  • Bebê: Se ele se acomodou na frente da barriga, é menino. Se está mais espalhado, é menina.
  • Pêndulo: Segure uma correntinha com um pingente sobre a palma de sua mão. Se ele girar, é menina. Se for para frente e para trás, é menino.
  • Palma: Se alguém pedir para ver sua mão e você mostrar a palma, é porque é menino. Se mostrar o dorso, é menina.
  • Amigo: Peça a opinião de um bebê menino. Se ele se interessar pela barriga, é menina. Se ignorá-la, é menino.
  • Alho: Como alho. Se o cheira exalar pelo seus poros, é um menino.
  • Chave: Pegue uma chave. Se for pelo lado arredondado, é menino.
  • Par: Se sua idade e o ano de concepção forem ambos par ou ímpar, é menina. Se um for par e o outro ímpar, é menino.
  • Batimentos: Se a frequência cardíaca do bebê for maior que 150 bpm, é menina. Menor, um menino.
  • Estresse: O sexo do bebê tende a ser igual ao do genitor que estava menos ansioso na época da concepção.
  • Sonho: Se seus sonhos são sobre ter uma menina, você terá um menino. E vice-versa.
  • Peito: Se sua mama direita estiver maior, você espera uma menina. Se for a esquerda, um menino.
  • Tabela Chinesa: Baseada no mês da concepção e a idade da mãe.

Tabela chinesa sexo do bebê

    As informações foram traduzidas daqui, a tabela saiu daqui e a imagem daqui.

    E você? Conhece alguma "mandinga" "simpatia" "mágica" para adivinhar o sexo do bebê?

4 de dezembro de 2010

As primeiras semanas

Mamar, dormir, sujar fralda.  "Só isso?" -  a gente se pergunta.

Mas, não! Não é só isso! Primeiro porque quem opta pela livre demanda bem sabe que mamar, nas primeiras semanas, ocupa cerca de 10 horas por dia, ou mais! Sem falar durante a noite, que estamos super-hiper-mega cansadas, e os pequeninos acordam, para que? Mamar, é claro!

Não sei se é porque já me acostumei, mas acordar durante as madrugadas já não é mais um problema. Nos primeiros meses, a Lara dependia tanto, mas tanto de mim (mais do que hoje) que a gente só quer uma boa noite de sono, e quando não dá (e normalmente não dá mesmo),  falta a gente se fingir de morta e se render ao LA, para que o marido/namorado/pai da criança levante e dê a mamadeira para podermos descansar. (Sim, eu fiz isso algumas poucas vezes. E não me arrependo, afinal, sabiam que a mãe precisa estar descansada para produzir mais leite, e assim tornar a amamentação um momento mais agradável tanto para ela quanto para o bebê?)

Normalmente, quando não estão mamando estão dormindo. Mas, é tanta coisa que a gente tem para fazer (arrumar casa, lavar roupinhas, comer, tomar banho, mexer na internet - não podia faltar), que quando vamos ver - puf - o tempo passou num piscar de olhos, e o bebê está ali, com os olhinhos abertos, esperando por um bom mamá!

Todo mundo nos dá essa dica: "se o bebe dorme, você, mamãe, tem que dormir também", mas eu mesma não a seguia. Quando a Lara dormia, tudo que eu mais queria fazer era aproveitar meu tempo para fazer as minhas coisas. Às vezes eu terminava, e ela ainda estava dormindo, mas eu achava que ela poderia acordar a qualquer momento, e por isso não dormia. Pensava: "Ah, vai ser eu deitar para ela acordar. E se eu dormir só por 10 minutinhos sei que vou ficar mal humorada e mais cansada, querendo mais". E então, eu não dormia. E se passavam mais meia hora, 1 hora, até a Lara acordar. E eu, boba, ficava cansada e com mal humor a noite! pff....

Ou seja: DURMAM!!! MESMO! Deixem para fazer suas coisas num final de semana, ou num dia em que esteja descansada. Durma mesmo! Lembrem-se de um mandamento das mães no primeiro mês: "Não terás mais compromissos pessoais, tudo girarás em torno do filho, e só!!"

O ideal nesta época, é ter alguém em casa para nos ajudar, seja uma empregada, a mãe, irmã, tia, sogra! Alguém para deixar a casa em ordem, lavar roupa, passar, ficar com o bebê enquanto tomamos banho, comemos ou damos uma cochilada, e, o mais importante, alguém para preparar almoço gostoso e lanchinhos nutritivos. Emagreci tanto no primeiro mês, porque eu não tinha tempo de preparar lanches entre as refeições, e acabava por tomar um suquinho, ou tomar um iogurte. Nada que desse trabalho; (está ai uma outra coisa IMPORTANTÍSSIMA para a amamentação. Estar bem alimentada e ingerir muito e muito líquido!).

Mas, a nossa rotina não fica por ai, porque muitos bebês sofrem de cólicas/gases, e outros de refluxo. Para minha sorte, o refluxo forte da Lara começou apenas no meio do segundo mês e as cólicas não demoravam muito para passar!

A verdade é que nas primeiras semanas, a gente fica louca, com a cabeça nas nuvens (ou melhor, no filhote). O Lucas, meu namorado, dizia que eu não tinha condição de fazer nada, nem mesmo de manter uma conversa mais profunda por mais de meia hora. E ele estava certo. Não tinha concentração para mais nada, a não ser fazer de tudo para ser uma boa mãe. E acho que é assim que deve ser. Temos que nos abster de nossa vida, pelo menos no primeiro mesinho, para ficarmos 100% por conta dos filhos. Eles merecem, e nós também. Essa acaba por ser uma fase de adaptação, difícil, demorada, às vezes sofrida para alguns, cansativa. Tem dia que a gente chora, achando que não vamos dar conta, outro dia a gente chora de orgulho, porque demos conta; Tem dia que você olha para o filhote com fome e pensa: 'mas já?? Não dá para esperar só mais 10 minutinhos?'. Há momentos que você se sente cansada e tudo que mais deseja é estar grávida de novo para poder dormir a vontade, o tanto que quiser, e ser paparicada o tempo todo!  Mas, apesar de toda preocupação, medo e insegurança que nos consome, é uma fase que nos traz muitas conquistas, tanto pelo lado da cria, quanto pelo nosso lado mãe.

Hoje dou banho, mamá, troco fralda, como se eu tivesse feito isso a minha vida toda, todos os dias;

Como rapidamente, e faz tempo que não tomo um banho demorado, que a gente deixa a água cair e fica pensando na vida, só para estar ao lado da Lara quando ela precisar de mim;

Sei o que ela quer só pelo jeito que ela chora ou olha para mim;

Já sei o que fazer quando ela tem cólica ou quando quer dormir.

E tudo isso, devo aos meses passados que me dediquei 100% à minha princesinha.

Hoje, após 3 meses do nascimento da Lara, ela é uma 'nenenha' super feliz, risonha e muito tranquila. Não chora quando acorda, porque sabe que eu a escuto mexendo no berço e logo estarei com ela no colo, alimentando-a ou dando beijos de bom dia. Reconhece a mãe e o pai claramente, atravez de todos os sentidos possíveis: voz, toque, cheiro, olhar... e sente, também, o amor gigante que temos por ela, e que só cresce a cada dia mais.


Não importa o perrengue que a mãe (e o bebê) passem nos primeiros meses. O importante é ter a cabeça no lugar, ter muito paciência e ser forte, porque, não importa o que digam ou pensem: vamos conseguir, sempre! =D E passa, tudo passa, e nos meses seguintes, tudo o que vão sentir é saudade!

Beijinhos,

24 de novembro de 2010

Cólicas - O que eu aprendi

Oi pessoal!

Hoje minha pauta será sobre um assunto que eu PRECISAVA escrever aqui. Precisava, pelo simples fato de eu ter sofrido absurdamente com as cólicas da Ana Clara, minha filha que hoje está com quase 5 meses.

A Clarinha nasceu muito bem, sem complicação nenhuma e assim foi até uns 20 dias. Eu achava que iriamos nos livrar da cólica, até porque a minha filha dormia muito bem, se alimentava bem e raramente chorava.Do nada tudo mudou!De uma hora para outra, choro, irritação, feição de dor, gritinhos, barriguinha distendida e o pior NÃO DORMIA de maneira nenhuma.

Para vocês terem idéia da Sra C-ÓOOOOOlica que a Ana Clara tinha, eu cheguei a ficar 48 horas acordada com ela. Ela não tinha mais expressão nenhuma de felicidade (muito menos eu), levei ela em um otorrino para ver se não era ouvidinho ou garganta e não era nada.Procurei fazer massagens, dar chás, deitar de bruços no meu colo e tudo quase em vão...ela só dormia quando estava esgotada, mas dali 2 horas acordava novamente.

Não aguentava ver a minha pequena naquela situação, na época eu amamentava exclusivamente e na maternidade a nutricionista tinha me garantido que o que a mãe comia não tinha relação com cólicas, mas percebi que quando eu tomava Coca-Cola a situação parecia piorar.
Parei de comer feijão, tomar refrigerantes, comer carnes vermelhas, usar tempero demais, comer doces, tomar leite e mesmo assim não senti diferença.

Eu ficava como um zumbi, até mais ou menos 6h da manhã, com a Ana Clara no colo.Estava em estado de calamidade, meu leite secou e eu não tinha apoio do pediatra que pedia para eu ter paciência.
Apelei para os remédios, dei simeticona, dimeticona, flagass baby e tylenol (que ajudava um pouco) as crises eram diárias e duravam em média 12h.
Como diz A LENDA isso passaria como mágica no terceiro mês (que foi esperado com ansiedade aqui em casa), mas não foi o que aconteceu.Confesso que eu já estava mais perdida que barata tonta, não sabia o que fazer e já tinha tentado de tudo.
A palavra do médico foi a saida, parei de entupir minha filha de remédios e deixei as coisas fluirem e tive mais paciência, comecei a acreditar mais na FUNCHICÓREA (eu dava 3 medidas por dia, religiosamente) e na ENERGIA que eu passava para ela nesses momentos.
Isso fez com que o nosso problema melhorasse consideravelmente, outra coisa que eu fiz foi trocar o NAN 1 pelo APTAMIL e percebi uma boa melhora, ela não golfafa exageradamente e nem tinha o abdômem dilatado como antes.

Com 3 meses e meio eu estava bem mais feliz, porém, ainda dormia pouco e existiam dias de sufoco em que a MALDITA batia cartão lá em casa.Eu faço faculdade longe, dirigia 2 horas para ir e 1 e meia para voltar, chegava esgotada.
Pelo o que o pediatra tinha me dito as cólicas são diferentes de crises de gases e existem pois o intestinos dos bebezinhos não são suficientes maduros, não há como prever e aparece geralmente entre 20 dias e 3 meses.Há um índice maior em meninas, fatores genéticos influenciam e existe a sorte...rs, pode ser que seu filho tenha e o do vizinho não.
Por conta própria comecei a dar frutinhas para a Clarinha, comecei com o mamãozinho batido no leite dela como uma vitamina, resultado?Já no primeiro dia ela dormiu híper bem, SEM CÓLICAS. E assim eu fui indo, nos dias que eu não dava as frutas ela tinha cólicas, então, as frutas passaram a ser componentes essenciais na alimentação da minha filha.
Acredito que isso SIM resolveu o NOSSO problema, mas o que pode ter dado certo com a gente pode não dar certo para outras pessoas.

Sei muito bem que existem mães que são contra a dar remédios e etc, há muita mãe radicalista por ai. Mas, tenho certeza que se elas passassem por o que eu passei um dia se quer, mudariam de opinião.

Meu conselho aqui, siga seu coração. Para cólicas, nada é milagroso, apenas o amor e a paciência das pessoas que cuidam do bebê. A energia que você passa para a criança é essencial nesses momentos, tudo o que eu fiz foi válido, mas não existiu nada que "curasse", cada dia era um dia.
No nosso caso, a introdução das frutas ajudou e MUITO, além disso a funchicórea que até hoje eu uso.

Beijos enormes,

Fá Espirini
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22 de novembro de 2010

O que Olívia usou - De recém nascida até os 4 meses

Quando estamos montando o enxoval do bebê compramos muita coisa que nem usamos e deixamos de comprar muita coisa! Com isso em mente, resolvi ajudar as mamães que estão montando o enxoval! Aqui coloco o que eu comprei E usei muito com Olívia! É preciso levar em conta os seguintes fatos:

1) Olívia nasceu pequena: 45 cm e 2.840 gramas
2) Ela nasceu em pleno inverno
3) Eu moro no sul, onde o inverno é frio MESMO!
4) Eu sou daquelas que não gosta de usar roupas em tamanho maior! Gosto do tamanho certo!

Com isso em mente, segue o meu enxoval:

Para a maternidade e primeiros 20 dias

Eu achava que não ia precisar de roupas RN, mas precisei sim. Se o bebê nascer com menos de 3 kg ( o meu caso) se usa ainda mais e tem que ter:

- 6 macacões com botão em plush (se o bebê nasceu no inverno) - Isso levando-se em conta que você lave roupa 1 vez por semana, pelo menos. Se passar disso, é melhor comprar 8.
- 10 bodies manga comprida se você mora em um local frio - eu usava 1 por dia
- 6 pares de meia - 1 por dia tbm
- 10 calcas sem pé - As calças com pé são encômodas! O bebê perde a meia lá dentro e vira uma coisa chata que só sai do lugar! Nem perca tempo comprando calças com pé!
- 5 casaquinhos de lã - se você mora no frio e seu filho nasceu no inverno. Vai usar MUITO!
- 2 touquinhas quentinhas para ir alternando.
- 3 pares de luvinhas - Se usa muito desde o hospital

De 0 a 3 meses

- 6 macacões 0 a 3 meses com botão em plush de manga comprida  -  6 dá, mas enjoa então eu compraria mais. Comprei 10.
- 6 macacões 0 a 3 meses de malha - Eu usei muito como pijaminha quando o tempo permitia
- 2 bodies de manga curta (é mais do que suficiente se você teve bebê no inverno)
- 5 bodies de manga comprida
- 5 calças sem pé
- 6 pares de meia
- 2 casaquinhos

De 3 a 6 meses

- 6 macacões 3 a 6 meses - Pode ser de malha se já for uma época mais quente do ano.
- 3 Conjuntinhos de calça, body e casaco - Ideal para passeios fora de casa.É mais bonitinho que o macacão inteiro.
- 2 macacões 3 a 6 meses manga curta
- 2 conjuntos de shorts e camisetinha se já for verão - É mega fofo
- 5 bodies de manga curta
- 5 bodies de manga comprida
- 2 pares de tênis para usar com os conjuntinhos - Fica muito fofo e esquenta o pézinho
- 2 casaquinhos
- 6 pares de meia
- Se for menina: vestidinhos. Somente nessa idade eu comprei vestidos e Olívia ainda não usou já que estamos em novembro e a temperatura lá fora continua em 16 graus.

Acessórios

- 2 gorrinhos
- 3 par de luvinhas - Se usa muito quando são recém-nascidos e nascem no inverno
- 2 chapeuzinhos para o sol
- babadores - MUITOS! A partir dos 3 meses se baba muito
- fraldinhas de boca - Tenha MUITAS! Dá para comprar as fraldas brancas tradicionais, cortar e fazer biquinhos. Rende muito! Eu tenho 40! Se usa demais: vômitos,baba e etc
- lacinhos e faixinhas de cabelo - quantidade determinada de acordo com o nível de peruice da mãe. Olívia nasceu cabeluda e possui MUITOS lacinhos!


Roupa de Cama e Banho

- 4 jogos de lençol para o berço
- 3 fronhas para travesseiro extra
- 2 jogos de lencol para o carrinho - Olívia dormiu no carrinho nos primeiros 3 meses e eu fui alternando. Dá, mas é bom ter 3 ou 4.
- 4 cobertores - Se nascer  no inverno, pode acrescentar mais 2 porque suja fácil. Separe 2 para as saídas de casa como pediatra e vacinas. Eu não gostava de usar em casa os que usava na rua.
- 4 toalhas de banho forradas com tecido de fralda
- 4 fraldas brancas gigantes para o banho - Eu uso as toalhas para enrolar  e as fraldas gigantes para secar.

Para o quarto

- berço/comoda
- poltrona amamentacao - Eu uso muito!
- lixo para fraldas que vedam o cheiro - Gostaria de ter 1 mas não achei para vender no Brasil, por isso uso 1 normal mesmo e não jogo fralda suja de cocô lá dentro, só as de xixi.
- na mesinha ao lado da poltrona de amamentação- reloginho (para controlar o tempo das mamadas), garrafa de água, abajour, garrafinha de álcool gel
- banquinho/puff para apoiar as pernas
- porta fraldas- para pendurar ao lado do trocador, para as fraldas ficarem sempre a mão
- 2 travesseiro anti sufocante
- cesto de roupa suja - acredite, esse cesto estará sempre cheio.
- mobile para o berço - Se seu bebê dorme no carrinho, compre um arco para carrinho. É bom estimular desde cedo.
- cabides
- babá eletronica com vídeo - Necessário e fundamental para uma mãe neurótica como eu.
- kit berço - mantém tudo mais quentinho e aconchegante se for no inverno


Para Casa:

- tapete de atividades
- cadeirinha para o bebê
- balde e bacia exclusivos para as coisinhas do bebê
- mamadeiras ( mesmo amamentando você pode querer tirar leite para alguma emergencia)
- esterilizador de microondas
- copinhos plásticos de 50 mls para quem precisa complementar com leite artificial quando são recém nascidos. Olívia usou mais de 100 copinhos nos primeiros 20 dias. Faça as contas: 1 copinho por mamada. 8 mamadas durante o dia. 7 dias na semana.

Para Higiene e Saúde:

- termometro
- kit higiene para unhas + lixa de unha
- kit escova e pente
- bolsinha termica para colicas - Olívia não teve cólicas, então eu não usei, mas dizem que é ótimo para quem tem!
- kit higiene (com potes para por algodao, cotonete, pomada anti assadura e garrafinha termica)
- chupeta e mordedores
- aspirador nasal- salva a pátria quando o bebê engasga e volta o leite pelo nariz! Não custa ter!

Para viagem e passeio:

- sacola de passeio com trocador
- Canguru ou sling para levar o bebê - eu prefiro o canguru.
- berço desmontável- preciso adquirir 1! Está na minha lista de natal!hehe

Necessaire do bebê:


- lenços Umidecidos (faça o teste para ver se seu bebê não tem alergia. Eu uso desde que minha filha tinha 1 mês)
- cotonete - sempre tem um nariz sujo pra limpar
- shampoo
- Sabonete líquido
- creme para assaduras
- fraldas RN e P ( eu usei as RN por quase 2 meses). Com 3 meses e meio Olívia usa P da Pampers ainda.
- Chupeta - É bom ter pelo menos 2
- Prendedor de chupeta - É bom ter pelo menos 2
- Porta chupeta

Para a Mamãe:

Coisas que eu comprei para mim e ajudaram demais:

- pomada Lasinoh para os seios- ajuda muito a cicatrizacao.
- conchas de amamentação - ajuda demais quando os mamilos estão sensíveis
- bicos de silicone - ajuda demais quando os bicos estão sensíveis
- pijamas e roupas com abertura frontal  - útil para amamentar
- sutia de amamentacao
- bombinha para extração de leite - eu tenho 1 elétrica e  1 manual e acreditem: a manual é muito mais eficiente!
- Cinta inteira com sutiã embutido - Ajudou muito no pós parto


Coisas que comprei e achei perda de tempo:
- Almofada de Amamentação - Não sei se é a minha almofada em si, mas achei um trambolho desconfortável que não me ajudou em nada! O bom e velho travesseiro foi mais útil
- Absorvente de seios - meus seios vazaram 2 vezes somente até hoje

7 de novembro de 2010

Sobrevivendo na 1° semana

Quando eu estava grávida imaginava ser fácil dar conta de um bebê,mas com o passar dos dias,assim que pus os pés em casa, vi que a coisa seria mais complicada do que eu imaginava.

Ouvia tantas mulheres falando de seus bebês que mamavam e dormiam,não choravam para nada, e me imaginava assim. Mas logo na primeira semana, vi que eu tinha um filho único, que era diferente de todas as estatísticas, livros e experiências alheias, por isso vou contar minha experiência com o Bryan na 1° semana.

Esqueça você: primeiro vem o bebê

Nada de maquiagem,cabelo bonitinho e arrumadinho, fotos e roupas arrumadas.Na primeira semana me vi inchada, com o cabeço bagacento, parecia uma múmia de tão pálida e fugia de todo e qualquer click que tentavam tirar. A verdade é que nos primeiros 7 dias eu estava concentrada em fazer a amamentação funcionar, e não tinha tempo para cuidar de mim,não que isso fosse prioridade,mas eu me sentia mal por exemplo de ir tomar banho lá pelas 2 da madrugada. Mas eu não sentia falta dessas coisas (e ainda não sinto após quase 7 meses).

O mais importante para mim no momento era a adaptação mãe-filho, só depois de 1 mes que voltei novamente a me preocupar em fazer a sobrancelha, pentear o cabelo e essas coisas.

É cólica? tenha paciência.

Logo no 1° dia de vida,Bryan teve uma cólica daquelas. Eu na hora não sabia o que fazer,a não ser oferecer o peito,mas cada vez que oferecia,mais nervoso ele ficava, até as mamães que estavam comigo na enfermaria falarem: deve ser cólica. Começei a massagear a barriguinha, fazer bicicletinha,tudo o que se pode imaginar e nada dele ficar calmo.Pelo contrário ele chorava cada vez mais forte acordando todos os bebês que estavam na enfermaria.Começei a chorar e ficar desesperada junto com ele.Ali começava a primeira de muitas madrugadas de cólica,choro e desespero.

Sempre lia que mulheres que tinham o 2° filho e ficavam calmas e pacientes na hora da cólica,já sabendo o que estava por vir, transmitiam segurança para o bebê e assim eles tinham menor incidência de cólicas. E isso foi comprovado por mim, quanto mais calma eu ficava, mais rápido ele se acalmava,dormia e esquecia a dor por alguns minutos. Paciência é o segredo de tudo.

Descanse o quanto puder:

Quando minha mãe me disse que ter um filho dava sono eu não acreditava nela...rsrs
Mas após dois dias sem dormir no hospital,só tirando cochilinhos de 5 minutos no máximo (pois o Bryan ficou o tempo todo no quarto comigo) ao chegar em casa a 1° coisa que eu queria fazer era tirar uma sonequinha.

Fiquei com medo de deixar o Bryan tão pequeno com Bruno (meu esposo) e ir dormir,me parecia algo irresponsável,mas foi a melhor coisa que eu fiz. Assim que tirei uma soneca de 1 hora,logo começei a produzir leite,que até então não tinha, e fiquei muito mais tranquila para cuidar do Bryan.

Todas as vezes em que o Bryan dormia eu aproveitava para dormir também, assim me sentia bem mais descansada e preparada para cuidar dele.

Até a próxima.
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20 de outubro de 2010

Não me contaram, mas vou te contar


Livros, sites, blogs, profissionais, pessoas experientes...todo tipo de informação é bem-vinda.

Finalmente chega o momento de nos tornarmos mãe, seja por vontade própria ou por vontade do destino, e então nossa vida, a partir daí, se baseia em procurar informações sobre a fecundação, a gravidez, o parto, a amamentação, os cuidados, o desenvolvimento do bebê... e por ai vai!

Mas, antes de começar a lhes contar algumas coisas, quero me apresentar como uma jovem mãe de 18 anos, porém que já tinha experiências com crianças, pois tenho dois irmãos pequenos - um de 3 e outro de 6 anos - os quais sempre ajudei a cuidar como se fosse mãe. Achei que saberia tudo, mas na verdade vi que só sabia o básico (e olhe lá); eu sabia que bebês tinham cólicas, mas não que elas aconteciam todos os dias, às vezes o dia inteiro. Para mim, era só mamar e dormir, afinal eu era apenas uma garota de 12/15 anos quando meus irmãozinhos nasceram, e parecia ser fácil.... doce ilusão! E é, principalmente, por este motivo que eu me surpreendi tanto com algumas coisas, muita vezes banais, que eu não fazia idéia como era na prática!

Queremos sempre estar o mais preparadas possível para as situações com as quais podemos nos deparar. Porém, existem coisas que não nos falam e só vamos descobrir quando acontece com a gente, e este é o meu papel aqui, falar tudo aquilo que eu (e outras mamães) não sabíamos, mas descobrimos e queremos compartilhar para que você tenha menos surpresas (principalmente as desagradaveis) possível!

Mas, já vou adiantando: se tem algo que precisamos saber desde o início (e infelizmente poucas pessoas, para não dizer nenhuma, nos fala) é que daremos conta de TUDO, acima do medo, da insegurança, dos erros, da culpa (ah, esta sim, é assunto para um post inteiro), somos capazes, afinal, nascemos sabendo cuidar do filhote - não é assim com todo mamífero?! Não importa quantas novidades, dúvidas e surpresas tivermos, o nosso instinto falará mais alto que qualquer opinião alheia que possa nos importunar! E mais importante que saber isto que estou te contando, é acreditar! Acreditar que não existe maneira certa ou errada na hora de criar um filho, mas sim a maneira que você considera melhor ou pior; acreditar que você é capaz, porque você É, e AI de quem disser o contrário!

Não deixem de conferir o Test Drive Mami, que tem muita novidade, dicas, relatos, experiências, todos os dias, com colunas variadas, feitas para todas nós: mamães corujas de plantão! E o meu blog pessoal também. Estão todas convidadas!
Beijos,

18 de outubro de 2010

Mãe de primeira viagem = caloura de faculdade




Quando ainda estava grávida,percebi que ser mãe de primeira viagem seria algo bem parecido com ser caloura em uma faculdade! Eu tive a oportunidade de vivenciar os dois lados, e comparando vi que são muito parecidos!

As comparações começavam ainda na gravidez.

Grávida e a escolha da profissão:
Quando eu estava grávida escutava vários conselhos sobre a maternidade e todas as possíveis previsões de como seria meu filho: loiro, cabelo liso igual ao da mãe, cabelo de anjinho igual ao pai, branquelo igual à mãe, moreno igual ao pai, será alto, cabeludo, careca, olhos verdes, olhos castanhos. Eram tantas opiniões que embananavam minha mente, e para mim o mais importante mesmo era que viesse com muita saúde! Depois vieram os conselhos sobre o parto, enxoval, maternidade, amamentação.
Eram tantas escolhas a serem feitas que me senti novamente com meus 17 anos, terminando meu 2° grau e na cabeça um turbilhão de dúvidas que atingem todos os formandos: qual seria minha profissão? Qual escolha de curso eu faria?
Pensei em direito, engenharia, microbiologia, biomedicina, e no final acabei entrando de gaiata em biologia por 1 semestre. Mas o desejo mesmo era a farmácia, e foi essa a escolha que fiz 6 meses após. A dificuldade na escolha de qual curso faria, foi a mesma sobre qual roupinha seria a eleita para ser a saída de maternidade.

Mãe de primeira viagem = caloura de faculdade:
Quando o Bryan nasceu pensei cá comigo que tinha acabado todo aquele festival de opiniões, conselhos e mil dicas. Que nada, ai é que eu tinha entrado no mundinho do : comigo foi assim! Faz assim porque eu fiz e deu certo! Eu fiz com meus três filhos e funcionou!
Era algo parecido com o famoso “trote” de faculdade. Era como receber um saco de farinha de trigo na cara de tantos conselhos e opiniões.
E fora o tanto que agente fica desesperado por informação. Lembro que eu queria saber o que se passava na casa de outras mamães que também tiveram seus bebês em abril.Eu participo de um fórum desde a gravidez e saber que tinham outras mamães na mesma situação que a minha era reconfortante.
Lembro que nas primeiras semanas punk de baby blues, dificuldade com amamentação e etc, eu ficava me questionando com minha mãe: Como a senhora conseguiu ter 3 filhas? Mãe será que a Ivete Sangalo passou por isso?
Eu beirava o desespero, com minhas profundas olheiras, e muitas questões na mente. Uma amiga minha que tinha ganhado bebê um mês antes, de apenas 20 aninhos veio aqui em casa toda tranquilinha. E eu chorando perguntando a ela qual era a fórmula de se sentir bem sem dormir?
Quando entrei na faculdade foi bem parecido, eu olhava os alunos do 7°período com admiração e respeito, ficava me perguntando como eles conseguiram sobreviver a tanta química, cadeias de carbono e mecanismo de ação de medicamentos por 4 anos! Eu me perguntava se um dia seria assim igual a eles, assim como eu me perguntava quando chegariam os 3 meses e o dia em que ele dormiria a noite toda.Como eu sonhava com os três meses.Chegava a ficar perguntando toda hora pra minha mãe: Passa rápido né mãe?Daqui a pouco ele tem 1 mês né? E ele vai dormir bem né mãe?
Fora a inabilidade na hora da troca de fralda e troca de roupa. Eu sempre tremia só de pensar em passar um body pela cabeçinha tão frágil e delicada do meu filho. Resultado disso foi que apelei para os horríveis conjuntinhos de pagão,pois eu morria de medo de causar algum acidente com a moleira dele.
Raves na madruga = choparrasco e estudos
O que todo calouro espera quando entra para a tão sonhada faculdade: festas, churrasco e muita comemoração para aproveitar bastante os 4 anos de faculdade. Minha turma sempre fazia os chamados choparrascos de farmácia. E era bebida, churrasco, dança e muita diversão. Não posso reclamar e dizer que não aproveitei, pois aproveitei muito!!! Quando entrei na faculdade já estava casada, mas isso não impedia de curtir um chop de vinho com os amigos depois de provas estressantes como química farmacêutica, química orgânica e desenvolvimento de fármacos. Algo bem parecido com curtir as raves pela madruga com um bebê RN que foge a regra de todos os outros. Bryan acordava de hora em hora, e quando ia pro peito pra mamar dormia,ou então passava a madrugada todinha acordado.Foi difícil me adaptar a ficar noites sem dormir ou dormir picadinho,mas pelo meu filho valeu cada esforço.
E depois vieram os estudos pela madrugada. Eu passava noites em claro tentando decifrar nomes e medicamentos e coligar aos mecanismos de ação dos mesmos. Passava dias vendo HOUSE tentando acertar qual medicamento faria efeito na situação do paciente em questão e me divertia ao me imaginar dali alguns anos receitando algo para alguém, ou simplesmente explicando o que determinada droga faria com o organismo. Minhas madrugadas de mãe de primeira viagem não foram diferentes, eu passava noites tentando decifrar e aprender cada chorinho me preocupava se ele estava sentindo frio ou não, se estava com fome, ou se estava muito molhado. Lembro de chegar a trocá-lo em uma noite 5 vezes por pura inexperiência, ou super proteção.

Depois do segundo mês
Tanto na vida de mãe, quanto na vida de caloura, minha adaptação começou a ocorrer no 2° mês. Bryan já tinha horários de sono bem definidos e as terríveis cólicas que me assombravam foram embora do nada com a chegada do 2°mês.
Assim também foi minha adaptação na faculdade, eu já estava acostumada ao ritmo de provas e estudos pela madrugada, e já tinha passado todo aquele medo de não dar conta de tanta química, fórmulas, estruturas e textos cada vez mais gigantescos para estudar para a prova. Depois do 2° mês a paz reinou aqui em casa e na faculdade também.

Mãe experiente =veterana
Com a chegada do 6° mês (Bryan completa dia 19/10) vi que nasceu também uma mãe mais madura, sem muitas frescurinhas, com mais habilidade na troca de roupa, troca de fralda, preparo de papinhas, e dando conta de casa e filho.
Quando passei pelo 6° período de farmácia senti uma sensação parecida. Eu estava pronta,madura,muito mais confiante que seria uma excelente profissional e que daria conta do recado. Também todas aquelas fórmulas malucas do 1° período já faziam mais sentidos e estavam intrínsecas na minha mente. Assim como todo o cuidado e amor que eu tinha pelo meu filho ia se aprimorando ao longo dos meses.
Com o tempo já sabia diferenciar os chorinhos, vestia com mais prática e trocava as fraldas no total escuro. Entre se tornar farmacêutica e mãe expert, com certeza levei menos tempo para a segunda opção.

Já pensando no segundo filho = pensando no próximo curso, ou mestrado, doutorado...
Nos primeiros meses lembro-me de ter falado para meu marido: Jamais terei outro filho, credo, não sei como as pessoas conseguem passar por tudo isso denovo. Só se eu sofrer algum acidente e tiver amnésia,porque passar por isso eu não quero nunca mais.Bryan será filho único!
E a quem me perguntava eu respondia com toda convicção do mundo que ser mãe é muito bom, mas é experiência para apenas 1 vez.Ledo engano, após os 2 meses, lá estava eu almejando um segundo barrigão e uma segunda adaptação.Sim,eu já estava pensando no segundo filho, e me espantei quando comuniquei a maridão que em 2012 começaríamos os treinos (o que foi,lógico, prontamente negado por ele )O negócio é que a maternidade é tão bom,mas tão bom,que uma vez só é pouco para muita experiência.Quando nos casamos sempre sonhei em ter um casal (tá,confesso que na verdade eu queria mesmo era ter 3 filhos).Queria primeiro ter um menino,que era pra ficar de olho na irmãzinha e espantar os marmanjos hahahaha...E pra minha sorte meu sonho se realizou pela metade,agora só falta a minha tão sonhada filha para ficar completo.Mas claro que marido fica neurótico só de pensar em segundo filho,pois segundo ele se for menino denovo eu talvez vá querer tentar uma 3° vez, e nisso ele está certo. E ele morre de medo de ter 3 filhos,sei lá,talvez pela responsabilidade e alto custo financeiro que um filho exige.
O pensamento sobre ter mais filhos mudou mais rápido do que fazer uma segunda faculdade. Faz alguns meses que penso em fazer outro curso, um nada haver com a área da saúde: engenharia civil ou de produção, e outro que tem mais haver: biomedicina.
Primeiro pelo meu pessoal, sou uma pessoa que não agüento ficar parada, e gosto sempre de adquirir novos conhecimentos, fora o salário tentador de um engenheiro e a possibilidade de ingressar na Petrobras. E a segunda opção para ter mais oportunidades na minha carreira e me especializar na área da saúde que amo de paixão. Mas se eu conseguir um, com certeza tentarei o outro. Não há limites de idade para o aprendizado, um pai de uma colega farmacêutica está na 5° faculdade e tem 62 anos de idade!
Me realizei em duas áreas ao mesmo tempo: faculdade e maternidade, e espero que muitas realizações estejam por vir. E essa é a prova de que filho nunca acaba com nossos sonhos, eles nos dão ainda mais vontade de conquistá-los.


Até o próximo post.
Jack mamãe do Bryan

Bjinhus

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