29 de abril de 2013

Será que meu filho é o valentão?

Arthur é muito pacato, mas esta semana foi o valentão. Brigou com o Arthurzão. Ele só tem 2 anos, quase 3. Na verdade, foi só uma situação que o levou a empurrar  o amigo - que é um pouco mais velho -, e este amigo acabou se machucando.

Esta situação me fez pensar no outro lado da história: nós sempre nos preocupamos quando os nossos filhos chegam em casa com uma mordida ou um machucado, mas será que nos preocupamos da mesma forma quando o nosso filho machuca alguém? É importante que nós, como mães, pensemos nisso.

Na mesma hora eu perguntei se era certo o que ele fez. Prontamente, ele disse que não, que pediu desculpas e que não faria mais isso. Disse também que a professora explicou para ele que não pode brigar, nem empurrar, pois isso podia machucar o amiguinho. No dia seguinte, a professora me contou que ele passou o dia perguntando se ele estava sendo bonzinho e que não iria empurrar o Arthurzão de novo. Gostei! Acho que estou no caminho certo!


A grande verdade é que, para algumas mães, os filhos são perfeitos, e isso não as deixa enxergar algumas realidades. Ao contar sobre esse episódio a um amigo, ele me contou que todo dia o filho dele apanhava de um colega da escola. Ele reclamou várias vezes na diretoria e nada aconteceu. Um belo dia o filho dele revidou, e seu pai foi chamado na escola porque ao ser indagado sobre ter batido no coleguinha ele disse: "Meu pai disse que se me batessem, era para eu bater de volta!" e assim ele fez. Muito bem, porque todas as vezes que o filho apanhou na escola ninguém tomou uma atitude? Certamente porque os pais sequer tomaram conhecimento. Isso me preocupa.

É claro que algumas mães se preocupam e sofrem muito com isso, o comportamento de crianças valentonas é horrível e controlar essa agressividade é bastante complicado.

Nestes casos, é preciso entender que não há maldade nas crianças, que elas fazem isso como uma resposta ao que as incomoda ou ao que elas não aceitam. É preciso muita paciência, muita conversa e muito amor. Não se sinta culpada, procure auxílio, converse com seu filho e procure encontrar a melhor solução. Seja carinhosa, atenciosa e converse muito.

Procure sempre observar seu filho em todas as atividades diárias, não hesite em chamar a atenção quando uma roupa é jogada no chão, quando uma louça não é colocada no lugar. É preciso que a criança participe das atividades de casa e entenda que há regras que devem ser cumpridas. As regras são valiosas.

Elogie, demonstre amor. Reforce os bons comportamentos e procure não ser agressiva com os maus comportamentos. Reforçar o que é bom é muito melhor do que só apontar o que a criança faz de errado.

Abaixo, alguns livrinhos legais que podem auxiliar a mostrar à criança sobre estes comportamentos e evitar que seu filho seja aquele valentão da escola!
O ÚLTIMO VALENTÃO (HUGO A ESTRELA-DO-MAR FELIZ)




28 de abril de 2013

Encerramento Semana da Alimentação

Olá! Esta semana falamos sobre alimentação. Começamos com o lançamento do Sorteio que, ao final do post, mostro o resultado. Nossa Semana contou com o apoio da MAM que é nossa parceira há alguns anos.


O primeiro post, escrito por nossa colunista e nutricionista Paola Bueno Preusse, trouxe dicas de apostilas do Ministério da Saúde sobre alimentação muito esclarecedoras. Paola nos mostrou como é importante pensar na introdução dos alimentos na dieta das crianças e o quanto isso é responsabilidade dos pais. Se você quer que seu filho seja um comedor de Brócolis como o meu, coma brócolis e sirva brócolis! (Keka) Não adianta oferecer batata frita e querer que a criança consuma verduras e legumes, esse hábito deve começar em casa.


Na terça-feira, falamos sobre alimentação complementar e Luciene Martins, também nutricionista, trouxe um guia completo sobre alimentação no primeiro ano de vida do seu bebê.

A partir dos seis meses o organismo da criança já está preparado para receber alimentos diferentes do leite materno, que são chamados de alimentos complementares, mas mesmo com essa introdução o ajeitamento materno deve ser prorrogado até os dois anos de idade. Ela jamais deve substituir o aleitamento materno ou artificial.

Na quarta-feira, Dra Patricia Riveiros, nossa Pediatra, falou sobre um assunto muito importante: a Obesidade Infantil e também indicou nosso grupo sobre alimentação no Facebook chamado COZINHANDO PRO MEU FILHO.

Na coluna, Receita de Quinta, foi dia da Carol Ratunde, professora de educação física, trazer Receitinhas deliciosas e Saudáveis! Já pensou em fazer bolo de laranja assim? Hummm! Deu água na boca e é saudável!





Na sexta, conversamos com  Patricia Cerqueira (mãe de dois meninos) e a Mônica Brandão (mãe de duas meninas) autoras “chefs” do portal Comer Para Crescer sobre alimentação em geral para crianças e perguntamos tudo aquilo que as mães tem curiosidade em saber sobre alimentação.  Quem aqui é fã de carteirinha do Portal assim como nós? Clique aqui como foi o bate papo delas com a Consuelo Zurlo.

Sábado, Michelle Imilio contou como é a alimentação dos filhos dela, um post com muitas dicas legais e um papo sobre uma mãe que tenta manter um cardápio variado e o mais saudável possível. Vale a pena ler de novo hein!


Nossa Semana Especial sobre alimentação foi um sucesso! Esperamos que tenham gostado, afinal o Blog não é nada sem a participação de vocês leitores! Nosso email está a disposição para dúvidas, dicas e sugestões! (testdrivecontact@gmail.com).


E nosso sorteio foi um sucesso também! Veja quem foram as ganhadoras:

Já temos os endereços, enviaremos em até 10 dias úteis tá?
Obrigada a todos!!!!

27 de abril de 2013

Semana da Alimentação: a dos meus filhos





Sei que no quesito alimentação de crianças não sou um exemplo a ser seguido, mas como cada mãe faz e  "acha" que sabe o que é melhor para seu filho, aqui estou eu errando, acertando, tentando...

Me sinto privilegiada, pois a duplinha come de tudo (com exceção da vitamina de abacate que fiz achando que estava arrasando e ninguém quis). Muito bem, fora as restrições - que acaba a familia toda entrando na dança - com relação à Lactose (João tem intolerância).

Porém, nunca fui muito encanada com rótulos, sempre deixei os dois comerem doces, batatinha frita, refrigerantes e afins. Nada em excesso, mas também não fico neurótica.

Gosto de cozinhar e sempre invento algo para deixar a alimentação deles mais saudável. Eles adoram frutas, e a melhor coisa que fiz foi comprar uma fruteira daquelas que ficam no chão, pois as frutas ficam ao alcance  e, sempre que querem, pegam e comem.

Vi essa idéia na internet - e fez sucesso com a duplinha, que agora só come melancia assim:

Melancia no palito

Sou a "louca" da cenoura também, sempre coloco cenoura ralada no arroz, na carne moída, na salada, no bolinho de arroz (eles adoram).

Outra unanimidade aqui em casa é bolo - que que se estiver na forminha de cupcake, então, faz mais sucesso ainda. Até acho mais prático, e quando estou inspirada tento variar, dar uma colorida e tal. E eles adoram!






Eu sempre falo que só funciono após o café da manhã, e com a Lara não é diferente: todos os dias, quando ela acorda, já pede o café da manhã e não sai de casa enquanto não senta e come.

E como João admira e tenta imitar tudo que a irmã faz, também pede café todas as manhãs. Eu amo preparar o café para eles e sempre tento variar, incluir uma fruta e suco natural.

Café da manhã da duplinha
E assim continuo na nossa nada mole vida,  variando o cardápio nas refeições e tentado ser o mais saudável possível.


Aproveitem e visitem nosso grupo no Facebook sobre Alimentação: COZINHANDO PRO MEU FILHO.

Nossa Semana da Alimentação conta com o apoio da MAM, nossa parceira, aproveite e participe do sorteio, duas participantes serão contempladas!!!! O Sorteio foi publicado no primeiro Post sobre a Semana da Alimentação.

26 de abril de 2013

Entrevista Comer para Crescer




A alimentação é, com certeza, uma das principais preocupações de toda mãe. Este assunto merece vários tópicos específicos sobre as diversas particularidades e a cada fase do crescimento dos nossos filhos, as dúvidas surgem.

Conversamos com  Patricia Cerqueira (mãe de dois meninos) e a Mônica Brandão (mãe de duas meninas) autoras “chefs” do portal Comer Para Crescer sobre alimentação em geral para crianças. Acredito que são coisas que toda mãe precisa saber e nem sempre têm tempo para perguntar.

Test Drive Mami - Com base na experiência de vocês, quanto da teoria sobre a alimentação das crianças é, na prática, fácil de aplicar?
Comer Para Crescer - Se é que alguma é difícil ou apenas disciplina dos próprios pais. Não que colocar em prática a teoria sobre alimentação seja difícil, mas requer uma disciplina dos adultos porque a tendência é sempre ir pelo caminho mais fácil. Mas, mesmo com disciplina, as coisas podem fugir do manual, pois as crianças são indivíduos que ora estão com o paladar ótimo, ora, não! Então, além de disciplina é preciso uma boa dose de jogo de cintura, algo que inclui paciência e criatividade.

TDM - Que idade vocês acham que é mais complicado, que fase da alimentação infantil (trabalho para fazer refeições, paladar)?
CPC - O trabalho de pensar num cardápio balanceado e o de fazer as refeições começa com as papinhas e só termina quando os filhos saírem de casa. Já o apetite tem fases mais problemáticas. Geralmente, depois dos 18 meses, as crianças comem menos e passam a ser mais seletivas e isso dura até os três ou quatro anos. Essa fase é muito difícil porque não temos como dizer a um bebê de dois anos que ele precisa comer iogurte porque faz bem, é saudável, argumentos que podemos usar com os mais velhos.  

TDM - Quais são os principais vilões, na opinião de vocês na alimentação dos pequenos? (falta de rotina, de exemplo dos adultos, alimentos artificiais, refrigerantes)?
CPC - Acreditamos que os vilões são todos esses que você citou, mas o maior vilão de todos é a falta de informação dos pais sobre os alimentos industrializados que eles oferecem para os filhos.

TDM - Como era a alimentação de vocês quando crianças? Acham que o que são hoje é reflexo direto da educação alimentar que tiveram?
CPC - Vivemos num tempo em que criança comia Manjopan (aquela gordura hidrogenada frita), tomávamos groselha vitaminada Milani e os doces eram feitos com muito açúcar, tanto que fomos crianças com dentes com cáries. Mas nossas mães nos obrigavam a comer carne e fruta e tomar suco. O prato da refeição era inegociável. E ainda tínhamos de "raspar o prato". Ouvíamos todo o dia que a gente tinha de comer para crescer. Daí, o nome do blog. Por outro lado, todas as nossas brincadeiras envolviam muita atividade física. Não tínhamos videogame, computador nem canal de desenho 24 horas. Quando acabava o horário dos desenhos, saíamos para brincar na rua. E as propagandas nos ofereciam comidas o tempo todo. Eram propagandas bem sedutoras para as crianças.
Hoje, nossos filhos vivem uma realidade bem diferente. Apesar dos “porcaritos” na nossa época não serem considerados vilões, ou seja, eram liberados, existia uma preocupação das nossas mães em sempre ter à mesa uma refeição balanceada, mesmo não sabendo disso. Sempre tínhamos arroz, feijão, salada, legumes e uma "mistura" e fruta de sobremesa. E, hoje, achamos que nossa memória alimentar nos orienta quando alimentamos a nossa família.

TDM - Que dicas são fundamentais para as mães de primeira viagem quando acaba a amamentação?
CPC - Vamos pensar no início da papinha o que não significa o fim da amamentação. O leite materno ou de fórmula devem estar presente como reforço até mãe, criança e pediatra decidiram a melhor hora de parar.
1. Se você é daquela que nunca pisou na cozinha até então, saiba que terá de entender da combinação alimentos + fogão + geladeira + compras no supermercado ou na feira. Mesmo que contrate alguém para fazer as papinhas, em algum momento, você vai precisar ir para o fogão e saber o que é refogar legumes, carne e arroz, por exemplo.
2. É preciso entender que a introdução de alimentos é um período que pode durar entre 30 e 60 dias para o bebê se adaptar a um novo tipo de alimentação (da líquida para a quase sólida). Eu, Patricia, errei quando achei que ao introduzir papinhas a amamentação não era uma alimentação importante na dieta do meu filho e quando ele não aceitava a papinha, eu entrava em pânico achando que ficaria desnutrido. Hoje, entendo que o leite, durante esse período de transição, é um alimento capaz de sustentá-lo até a próxima papinha.



Imagens: Google

E você, como lida ou lidou com essa fase? Deixe nos comentários sua experiência. Gostou da matéria? Divulgue!

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Nossa Semana da Alimentação conta com o apoio da MAM, nossa parceira. Aproveite e participe do sorteio em que duas participantes serão contempladas!!!! O Sorteio foi publicado no primeiro Post sobre a Semana da Alimentação (segunda-feira).




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