17 de maio de 2011

Mãe de três

Um desafio possível


(1 filho hiperativo, outro superdotado e uma princesinha normal !)


Que chance legal! É muito bom poder falar dos meus filhos! Não só por serem lindos, inteligentes, comportados, companheiros e muito mais... hehehe. Mas também porque eles que deram sentido a minha vida e são o meu mundo.

Tenho três filhos. O primeiro foi uma aventura, pois ainda estava na faculdade e não contei ao pai. Depois que ele nasceu que percebi que não poderia tirar o direito de ter um pai. E foi muito bom, pois ele assumiu o filho e faz tudo por ele. Claro que tenho um ciuminho quando ele vai para o pai ou quando ele elogia algo feito pelo pai, mas aprendi a respeitar meu filho também. Até os 5 anos dele, moramos com minha família, que nos acolheu maravilhosamente bem, e me ajudou a terminar a faculdade e ter um bom emprego para criar meu filho, e tratá-lo, já que foi detectada hiperatividade, através de vários exames e muitas visitas a especialistas (mas é um outro assunto que eu gostaria de falar em outro momento, pois é muito importante para nao rotularem seus filhos).

Quando ele completou 4 anos, decidi casar e veio acompanhado do segundo filho. No dia 21 de novembro nasceu o Luís, e no dia 29 de novembro o Lucas completou 5 anos. Virei esposa, dona de casa e ganhei dois filhos, pois sempre tive a mamãe pra me fazer tudo. Nesse momento achei que iria surtar e não aguentaria, com um bebê, um homem, uma casa e um anjo hiperativo, ahhhh e o trabalho. Virei a perfeita mulher brasileira. Tinha que batalhar! Mas juro que foi a melhor experiência da minha vida.

Quando o Luís completou 4 anos, decidimos que tentaríamos uma irmã para meus amores e completar minha família! O Luís adorou a ideia, mas disse que só iria ter a Beatriz quando fizesse 7 anos. Não é que ele é  'a Mãe Diná'  da minha casa? Agora, que ele tem 7, o Lucas 12, tenho a Bia, com 3 meses. O nome ficou o escolhido por ele quando tinha 4 anos.



Enquanto estava grávida da Bia, fiz testes no Luís, pois estava desinteressando da escola. Fiquei com medo da hiperatividade também. Mas descobrimos a superdotação, o que precisa de atenção especial da escola, porque senão ele não quer mais ir por não ter nada interessante e desafiador para fazer. Estão me pergunto, o que tem a Bia? Aparentemente ela é a única pessoa normal da casa! O desenvolvimento motor dos dois foi muito superior que das outras crianças. A Bia está certinha no desenvolvimento para 3 meses. UFAAAA.

Essa é a história de como lido com minha vida de mãe.

Beijos a todas. Qualquer hora escrevo elogiando um a um dos meus anjos e mostrando que não é tão difícil lidar com crianças especiais!

Karina Simião

- Nomes dos filhos: Luis, Lucas e beatriz

16 de maio de 2011

Mãe de anjo

anjoQuandou soube que estava grávida, pela primeira vez, meu mundo desabou. Estava casada há 6 anos, relacionamento estável. Minha perturbação foi saber que, daquele dia em diante, eu deixava de ser a filha e passaria a ser a mãe. Um misto de alegria, tristeza, preocupação, sonhos…

Mas essa primeira gestação não vingou, e, aos 2 meses e pouco, tive um aborto. Na época, me revoltei, me perguntei o porquê, me culpei, culpei os outros. Depois entendi que, melhor assim, do que perder mais para frente, do que ter um filho com problemas.

Depois veio a ansiedade de engravidar de novo. Mês após mês. Até o dia em que eu desencanei, decidi viver a vida quase Amy. Foi quando me dei conta de que estava grávida. Curti cada momento, cada exame, cada roupinha. Meu menino nasceu saudável. E a emoção que senti foi indescritível. Foi a coisa mais intensa e mais misturada que já vivi. Chorava, tremia, sorria. Daria tudo para viver aquele momento novamente. Era como se todas as emoções que sentiria durante minha maternidade chegassem juntas: felicidade, medo, nervoso, satisfação, orgulho, estresse, prazer.

Sempre quis ter mais de um filho. E queria “escadinha”, um perto do outro. E assim foi. Engravidei novamente quando meu filho tinha 1 ano e 4 meses. E mais uma vez curti cada momento da gestação, agora de uma menina.

O nascimento dela foi mais tranquilo. Senti uma paz muito grande com a alegria de tê-la perto do meu rosto naquele momento. Sentir seu cheiro, a textura de sua pele ainda enrrugada pelo líquido amniótico. Nascia uma filha e nascia uma nova mãe.

Mas quis nossos destinos que ela se fosse com apenas 15 dias de vida, sem ao menos desfrutar seu quartinho, sem ao menos provar suas roupinhas, sem ao menos conhecer todos os que a amavam. Mas ela foi amada, e como foi querida nestes dias. Foram poucos mas intensos os momentos que passamos juntas. Pude tê-la em meu colo pouquíssimas vezes. Aproveitei cada toque em seu corpinho edemaciado, cada carinho em seu cabelo raspadinho pelos acessos em sua cabeça, cada massagem em seu pezinho.

Fiz juras de amor eterno, como toda mãe. Rezei ao seu lado, como toda mãe. Estive perto, mesmo longe, como toda mãe. Senti culpa, como toda mãe. Senti, orgulho, como toda mãe. Perdi-a, como poucas guerreiras perdem. Ganhei um anjo, como poucas privilegiadas ganham. Recebi sua força divina, como poucas mães recebem. Continuei a viver apesar de tudo, como poucas bravas conseguem.

Agora aguardo o momento em que Ele decidir que estou pronta para vivenciar a maternidade novamente, do jeito que Ele achar conveniente. Entreguei minha vida e de minha família em Suas mãos. Estudei 8 anos em colégio de freira, sempre fui uma católica não praticante - apesar da 1ª comunhão, do grupo de jovens, do matrimônio na igreja, do batismo de meus filhos. Mas foi minha filha quem me ensinou: Ele existe, e Ele não nos dá um filho e o tira de nossas vidas sem um propósito maior. Acredito nisso e na beleza do sorriso saudável de meu outro filho.

É isso que me dá força para continuar.

Feliz Mês das Mães a todas as mães, as que já foram, as que ainda serão e as que ainda estão por vir.

Nome da Mãe: Milene (@diiirce)

Nome dos filhos: Nicolas (2 anos) e Alicia (anjinho)

Contato: Aqui no blog e no http://diiirce.wordpress.com

15 de maio de 2011

Relato de parto-Presente de Deus

30.09.06 - Sábado. Vou me deitar por volta das 21:30hs depois de um dia de contrações esparsas e sensações estranhas. Eu estava em pré-parto desde a terça feira... meu corpo enviava sinais e meu obstetra acompanhava a evolução de perto... estávamos em um joguinho... eu acreditava que a data seria 03.10.06 como previsto, mas ele insistia que nasceria no dia 01.10.06, só para me provocar, só porque eu não queria que fosse nesse dia...

Já passava da meia noite quando senti uma forte pressão em minha bexiga... fiz um enorme esforço para levantar da cama, pois acreditei que estava com vontade de fazer xixi... quando se está com nove meses de gravidez e uma barriga enorme o simples ato de levantar da cama é um ato heróico! Mal dei o terceiro passo em direção à porta e aconteceu... a bolsa estourou! No minuto anterior eu estava seca, no seguinte, eu estava completamente molhada por algo que não sabia direito de onde vinha, mas não tinha dúvidas do que se tratava... gritei chamando todo mundo, parecia alerta de incêndio... de certa forma talvez até fosse mesmo... Ao mesmo tempo as contrações começaram fortes, mas a dor não é insuportável como falam... ela é contínua! Lembro do meu pai falando: isso é hora de nascer? Até hoje quando lembro dou risada desse comentário... e lá tem hora quando uma vida resolve vir ao mundo? Obstetra avisado, seguimos todos para o hospital, com toda a parafernalha: mala pro filho, mala pra mãe, quadro de porta, lembrancinhas, doces, necessárie, cobertores, travesseiros, filmadora, máquina fotográfica...

Quando cheguei ao hospital eu ainda pingava... Jesus, de onde é que vinha tanta água? A enfermeira me perguntou se eu queria uma cadeira de rodas... avisei pra ela que subiria andando mesmo... eu iria ter um filho, não tinha quebrado a perna! Subi devagar, segurando a barriga e pensando que quando saísse, sairia com meu filho nos braços... uma mistura de sensações e sentimentos começou a tomar conta de mim naquele momento... é como se o filme desde o dia em que descobri que estava grávida tivesse começado a rodar em minha mente rapidamente... exames, consultas, coração batendo, ecografias, chutes, soluços - bebê soluça na barriga sim!!! Quando encontrei o obstetra ele já estava rindo... era dia 01.10.06, meu filho iria nascer já me contrariando... no dia que ele escolheu! Quando setembro virou outubro, quando dia 30 virou dia 01, quando finalmente chegou sua hora de vir ao mundo, ele deu seu jeito de nascer e aparecer! Apesar de eu querer muito ter parto normal, uma soma de fatores acabou por me mandar para o centro cirúrgico para fazer uma cesariana... primeiro a minha bolsa ter rompido, segundo que tenho o útero retroinvertido ( e ele não anteriorizou) e terceiro porque apesar das contrações fortes, eu não tinha dilatação nenhuma. Já no centro cirúrgico, depois de anestesiada, amarrada (ainda não entendi essa parte do procedimento... afinal o anestesista falou que eu estava tão calma que mais um pouco teria uma parada cardíaca!!!) e preparada, o obstetra começou a cesárea... corta aqui, mexe lá, remexe, conversa, ri, sou avisada que está nascendo... escuto o primeiro choro, forte, curto, e olho no relógio do centro cirúrgico... 01:36hs. Nasce o menino que já traz no significado do seu nome o que representa pra mim, meu presente de Deus, meu dom mais precioso, meu MATHEUS!



O vi rapidinho... procedimentos médicos de praxe iriam adiar nosso "encontro"... enquanto os médicos terminavam minha cirurgia, eu estava ali com milhões de coisas passando pela minha cabeça... me sentindo vazia (sim, a sensação depois que tiram o bebê é que não existe mais nada, só um vácuo), pensando em como seria meu filho, se estaria tudo bem com ele e porque é que raios estavam demorando tanto para trazê-lo até mim!!! Quando ele chegou, estava chorando... lembro que logo que comecei a falar com ele, quis abrir os olhos procurando pela voz... e foi ficando quietinho, até parar de chorar... mágico!!! Como nos filmes mesmo! Lembro de ter reparado nos dedos da mão dele... compridos como os meus, eu pensei! Logo levaram ele novamente... para o bercinho aquecido... e depois da cirurgia me levaram para o quarto, de maca... eu toda zonza, os corredores passando por mim... só me dei conta de onde estava quando vi o quadro que havia encomendado meses antes na porta do quarto. Eu estava no hospital e meu filho havia nascido!!!

A enfermeira veio buscar a primeira roupinha para o primeiro banho... pega o kit 1, já está tudo aí dentro (eu lembro de ter dito). Já mandei tudo separadinho do jeito que eu queria... embalado em sacos plásticos pra não ter erro e pra não virar bagunça! Minutos depois recebo o primeiro boletim informativo do meu bebê... Matheus nasceu com nada menos que 3.650kg e 51cm! Pra uma mãe que tem 1,63m e pesa normalmente 49kg isso é muuuito bebê! O meu comentário ninguém esquece: volta lá conferir porque não é meu!!! Mas era sim! Logo trouxeram o pequeno pra mamar... o leite já estava nos peitos... mas ele demorou pra aprender a sugar... acho que só conseguiu lá pelas 5:00hs da manhã... a sensação é maravilhosa, poder alimentar uma vida que você trouxe ao mundo é a mais completa perfeição da natureza! Nunca poderei descrever uma sensação como essa! Triste é só não poder levantar a cabeça e nem tomar uma gota d'água por causa da cesárea... essa sensação é a mais torturante... porque você está morta de sede - literalmente e nem consegue arrumar seu filho direito para que ele possa aprender a mamar... Porém, essas coisas a gente nem lembra depois... só ficam as lembranças boas... e a primeira sugada foi inesquecível... fiquei emocionada, com os olhos cheios de lágrima... só conseguia agradecer a Deus por tamanho presente! E desde então, os detalhes desse dia vão e voltam de minha mente. Foi o presente mais lindo e abençoado que já recebi na vida! E esse presente divino está fazendo 3 anos hoje. Três anos que parecem 3 dias... porque não me canso de olhá-lo, de estar com ele, de curtir cada nova etapa e cada nova conquista... Três anos repletos de alegrias e momentos mágicos... Três anos de muito amor e muita luz... Três anos de cores, sons, músicas, brincadeiras e descobertas. Três anos que seriam menos coloridos se ele não existisse... Três anos que valem por toda a minha vida... Três anos em que recebo de presente todos os dias o sorriso mais lindo que já existiu... Três anos em que ele preenche a minha vida com seu amor! Feliz Aniversário Meu Filho Lindo!!! Te Amo mais que a minha própria vida!!! Obrigada por ser meu Presente de Deus, minha dádiva divina, meu amado, minha vida, meu MATHEUS!!!



- Nome da mãe: Simone de Bortoli
- Nome do filho: Matheus
http://sidebortoli.blogspot.com

14 de maio de 2011

Ser mãe



Quando a Tathy me convidou para escrever sobre a maternidade, fiquei pensando na infinidade de temas que poderia abordar. Depois de muito pensar, conclui que o mais adequado seria escrever sobre a maternidade em si, sobre as mudanças que nos assolam quando nascemos para a maternidade.

Assim como toda mulher ou quase toda eu sonhava desde pequena em ser mãe. Em algum dia eu sabia que seria mãe.

Acontece que a minha gravidez não foi planejada, na época eu e meu marido namorávamos, pensávamos em casar, mas eram planos...e de repente me vi grávida. Confesso que a primeira coisa que pensei foi: eu não posso.  Não estou preparada, tenho outros planos !!! Mesmo com toda confusão e turbilhão de emoções, nós fomos em frente e a gravidez não planejada não diminuiu em nada o meu amor por ela.

A minha filha tem 2 anos e ainda hoje em muitas oportunidades eu ainda não me sinto preparada, mas quem está ?

A maternidade é algo que nos faz mergulhar em uma enorme aventura, quando nasce uma criança nasce sempre uma mãe, um pai e uma família. Junto com o filho vem a culpa, mas também vem no pacote uma nova mulher. O parto é o nascimento da criança, mas é também o nosso renascimento, aquela que agora será a mãe, será a provedora do amor, a pessoa responsável por criar outra pessoa, por educar, por imprimir valores e apresentar o mundo.

No momento que me olhei no espelho e me enxerguei mãe, senti uma enorme satisfação, senti aquela responsabilidade, mas também senti a glória, senti o poder que “gerar” nos proporciona.

Ser mãe é o “status quo” mais sublime que uma pessoa pode ter, ser mãe é amor incondicional, é abrir mão das nossas vontades por uma outra pessoa e não sentir frustação por conta disso.

Ser mãe é errar e acertar, é achar que sempre tem outra mãe que é melhor que você e as vezes achar que você é a melhor mãe do mundo, é sempre ter certeza de que você está fazendo a coisa certa, mesmo sabendo que em algum momento você fará algo errado.

Ser mãe é passar horas e mais horas falando sobre o mesmo assunto e não cansar, é acordar várias vezes de madrugada, é chorar sozinha no banheiro de tanto cansaço, é achar que não vai dar conta, é querer fugir de vez em quando e estar completamente recomposta no primeiro chorinho, e esquecer de tudo isso por conta de um sorriso banguelo.

Ser mãe é amar ainda mais as nossas mães por conseguir compreendê-la e amar a todos aqueles que amam seu filho.

Ninguém aprende ser mãe ser nos livros, tampouco você aprende a ser mãe com sua amiga ou com a sua mãe, conselhos não te ensinam a ser mãe, sobrinhos e afilhados não tem absolutamente nada a ver com filhos. Ser mãe se aprende simplesmente sendo mãe.

E por tudo isso, nesse mês das mães eu quero agradecer a minha filha, só por ela eu aprendi a ser mãe, só por ela eu sou uma mulher melhor, sou uma filha, uma esposa e uma amiga melhor, ela me fez ver o mundo com mais doçura, ela me deu a incrível oportunidade de parir, ela me ensinou a amar da maneira mais sublime que esse sentimento pode ser.

Meu desejo para o Dia das Mães ? Que todas as mulheres possam ser mãe

E para minha pequena Clara ? Desejo simplesmente que ela também seja mãe um dia....

Feliz Dia das Mães.

 

[caption id="attachment_3180" align="aligncenter" width="519" caption="Laura e Clara"][/caption]


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